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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Samuel Rutherford

Samuel RutherfordSamuel Rutherford (1600 - 1661), nascido na aldeia de Nisbet, Roxburghshire, na área de Scottish Borders of Scotland, Rutherford foi educado em Jedburgh Grammar School e da Universidade de Edimburgo, onde se tornou em 1623 Regent da Humanidade (Professor da América). Foi um teólogo presbiteriano escocês e autor.

Em 1627 ele foi ordenado como ministro da Anwoth em Galloway, de onde ele foi banido para Aberdeen para não-conformidade. Seu patrono, em Galloway foi John Gordon, primeiro visconde de Kenmure. Sobre o restabelecimento do Presbitério em 1638 ele foi nomeado Professor de Teologia em St. Andrews. Ele foi um dos comissários escoceses na Assembléia de Teólogos de Westminster, em Londres, e após seu retorno para a Escócia tornou-se reitor do Colégio Santa Maria em St. Andrews em 1651. Na restauração de Charles II foi privado de todos os seus escritórios.

Rutherford também era conhecido por seus trabalhos espirituais e devocionais, como "O Julgamento e Triunfo da Fé" e suas Cartas publicado postumamente (1664). Sobre as suas cartas, Charles Spurgeon escreveu: "Quando morrendo e prontos para deixar este mundo, deixe o mundo saber que Spurgeon segurava as cartas de Rutherford como fonte próxima de inspiração, inpiração esta que pode ser encontrada em todos os escritos deste homens simples".

terça-feira, 25 de outubro de 2011

John Knox, o presbiteriano com uma espada






Knox era um ministro do evangelho cristão que defendia a revolução armada. Ele era considerado um dos mais poderosos pregadores de seus dias, mas apenas dois das centenas de sermões que pregou foram publicados. Ele é uma figura-chave na formação da Escócia moderna, mas só há um monumento erguido em sua homenagem neste país, e seu túmulo está embaixo de um estacionamento.

John Knox era de fato um homem de muitos paradoxos, um Jeremias hebreu estabelecido em solo escocês. Numa campanha incessante de oratória flamejante, ele buscou destruir o que achava ser idolatria e purificar a religião da Escócia.
 
Abraçando a causa - John Knox nasceu por volta de 1514, em Haddington, uma pequena cidade ao sul de Edinburgo. Por volta de 1529 ele entrou na Universidade de St. Andrews e continuou fazendo Teologia. Foi ordenado em 1536, mas se tornou um tabelião, e depois tutor dos filhos dos proprietários de terras locais (a nobreza inferior escocesa).

Eventos dramáticos aconteceram durante a juventude de Knox. Muitos estavam enfurecidos com a Igreja Católica, que possuía mais da metade dos imóveis e tinha uma renda anual de quase 18 vezes a da Coroa. Os bispos e padres eram freqüentemente meros indicados políticos, e muitos nunca esconderam suas vidas imorais: o arcebispo de St. Andrews, cardeal Beaton, andava abertamente com concubinas e era pai de 10 filhos.

O constante tráfego marítimo entre a Escócia e a Europa permitiu que a literatura luterana fosse contrabandeada para dentro do país. Autoridades da igreja ficaram alarmadas com esta “heresia”, e tentaram suprimi-la. Patrick Hamilton, um declarado protestante convertido, foi queimado vivo em 1528.

No início dos anos de 1540, Knox conheceu a influência de reformadores convertidos, e sob a pregação de Thomas Guilliame se juntou a eles. Tornou-se, então, um guarda-costas do feroz pregador protestante George Wishart, que estava pregando por toda a Escócia.

Em 1546, entretanto, o cardeal Beaton prendeu, julgou, estrangulou e queimou Wishart. Em resposta, um grupo de 15 nobres protestantes invadiu o castelo, assassinou Beaton e mutilou seu corpo. O castelo foi imediatamente cercado por uma frota de navios franceses (a França católica era aliada da Escócia). Embora Knox não fosse co-responsável pelo assassinato, ele o aprovou, e durante um furo no cerco, se juntou ao grupo sitiado no castelo.

Durante um culto protestante em um domingo, o pregador John Rough falou sobre a eleição de ministros e publicamente pediu a Knox que assumisse a função de pregador. Quando a congregação confirmou o chamado, Knox ficou abalado e foi às lágrimas. Ele declinou, a princípio, mas finalmente se submeteu ao que sentia ser um chamado divino.

Foi um ministério curto. Em 1547, depois de o castelo de St. Andrews ser cercado mais uma vez, ele finalmente cedeu. Alguns de seus ocupantes foram presos. Outros, como Knox, foram mandados para as galés como escravos.

Pregador viajante - Dezenove meses se passaram antes que ele e outros fossem libertados. Knox passou os cinco anos seguintes na Inglaterra e sua reputação como pregador cresceu muito. Mas quando a católica Mary Tudor assumiu o trono, ele foi forçado a fugir para a França.

Ele foi até Genebra, onde encontrou João Calvino. O reformador francês o descreveu como um “irmão… trabalhando com energia pela fé”. Knox, de sua parte, ficou tão impressionado com a Genebra de Calvino que a chamou de “a escola mais perfeita de Cristo que esteve sobre a terra desde os dias dos apóstolos”.

Knox viajou então para Frankfurt am Main, onde se juntou a outros protestantes refugiados – e rapidamente entrou em controvérsia. Os protestantes não conseguiam concordar com uma ordem de culto. As discussões tornaram-se tão acaloradas que um grupo abandonou uma igreja num domingo, recusando-se a cultuar no mesmo prédio que Knox.

