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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Livro de Concórdia

O Livro de Concórdia foi publicado em 1580 e contém documentos em que os cristãos dos séculos IV a XVI DC explicavam no que acreditavam e o que ensinavam, baseados nas Escrituras Sagradas.
Os Catecismos e os Artigos de Esmalcalde vieram da pena de Martinho Lutero; a Confissão de Augsburgo, sua Apologia e o Tratado foram escritos pelo colaborador de Lutero, Felipe Melanchthon; a Fórmula de Concórdia teve sua forma final organizada por Jacob Andreae, Martin Chemnitz, e Nikolaus Selnecker.

 Conteúdo:
Nome
Data
Autor
Resumo
Século II DC
Desconhecido
Credo Batismal, usado em Roma
325, 381 DC
Líderes da Igreja reunidos no Concílio de Nicéia (325) e no Concílio de Constantinopla (381).
Este Credo pretende mostrar claramente, com base nas Escrituras Sagradas que Jesus Cristo é verdadeiro Deus, igual ao Pai e que o Espírito Santo também é verdadeiro Deus, igual ao Pai e ao Filho.
Séculos VI a VIII DC
Desconhecido. Recebeu o nome em homenagem ao grande pai da Igreja, Atanásio, que foi instrumento na redação do Credo Niceno.
Confessa os ensinamentos da Trindade e a pessoa e otrabalho de Jesus Cristo.
Uma pequena obra para educar os leigos nos fundamentos da Fé Cristã.
Cobrindo os mesmos pontos principais da doutrina Cristã que o Catecismo Menor, o Catecismo Maior é uma compilação de sermões de Lutero.
Geralmente vista como a principal Confissão Luterana; ela foi apresentada pelos Luteranos ao Imperador Carlos V na dieta imperial de Augsburgo, em 1530, como uma declaração dos principais artigos da fé Cristã conforme entendida pelos Luteranos; também contém uma lista de abusos que os Luteranos corrigiram.
Depois que os teólogos Romanos condenaram muitos dos ensinamentos da Confissão de Augsburgo, Melanchton escreveu esta longa defesa. É merecidamente considerada um clássico Cristão.
Artigos de fé que Lutero pretendia se tornassem uma plataforma ecumênica para um futuro concílio ecumênico. Estabelecia o que os Luteranos não podiam abrir mão - e porquê.
Proposto para servir como um suplemento à Confissão de Augsburgo, dando a posição Luterana a respeito do Papa.
Uma confirmação de alguns ensinamentos da Confissão de Augsburgo a respeito dos quais os Luteranos haviam se divido. A "Declaração Sólida" é a versão original. A "Epítome" é a versão resumida destinada ao uso no estudo das congregações. Mais de 8.100 pastores e teólogos a assinaram, bem como mais de 50 chefes de governos.



Fonte: Wikipidia

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não Somos Nossos

João Calvino ( 1509 - 1564 ) nascido em Noyon, França. Autor de as Institutas da Religião Cristã, reformador do segundo movimento de reforma protestante, nos ensina:

" Não somos nossos: portanto, nem nossa razão nem nossa vontade devem presidir nossos planos ou nossos atos. Não somos nossos: portanto, não tenhamos como objetivo procurar o que convém a carne. Não somos nossos: portanto, esqueçamos, na medida do possível, a nós mesmos e tudo que é nosso. Pelo contrário, somos do Senhor, logo vivamos e morramos para Ele. Somos de Deus: portanto deixemos a sua sabedoria e vontade presidir todas as nossas ações."

 Miss. Taciano Cassimiro
Tailândia-PA

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

John Wycliffe, ataques ao Papa

Por 
Taciano Cassimiro

Wycliffe conhecido como " Estrela d'Alva da Reforma ", pertenceu ao segundo grupo de reformadores " os reformadores morais ", o outro grupo era o dos " reformadores doutrinais ". Nasceu em 1330 em Lutterworth, no condado de Yorkshire. Nas palavras de Gordon Rupp ele foi o " Kierkegaard " da Baixa Idade Média. Descendente de uma rica e tradicional família de Yorkshire, proprietária de muitas terras nas redondezas de Ipreswell, hoje Hipswell. Estudou na Universidade de Oxford em 1345, e dedicou-se a teologia, filosofia e legislação canônica. Tornou-se mestre do Balliol College (1360), em Oxford, mas ordenou-se e renunciou ao cargo para exercer a função de vigário de Fillingham (1361). Dois anos depois voltou para estudar em Oxford (1363), bacharelou-se em teologia (1365) e recebeu o grau de doutor em teologia (1372).Tornou-se professor e reitor em Lutterworth. 