De volta à Escócia, os protestantes estavam redobrando seus esforços e congregações estavam se formando por todo o país. Um grupo, que veio a ser chamado de Os Senhores da Congregação, votaram para fazer do protestantismo a principal religião da Terra. Em 1555, eles convidaram Knox para retornar à Escócia para inspirar a tarefa da reforma. Ele passou nove meses pregando extensiva e persuasivamente na Escócia antes de retornar à Genebra.

Golpes furiosos - Mais uma vez longe de seu lar, ele publicou alguns de seus tratados mais controversos: em sua Admonition to England [Admoestação à Inglaterra], rancorosamente atacou os líderes que permitiram ao catolicismo voltar à Inglaterra. Em The First Blast of the Trumpet Against the Monstrous Regiment of Women [O primeiro toque da trombeta contra o regime monstruoso das mulheres], argumentou que uma governante mulher (como a rainha inglesa Mary Tudor) era “mais odiosa na presença de Deus” e que ela era “uma traidora e se rebelava contra Deus”. Em Appellations to the Nobility and Commonality of Scotland [Apelos à nobreza e à plebe da Escócia], estendeu às pessoas comuns o direito – na verdade a tarefa – de se rebelar contra governantes injustos. Como ele disse a rainha Mary da Escócia mais tarde: “A espada da justiça pertence a Deus, e se os príncipes e governantes deixarem de usá-la, outros o farão.”

Knox retornou à Escócia em 1559, e mais uma vez emprestou suas habilidades formidáveis de pregação para aumentar a militância protestante. Poucos dias após sua chegada pregou um sermão violento em Perth contra a “idolatria” católica, causando tumulto. Imagens foram esmagadas e templos religiosos destruídos.

Em junho, foi eleito ministro da igreja de Edimburgo, onde continuou a exortar e a inspirar. Em seus sermões, sempre gastava meia hora calmamente fazendo a exegese de uma passagem bíblica. Então, quando aplicava o texto à situação escocesa, tornava-se “ativo e vigoroso” e esmurrava o púlpito violentamente. Disse um homem que tomava notas: “Ele me fez sacudir e tremer de um modo que eu não podia segurar a caneta.”

Os Senhores da Congregação ocuparam militarmente mais e mais cidades, de modo que finalmente, no tratado de Berwick de 1560, ingleses e franceses concordaram em deixar a Escócia (os ingleses, agora sob o reinado da protestante Elizabeth I tinham ido ajudar os escoceses protestantes; os franceses estavam ajudando o grupo católico). O futuro do protestantismo na Escócia estava garantido.

O Parlamento ordenou que Knox e cinco outros colegas escrevessem uma Confissão de Fé, o Primeiro Livro da Disciplina e o Livro da Ordem Comum — os quais colocaram a fé protestante na Escócia de um modo distintamente calvinista e presbiteriano.

Knox terminou seus anos como pregador na igreja de Edimburgo, ajudando a moldar o protestantismo na Escócia. Durante esse tempo, escreveu History of the Reformation of Religion in Scotland [História da reforma da religião na Escócia].

Embora permaneça um paradoxo para muitos, ele claramente foi um homem de grande coragem. Alguém, diante da sepultura aberta de Knox, disse: “Aqui jaz um homem que nunca lisonjeou nem temeu nenhuma carne.” O legado de Knox é grande: seus filhos espirituais incluem cerca de 750 mil presbiterianos na Escócia, 3 milhões nos Estados Unidos e muitos milhões espalhados pelo mundo todo.

Fonte: Revista Cristianismo Hoje



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Christopher Love



Uma breve história do Pregador Presbiteriano de Gales

Sua vida e morte

I. Introdução

A era dos puritanos é repleta de diversas pessoas brilhantes que sofreram muito ou realizaram muito por causa de Cristo. Entre os chamados de gigantes puritanos, alguém sem dúvida encontrará nomes tais como: Jeremiah Burroughs, Richard Baxter, John Flavel, Richard Sibbes, Thomas Watson, Thomas Vincent e William Ames. Todavia, há um nome que freqüentemente está ausente dessa lista ou é pouco citado: Christopher Love.

Tiraram-lhe a vida quando ele tinha 33 anos e, talvez, essa seja uma razão de conhecermos pouco dele. A despeito de sua curta vida, as obras que escreveu sobrepassam a quantidade escrita por muitos outros teólogos puritanos cujos nomes são familiares para a maioria de nós. Pode ser o caso de que sua vida não tenha sido tão significativa na história como o foi sua morte.

O propósito deste artigo é dar uma olhada na vida e morte desse jovem puritano de quem J. I. Packer disse: “Christopher Love foi um jovem pregador galês e uma estrela em ascensão no mundo do ministério puritano”.

II. A Vida de Christopher Love

A. Os Primeiros Anos de Vida

O ano era 1618, e Christopher Love veio ao mundo em Cardiff, uma antiga cidade em Gales. Ele era o filho mais moço dos seus pais, mas era a criança da velhice deles e o portador do nome do pai. Pouco eles sabiam que sua vida duraria somente meros 33 anos e terminaria abruptamente no cadafalso de Tower Hill.

Seus pais não eram nem ricos, nem pobres e, mesmo assim, foram capazes de providenciar-lhe uma boa educação, embora nunca houvessem pretendido que ele entrasse para o ministério. Na infância, Love desenvolveu uma paixão por livros e por conhecimento, devotando “muito do tempo, tanto de noite como de dia, aos seus amados estudos”.

Antes dos quinze anos, Christopher Love nunca tinha ouvido um sermão. Um dia, pela novidade interessante que isso parecia ser, ele foi a um culto com outros para ver um homem no púlpito, William Erbery.

Todavia, por meio do sermão Deus deu a Love uma tamanha visão de sua pecaminosidade que ele foi para casa aquela noite em profunda tristeza e medo do inferno. Antes de chegar em casa, o Senhor tinha salvo Love mediante Seu amor. A mudança que se operou durante o caminho para casa foi tão visível que seu pai imediatamente a percebeu.

Vendo o filho em tal estado de melancolia, o sr. Love aconselhou-o a se unir a seus amigos num clube de homens para um jogo usual. Mas Christopher Love não participaria mais das veredas pecaminosas de outrora.

No dia seguinte Love pediu permissão ao pai para assistir a uma palestra à noite, na igreja. O pai recusou de maneira inflexível e trancou-o no cômodo superior da casa. Love fugiu pela janela por meio de uma corda improvisada e pegou o caminho para a igreja. Ele pensou que seria melhor desagradar seu pai terreno do que ofender seu novo Pai celestial. Tal coragem pela Palavra de Deus o levaria à sua morte dezoito anos mais tarde.

Love encontrou comunhão com o irmão Erbery e lhe derramou o coração. Muitos dos amigos com quem ele costumava desfrutar os vícios também vieram à fé em Cristo e agora freqüentemente ficavam juntos nas últimas horas da noite para orar e jejuar, separando duas noites por semana para seus exercícios devocionais. Antigamente chamado de apostador, ele era agora chamado de um “pequeno puritano”. Tudo isso trouxe muita tristeza a seu pai. Vendo o recente desprezo do pai pelo filho, Erbery pediu permissão parte ter o jovem Christopher Love vivendo com ele, para que ele pudesse instruí-lo mais e cuidar adequadamente dele. O sr. Love consentiu.

B. Seus Estudos e Início do Ministério

A vida com o irmão Erbery desenvolveu-se muito bem. Naquela época, ele conseguiu permissão para estudar em Oxford, a fim de se preparar para uma vida no ministério do evangelho de Jesus Cristo.

Seu pai consentiu, mas com muito desprazer. O único apoio que o pai lhe deu foi um cavalo sobre o qual ele podia cavalgar até Oxford.

Contudo, sua mãe secretamente lhe supria com algum dinheiro. Erbery também se esforçou para assistir o jovem. Ao chegar em Oxford, em 29 de julho de 1635, ele escolheu Christopher Rogers como tutor. Rogers tinha sido descrito a Love como o “arquipuritano”7, e essa foi a razão da escolha. Love se lançou completamente aos estudos, freqüentemente se privando de sono e recreação. Todavia, permaneceu, por algum tempo durante esse período em sua vida, uma tristeza pelos anos que havia gasto em pecado. Seu coração foi grandemente sobrecarregado, e, com poucos amigos a quem buscar a fim de encontrar conforto, ele aprendeu a se voltar para a graça de Deus. Graças a tudo isso Love desenvolveu um zelo pela Palavra e pela Igreja de Deus. Ele gastava horas na Igreja de São Pedro ouvindo sermões e muitas mais ainda pregando-os também, aprimorando seu dom.

Christopher Love saiu-se tão bem em seus estudos que Rogers, seu tutor, convidou-o para viver em sua própria casa. Em maio de 1639 Love se graduou com seu bacharelado e continuou para adquirir seu mestrado, mas foi expulso antes de alcançar esse nível. Sua expulsão foi devida à sua recusa em assinar os mandatos do Arcebispo Laud durante a convocação. Ele foi readmitido mais tarde em 1645 e recebeu o título de mestre em 1645. Love foi o primeiro a recusar assinar os novos cânones de Laud.

Durante o tempo de sua expulsão, Love foi convidado para a casa do xerife Warner para servir como um capelão doméstico. O amor da família por ele tornou-se profundo e ele foi usado por Deus para trazer vários membros dela à fé em Cristo. Foi nessa casa que Love encontrou sua amada Mary Stone, a enfermeira do xerife. Seis anos mais tarde (9 de abril de 1645) eles se casaram. Love foi também convidado a ocupar a posição de professor acadêmico na Saint Anne’s, mas o bispo de Londres se opôs veementemente, pois ele não era ordenado, de forma que durante três anos “foi-lhe recusada sua concessão”. Recusando ser ordenado pela Igreja Anglicana, ele viajou para a Escócia a fim de buscar o rito de ordenação dos presbiterianos.

Desafortunadamente, os escoceses tinham determinado não ordenar ninguém ao ministério, a menos que a pessoa permanecesse no norte para realizar a obra do Senhor. Love fez grandes propostas para ser aceito entre eles, mas voltou para casa desapontado.

Ao retornar, foi convidado ao púlpito em Newcastle, em um domingo. Em seu sermão ele atacou o Livro da Oração Comum e as cerimônias da Igreja da Inglaterra. Por causa disso, ele foi preso com ladrões e assassinos. Enquanto encarcerado, muitas pessoas se reuniram para vê-lo, mas não lhes foi permitir visitá-lo; portanto, ele começou a pregar às multidões de fora através das barras do portão da prisão. Após algum tempo no cárcere, foi levado para Londres, julgado e absolvido de todas as acusações.