Wycliffe entendia que a Bíblia era " Norma Superior de Fé " numa época em que a Igreja Católica Medieval afirmou que a tradição tinha a mesma autoridade das Escrituras. Questionava duramente a autoridade do Papa Gregório XI, e acreditava que o Papa era corrupto. Praticamente no final de sua vida repudiou por completo o sistema papal e exigiu sua abolição.

No seu ataque contra a cristandade de seus dias, temos:

O Papa é " vigário principal do demônio". Os sacerdotes " ladrões [...] raposas malignas [...] glutões [...] demônios [...] macacos ".

Ainda em suas afirmações, Wycliffe dizia que os mosteiros tinham se transformado em " antros de ladrões, ninhos de serpentes, lares de demônios vivos".

De fato, Wycliffe era muito duro em suas colocações. Mas, sem dúvida foi ele um grande instrumento de Deus. Não sei se hoje ele usaria as mesmas palavras, mais com certeza usaria seus sinônimos.

Na sua opinião o Papa ( seus erros )  deve ser combatido em nossos dias, ou devemos desenvolver uma forma de dialogo com o mesmo procurando sempre a unidade?

Deixe seu comentário! 


Fonte:
Teologia dos Reformadores, T. George
História da Teologia Cristã, Roger Olson

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O PADRE ANTÔNIO VIEIRA E A ESCRAVIDÃO NO BRASIL


O padre jesuíta Antônio Vieira destacou-se por seus belos sermões e pela forte oposição à escravidão indígena. Suas virtudes são inúmeras, não há como negar. Mas num de seus sermões há uma tentativa de justificar a escravidão dos negros fazendo uma comparação com os filhos de Corá. A comparação que ele faz é a seguinte: assim como os filhos de Corá foram poupados do juízo divino em decorrência da desobediência de seu pai (Nm 26,11), os negros também foram poupados do inferno ao serem trazidos para o Brasil.  Os pecados do seu povo seriam expiados aqui, por meio da escravidão. Em suma, é melhor padecer no Brasil e obter a salvação do que deleitar-se na África e ser lançado no inferno.

Leia este trecho de um sermão realizado na Bahia, à irmandade dos negros de um engenho em dia de São João Evangelista, em 1633:
“Vede se é grande milagre de Providência e Misericórdia divina [...]. Os filhos de Datã e Abirão pereceram com seus pais, porque seguiram com ele a mesma rebelião e cegueira. [...] Pelo contrário os filhos de Coré, perecendo ele, salvaram-se, porque reconheceram, veneraram e obedeceram a Deus: e esta é a singular felicidade do vosso estado, verdadeiramente milagroso” (VIEIRA, Antônio, 2001, pp. 648).
[...]
“Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado: Imitaturibus Christi crucifixi, porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz, e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de três madeiros, e a vossa, em um engenho, é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo como cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. [...] Cristo despido, e vós despidos: Cristo sem comer, e vós famintos: Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio”  (VIEIRA, Antônio, 2001, pp. 651).
Se com os negros o padre Antonio Vieira não foi tão benevolente, com os índios não mediu esforços para impedir que fossem escravizados. Numa carta ao rei D. João IV, em 06 de abril de 1654, o padre defende com veemência o direito do índio à remuneração por seu trabalho:
“que os índios sejam pagos de seu trabalho, nenhum índio irá servir a morador algum, nem ainda nas obras públicas...” (HANSEN, João Adolfo (Org.), 2003, p. 449).
Como se vê, o padre Antônio Vieira não é nem santo e nem demônio. Tinha lá suas virtudes e defeitos como qualquer ser humano. De qualquer forma era alguém que estava à frente do seu tempo.
Por Jones Mendonça

Referências bibliográficas:
VIEIRA, Antônio. Sermões (Tomo I). São Paulo: Hedra, 2001.
HANSEN, João Adolfo (Org.). Cartas do Brasil: 1626-1697, do padre Antônio Vieira. São Paulo: Hedra, 2003.

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