Algum tempo depois, Love foi acusado de traição e rebelião por pregar que uma guerra defensiva era justificável. Novamente ele foi considerado inocente. Pouco depois desse incidente, ele foi feito o capelão da guarnição militar de Windsor, que estava sob o comando do coronel John Veen. Ele foi grandemente amado por aqueles a quem ministrou, mesmo pelos que discordavam dele sobre os assuntos da igreja. Enquanto ministrava nesse posto, uma praga fulminou a cidade e o castelo. Embora muitos tenham morrido ao seu redor, Love corajosamente continuou ministrando. Apesar de se expor às infecções e à morte, o Senhor o preservou.

C. Sua Ordenação e Posterior Ministério

Naquela época, os presbiterianos chegaram ao poder. Isso deu a Love oportunidade para a ordenação que ele tinha tão intensamente desejado. “Na instigação de Edmund Calamy”, Christopher Love foi ordenado em 23 de janeiro de 1644, na Igreja Aldermanbury pelos senhores Horton, Bellers e Roberts. Durante o exame de ordenação foi-lhe perguntado se ele poderia sofrer pelas verdades de Cristo. Ele respondeu: “Eu tremo ao pensar sobre o que devo fazer em tal caso, especialmente quando considero como muitos se vangloriaram de que poderiam sofrer por Cristo, e, todavia, quando o momento chegou, negaram a Cristo e a Suas verdades em lugar de sofrer por eles.

Portanto, não ouso me vangloriar do que farei, mas, se este poder me for dado por Deus, então, eu não somente estarei disposto a ser preso, como também a morrer por causa do Senhor Jesus”. O reverendo Christopher Love cumpriria essas palavras em Tower Hill.

Durante os próximos poucos anos, Love pregou com severidade contra o episcopado e o Livro de Oração Comum, aos quais ele se referia.
Fonte: Os Puritanos

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Horatio Gates Spafford

Horatio Gates Spafford


Foi um advogado americano, ficando conhecido pela autoria do hino cristão It Is Well With My Soul, após uma tragédia em que quatro de suas flhas morreram em um acidente de navio, além de fundar a Colônia Americana, atualmente um bairro de Jerusalém.

Em 8 de outubro de 1871, o Grande incêndio de Chicago devastou a cidade. Horatio era um advogado de sucesso em Chicago,[2] que havia investido fortemente no mercado imobiliário. O incêndio destruiu quase todas as suas posses adquiridas com seu trabalho.

Dois anos depois, em 1873, Spafford decidiu que sua família iria passar as férias em algum lugar da Europa, e escolheu a Inglaterra, sabendo que seu amigo D. L. Moody estaria pregando na região durante aquele outono. A necessidade de cuidar de seus negócios o fez levar sua família a viajar primeiro: sua esposa (Anna Tubena Larsen) e suas quatro filhas Anna (Annie), Margaret (Maggie), Elizabeth (Bessie), and Tanetta.

Em 21 de novembro de 1873, enquanto elas atravessavam o Atlântico no navio a vapor Ville du Havre, o navio foi atingido por uma embarcação de ferro[3] levando o Ville du Havre a pique e tirando a vida de 226 pessoas, incluindo todas as suas filhas. Spafford recebeu a fatídica notícia quando sua esposa (que sobreviveu à tragédia), ao chegar a salvo à Inglaterra, enviou o famoso telegrama com a mensagem "Saved alone" ("salva sozinha", indicando assim que havia sido a única sobrevivente da família).[4] Spafford então viajou à Inglaterra, passando pelo local da morte de suas filhas. De acordo com Bertha Spafford (filha nascida após a tragédia), o famoso hino "It Is Well with My Soul" teve sua letra composta durante esta viagem.

O manuscrito original[5] possui apenas quatro versos, mas a filha de Horatio afirma que o quarto verso foi adicionado depois, e que a linha final foi ligeiramente modificada.[6] A melodia, escrita por Philip Bliss, foi intitulada Villa du Havre, o mesmo nome do navio do acidente.
Veja abaixo uma das versões em português, as quais ainda transmitem o sentimento de Horatio Spafford.

Sou Feliz

Se paz a mais doce me deres gozar, Se dor a mais forte sofrer, Oh! Seja o que for, tu me fazes saber Que feliz com Jesus sempre sou!

Coro: Sou feliz com Jesus, Sou feliz com Jesus, meu Senhor!

Embora me assalte o cruel Satanás E ataque com vis tentações; Oh! Certo eu estou, apesar de aflições, Que feliz eu serei com Jesus!

Meu triste pecado, por meu Salvador Foi pago de um modo cabal! Valeu-me o Senhor! Oh! Mercê sem igual! Sou feliz, graças dou a Jesus!

A vinda eu anseio do meu Salvador! Em breve virá me levar Ao céu, onde eu vou para sempre morar Com remidos na luz do Senhor!

Após o naufrágio do Ville du Havre, Anna deu à luz mais duas flhas e um filho. Em 11 de fevereiro de 1880, seu único filho, também chamado Horatio, morreu com quatro anos de idade, por escarlatina. Em agosto de 1881, os Spafford rumaram a Jerusalem liderando um grupo de treze adutos e três crianças, para fundar uma sociedade utópica nomeada Colônia Americana. Membros da colônia, juntos com cristãos suecos que posteriormente se uniram a eles, iniciaram um trabalho filantrópico entre o povo de Jerusalém, independentemente de religião, sem proselitismo. Com isso ganharam a confiança de comunidades muçulmanas, judias e cristãs do local. Durante e logo após a Primeira Guerra Mundial, a Colônia Americana (localizada na área da frente oriental da guerra) teve um papel fundamental no apoio a estas comunidades, trabalhando em hospitais, orfanatos e preparando refeições, dentre outras obras de caridade.[7]

Spafford faleceu em 16 de outubro de 1888, por malária, tendo sido enterrado em Jerusalém.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Henrique Martin 1781 – 1812


Henrique Martin Foi um daqueles que costuma-mos chamar de “gigante na fé”. Sua vida de fé, piedade e serviço serve-nos de inspiração e exemplo, que deve ser seguido por todos os combatentes da fé. Sua história não foi muito diferente dos demais lutadores da fé. Mesmo formando-se com méritos, desistiu da carreira de advogado, para dedicar-se as Missões, principalmente, depois de ouvir um sermão sobre o “ Estado Perdido dos Pagãos “.

FRASES DE H.MARTIN
·        “...parece...que posso orar para sempre sem nunca cansar. Quão doce é andar com Jesus e morrer por Ele..”
·        “ Que eu seja uma chama de fogo no serviço divino “
·        “ Se eu viver ou morrer, que Cristo seja magnificado pela colheita de multidões para Ele “
·        “ Um moribundo, pregando aos moribundos “
·         “ Agora, Senhor, quero arder até me consumir inteiramente por Ti “.
Henrique Martin era homem piedoso, costumava levantar-se cedo para desfrutar da comunhão com Deus, amava ler as Escrituras Sagradas. Sua vida foi grandemente influenciada pela história de dedicação e pioneirismo de Guilherme Carey (1761-1834) na Índia. Assim, decidiu ser missionário na Índia. Seu ministério também foi influenciado pelo testemunho de David Brainerd (1718-1741), o “ Grande Arauto aos peles-vermelhas “.

Martin enfrentou diversas dificuldades: os costumes pagãos, cultos aos demônios e forte perseguição. Parecia até que Martin era “ vizinho do inferno “,. Além disso, o mesmo encontrava-se longe da família, distante de sua noiva, e lutava contra a tuberculose que ardia no seu peito.

Seu ministério na Índia foi muito difícil, mesmo diante da falta de frutos, não deixou de pregar, e não abandonou seu projeto de traduzir as Escrituras. Como fruto do seu trabalho conseguiu traduzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e os evangelhos em judaico-persa são apenas uma parte de suas obras.

Como pregador, sua mensagem era simples, e sempre se dirigia como “ um moribundo, pregando aos moribundos”. Ele possuía a simplicidade dos verdadeiros servos de Deus.

Depois de seis anos e meio de ministério na Índia. Durante uma viagem faleceu Henrique Martin aos 31 anos de idade. Sua vida, seu exemplo de fé e dedicação despertou muitos filhos de Deus para a obra missionária.

De fato Henrique Martin foi um grande servo de Deus, um gigante incansável na obra do Senhor:
            Que sua vida de oração,
            Fidelidade ao chamado de Deus,
            Simplicidade como pregador,
            Dedicação a seara, e espírito desbravador,
Sirva-nos de inspiração em nossas vidas e ministérios, que o Espírito Santo nos ajude a sermos “ Uma Luz Gasta Inteiramente por Deus “, como foi nosso irmão Henrique Martin.

Fonte: Heróis da Fé e adaptado ( comentários ) Por Taciano Cassimiro


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bispo J.C. Ryle.

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Bispo John Charles Ryle nasceu em Macclesfield, em 10/05/1816 e foi educado em Eton e no Christ Church, em Oxford.

Bispo Ryle foi um apoiador da escola evangélica e um crítico do ritualismo. Totalmente dedicado à doutrina evangélica, Bispo Ryle não comprometia seus princípios. Foi um escritor prolífico, um pregador vigoroso e um pastor fiel.

Estudando em Oxford, remou e jogou críquete; depois foi convidado a lecionar, o que declinou. Como filho de um rico banqueiro, estava destinado a uma carreira política, antes de ser chamado pelo Senhor da seara para o Seu ministério.

Em 1838, Bispo Ryle foi despertado espiritualmente enquanto lia Efésios 2 na igreja. Foi ordenado bispo em Winchester em 1842. Por 38 anos pastoreou Helmingham e depois Stradbrooke, em Suffolk. Também foi líder do partido evangélico na Igreja da Inglaterra, destacando-se por seus escritos doutrinários e polêmicos.

Em 1880, com 64 anos, tornou-se o primeiro bispo de Liverpool, pela recomendação do PM Benjamin Disraeli. Aposentou-se em 1900, aos 83 e morreu no mesmo ano, em 10/06.

Bispo Ryle combinou seu espírito de liderança e sua vigorosa defesa evangélica com graça e amabilidade em seus relacionamentos pessoais. Um vasto número de homens e mulheres da classe trabalhadora frequentavam suas pregações e muitos foram levados à fé em Cristo.

http://www.igrejaanglicana.com.br

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Flávio Josefo
Flávio Josefo, Flávio José (em latim Flavius Josephus) , nascido Yosef Ben-Matityahu (c. Jerusalém 37 ou 38 – Roma c. 100 ou 103) é um conhecido historiador judeu do século I.

Biografia

Todas as informações disponíveis sobre Flávio Josefo são oriundas de sua auto-biografia. De acordo com esta teria nascido em Yirushalayim (Jerusalém) em uma família de cohanim onde teria recebido uma educação sólida na Torá. Posteriormente teria por conta própria estudado com os saduceus, os fariseus e os essênios optando por aderir ao farisaísmo. Em 64d.C., seguiu numa embaixada a Roma onde defenderia com êxito a causa de alguns sacerdotes hebreus condenados pelo procônsul romano Félix. Retornando à Judéia, Flávio buscou persuadir os judeus para que não se rebelassem contra Roma devido ao poderio militar destes. Porém com o início da revolta em 66, Josefo foi considerado um especialista nas questões políticas e foi enviado como governador militar da Galiléia pelo San’hedrin ( Sinédrio) assumindo o supremo comando. Desaveio-se violentamente com os extremistas patrióticos, acusado de tendência à contemporização.
Depois de participar de vários combates, em 67 as tropas de Vespasiano tomaram Jotápata na Galiléia, e Josefo com quarenta homens escondeu-se em uma cisterna. O esconderijo foi descoberto e Vespasiano propôs-lhes que se rendessem, em troca, pouparia-lhes suas vidas. Os judeus preferiram a morte a se entregarem aos romanos, e passaram a lançar sortes para que um matassem o outro até todos terem morrido. Em circunstâncias não bem esclarecidas, sobraram apenas Josefo e mais um homem, a quem convenceu de entregarem-se aos romanos. Ao se entregar Josefo predisse que Vespasiano tornar-se-ia imperador, o que aconteceu em pouco tempo, e fez com que Vespasiano libertasse Josefo. Josefo assumiu o nome romano de seu protetor Flávio Vespasiano e recebeu a cidadania romana, uma pensão em Roma, assim como o livre acesso à corte de Tito e de Domiciano.
Devido a sua adesão aos romanos, até os dias de hoje Flávio Josefo é considerado traidor do povo judeu.

Obras

Escreveu um relato da Grande Revolta Judaica, dirigida à comunidade judaica da Mesopotâmia, em língua aramaica. Escreveu, depois, em grego, outra obra de cariz histórico que abarcava o período que vai dos Macabeus até à queda de Jerusalém. Este livro, a "Guerra Judaica", foi publicado em 79. A maior parte do livro é directamente inspirada na sua própria vida e experiência militar e administrativa.
As Antiguidades Judaicas, (escritas cerca de 94 em grego, é a história dos Judeus desde a criação do Génesis até à irrupção da guerra da década de 60. Acrescentou, no final, um apêndice autobiográfico onde defendeu a sua posição colaboracionista em relação aos invasores romanos. O seu relato, ainda que com um paralelismo evidente em relação ao Antigo Testamento, não é idêntico ao das escrituras sagradas. Há quem defenda que estas diferenças se devam à possibilidade de Josefo ter tido acesso a documentos antigos (que remontariam até à época de Neemias) que teriam sobrevivido à destruição do templo. A maior parte dos académicos não dá crédito a tal suposição. Neste livro encontra-se o famoso Testimonium Flavianum, uma das referências mais antigas à Jesus mas considerada uma interpolação fraudulenta posterior por grande parte dos estudiosos.
Contra Ápion é outra obra importante deste autor, onde o Judaísmo é defendido como religião e filosofia realmente clássica, em contraponto às tradições mais recentes dos gregos. O livro serve para expor e refutar algumas alegações anti-semíticas de Ápion, bem como mitos antigos, como os de Maneton.
Sua última obra, foi uma autobiografia, que nos revela o nome do adversário ("Justo, filho de Pistos, de Tiberíade"), ao qual essa obra vem responder e as censuras que lhe faz Josefo. Essa obra é cheia de lacunas, confusa e hipertrofiada. E ela traz sobre a vida de Josefo informações preciosas, que não encontramos em nenhum outro historiador da antiguidade.

Fonte:wikipédia

sábado, 15 de agosto de 2009

ASHBEL GREEN SIMONTON, PIONEIRO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

A Igreja Presbiteriana do Brasil está celebrando neste ano o seu sesquicentenário. Hoje estamos presentes em todos os Estados da Federação e já temos mais de quatro mil igrejas com aproximadamente oitocentos mil membros. A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja comprometida com a evangelização, a educação e a ação social. É um esteio do protestantismo pátrio. Vamos, agora, conhecer um pouco sobre o nosso missionário pioneiro, Ashbel Green Simonton. Ele foi um jovem idealista. Deixou os Estados Unidos nos tempos gloriosos de um grande reavivamento e veio para o Brasil em 1859 para plantar a Igreja Presbiteriana. Vejamos alguns aspectos de relevo em sua história:

1. Sua família - Foi o nono filho, o caçula, de uma família piedosa. Seu pai era presbítero, médico e político, tendo sido duas vezes eleito deputado para o Congresso Nacional. Simonton foi consagrado ao ministério da Palavra no batismo infantil.

2. Seu chamado para o ministério - No dia 14 de outubro de 1855, após ouvir um sermão do Dr. Charles Hodge sobre a tarefa da igreja, sentiu-se chamado para as missões. Fez o curso de teologia no seminário de Princeton, em New Jersey. Após concluí-lo, decidiu viajar para o Brasil. Quando alguém questinou o fato de ele se dedicar a um país ainda pobre e assolado por várias doenças endêmicas, ele respondeu: "A única segurança está na submissão à vontade e aos propósitos divinos. Sob a direção de Deus, o lugar de perigo é o lugar de segurança e, sem a sua presença, nenhum abrigo é seguro".

3. Seu casamento - Ao saber da enfermidade da mãe, Simonton deixou o Brasil e retornou aos Estados Unidos. Mas, ao chegar, ela já havia falecido. Simonton ficou então um ano em seu país de origem. Nesse tempo, casou-se com Helen Murdock. Após dois meses de casado, regressou ao Brasil. Em 19 de junho 1864, nove dias após nascer-lhe a filha Helen, sua adorável esposa morreu.

4. Seu trabalho - O jovem pioneiro deixou marcas profundas e indeléveis na história do presbiterianismo e da evangelização nacional:


a) organizou a escola dominical em 22 de abril de 1860 com cinco crianças, usando como livros textos: a Bíblia, o Catecismo e o Peregrino, de John Bunyan;


b) organizou a Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1862;


c) criou o primeiro jornal - A Imprensa Evangélica, em 5 de novembro de 1862;


d) organizou o primeiro presbitério, o Presbitério do Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1865, quando foi ordenado ao sagrado ministério o ex-padre José Manoel da Conceição;


e) criou o primeiro seminário teológico em 14 de maio de 1867.5. Sua morte - Em 9 de dezembro de 1867, aos 34 anos de idade, morreu em São Paulo, de febre amarela, este heróico jovem desbravador. Sua irmã, esposa do Rev. Blackford, perguntou-lhe, em seus últimos lampejos de consciência: "O que será dos crentes e do trabalho que você está deixando?".


Ele respondeu: "Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele fará o seu trabalho com os seus próprios instrumentos. Nós só podemos apoiar-nos nos braços eternos e estar quietos".


Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nicolau von Zinzendorf

Biografia

Nicolau von Zinzendorf (1700-1760) foi um nobre crente que exerceu grande influência na história missionária. Quando jovem fundou com outros estudantes o que chamou de “Ordem do Grão de Mostarda”.
Em uma de suas viagens, ao visitar um Museu, viu um quadro do Senhor Jesus coroado com espinhos e uma inscrição: “Eu tudo fiz por ti, que fazes tu por mim?” E muito se emocionou. Meditou e chorou por muitos dias sobre tal frase. Após viajar para a Groenlândia seu coração tornou-se ainda mais inquieto ao ver que os esquimós da Groenlândia não conheciam a Cristo e seu choro aumentou ainda mais.

Algum tempo depois ele encontrou um amigo cristão e lhe fez um convite para ir pregar o Evangelho aos esquimós, dizendo: “Você gostaria de pregar o Evangelho aos esquimós? Mas antes que você me responda, quero que você saiba que você vai sozinho, sem sustento e sem possibilidade de voltar para casa. Você aceita o desafio?”.

Aquele homem aceitou o desafio sem pensar duas vezes. A única coisa que fez foi pedir um par de sapatos usados, pois o mesmo estava descalço e seria difícil viajar de tal forma. Na manhã seguinte, ao chegar à casa daquele cristão com o par de sapatos usados que ele havia pedido, Zinzendorf não o encontrou. Ele havia deixado um bilhete dizendo “saí de casa, descalço, antes de o sol nascer. Não posso perder tempo para fazer a obra de Cristo”.

Hoje, mais de 95% da população da Groenlândia é cristã! E tudo começou porque um homem ousado e comprometido com Jesus respondeu “SIM” ao chamado de Cristo e dedicou-se a pregar o evangelho e salvar vidas.

Nessa época, na Morávia, a Igreja que se originara após a morte de John Huss, estava sendo grandemente perseguida. O conde mandou avisar que se aqueles crentes quisessem, seriam acolhidos em suas terras, na Saxônia. Assim, muitos refugiados morávios conseguiram chegar lá e fundaram, em 1722, uma comunidade que existe até hoje, chamada Herrnhut (“sob o cuidado do Senhor” ou também “montando guarda para o Senhor”). Lá eles se auto-sustentavam. Aprenderam a viver como artesãos e desenvolveram um movimento de oração nas 24 horas do dia, nos sete dias da semana por 100 anos. Pouco tempo depois, aquela comunidade cristã, liderada por Zinzendorf, passou a ter um fortíssimo envolvimento missionário. Vários membros (principalmente jovens), começaram a se sentirem chamados para pregar em lugares distantes.

Além do comprometimento com a oração, eles também eram extremamente comprometidos com a obra missionária. Reconheciam o chamado da Grande Comissão, sabiam que precisavam pregar o Evangelho aos que nada sabiam sobre o Evangelho e entendiam que eram responsáveis por pregar o Evangelho aos perdidos. Assim, no espaço de 20 anos, a igreja dos morávios enviou mais missionários para o mundo do que todas as igrejas protestantes em 200 anos!

Os irmãos morávios, dirigidos por Zinzendorf e outros líderes, enviaram missionários para: Ilhas Virgens (1732); Groenlândia (1733); Suriname (1735); África do Sul (1736); Jamaica (1750); Canadá (1771); Austrália (1850); Tibet (1856), entre outros longínquos lugares.

Nos primeiros 100 anos de atividade (de 1732 a 1832), os irmãos morávios obtiveram o impressionante número de 40 mil membros, 209 missionários e 41 centros de missões ao redor do mundo! Em 150 anos enviaram 2.158 missionários.

Quando Zinzendorf era questionado sobre o real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário, respondia: “estamos indo buscar para o Cordeiro o galardão do Seu sacrifício”. Baseado em Isaías 53:11.

Zinzendorf morreu aos 60 anos em Herrnhut, pastoreando até o fim de seus dias.
Assim como o Senhor Jesus, foi obediente até a morte para cumprir as Escrituras.
O líder morávio procurou seguir o exemplo do Filho de Deus.

- Traduzido por: Francisco Coelho

segunda-feira, 6 de abril de 2009

George Müller (1805-1898)


O gigante da fé, George Müller (1805-1898), nasceu na Alemanha, e converteu-se com idade de 20 anos numa missão morávia. Foi para a Inglaterra em 1829, onde trabalhou para o Senhor até o final de sua vida.

Em 1830, três semanas depois de seu casamento, Müller e sua esposa decidiram abrir mão de seu salário como pastor de uma pequena congregação, e depender exclusivamente de Deus para suas necessidades. Já desde o início, ele tomou a posição que manteria durante todo o seu ministério, de nunca revelar suas necessidades às pessoas, e de nunca pedir dinheiro de ninguém, somente de Deus. Ao mesmo tempo, decidiu que também nunca entraria em dívida por motivo algum, e que não faria reservas, nem guardaria dinheiro para o futuro.

Durante mais de sessenta anos de ministério, Müller iniciou 117 escolas que educaram mais de 120.000 jovens e órfãos; distribuiu 275.000 Bíblias completas em diferentes idiomas além de grande quantidade de porções menores; sustentou 189 missionários em outros países; e sua equipe de assistentes chegou a contar com 112 pessoas.

Seu maior trabalho foi dos orfanatos em Bristol, na Inglaterra. Começando com duas crianças, o trabalho foi crescendo com o passar dos anos, e chegou a incluir cinco prédios construídos por ele mesmo, com nada menos que 2000 órfãos sendo alimentados, vestidos, educados e treinados para o trabalho. Ao todo, pelo menos dez mil órfãos passaram pelos orfanatos durante sua vida. Só a manutenção destes órfãos custava 26 mil libras por ano. Nunca ficaram sem uma refeição, mas muitas vezes a resposta chegava na última hora. Às vezes sentavam para comer com pratos vazios, mas a resposta de Deus nunca falhava.

No decorrer da sua vida, Müller recebeu o equivalente a sete milhões e meio de dólares, como resposta de Deus. Além de nunca divulgar suas necessidades, ele tinha um critério muito rigoroso para receber ofertas. Por mais que estivesse precisando (pois em milhares de ocasiões não havia recursos para a próxima refeição), se o doador tivesse outras dívidas, se tivesse evidência de que havia alguma atitude errada, ou alguma condição imprópria, a oferta não era aceita.

E mesmo quando tinha certeza de que Deus estava dirigindo para ampliar o trabalho, começar uma outra casa, ou aceitar mais órfãos, ele nunca incorria em dívidas. Aquilo que Deus confirmava como sua vontade certamente receberia os recursos necessários, e por isto nunca emprestava nem contraía obrigações sem ter o necessário para pagar.

A seguir um trecho da sua autobiografia, onde ele define sua posição com relação a dívidas:
Minha esposa e eu nunca entramos em dívidas porque acreditávamos que era contrário às Escrituras (Rm 13.8). Por isto, nunca tivemos contas para o futuro com alfaiate, açougue, padaria ou mercado. Pagamos por tudo em dinheiro. Preferimos passar necessidade do que contrair dívidas. Desta forma, sempre sabemos quanto temos, e quanto podemos dar aos outros. Muitas provações vêm sobre os filhos de Deus por não agirem de acordo com Romanos 13.8.

Alguns podem perguntar: Por que você não compra o pão, ou os alimentos do mercado, para pagar depois? Que diferença faz se paga em dinheiro no ato, ou somente no fim do mês? Já que os orfanatos são obra do Senhor, você não pode confiar que ele supra o dinheiro para pagar as contas da padaria, do açougue, e do mercado? Afinal, todas estas coisas são necessárias para a continuidade da obra.

Minha resposta é a seguinte: Se esta obra é de Deus, certamente ele tanto quer como é capaz de suprir todo o necessário. Ele não vai necessariamente prover na hora que nós achamos que deve. Mas quando há necessidade, ele nunca falha. Podemos e devemos confiar no Senhor para suprir-nos com o que precisamos no momento, de forma que nunca tenhamos que entrar em dívida.

Eu poderia comprar um bom estoque de mantimentos no crediário, mas da próxima vez que estivéssemos em necessidade, eu usaria o crediário novamente, ao invés de buscar o Senhor. A fé, que somente se mantém e se fortalece através de exercitar, ficaria mais e mais fraca. No fim, provavelmente acabaria atolado em grandes dívidas, sem perspectiva de sair delas.

A fé se apóia na Palavra Escrita de Deus, mas não temos nenhuma promessa de que ele pagará nossas dívidas. A Palavra diz: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma" (Rm 13.8), e: "Quem nele crer não será de modo algum envergonhado" (1 Pe 2.6). Não temos nenhuma base bíblica para entrar em dívidas.
Nosso alvo é mostrar ao mundo e à igreja que mesmo nestes dias maus do tempo do fim, Deus está pronto para ajudar, consolar, e responder às orações daqueles que confiam nele. Não precisamos recorrer a outras pessoas, nem seguir os caminhos do mundo. Deus tanto é poderoso, como desejoso, de suprir todas nossas necessidades no seu serviço.

Consideramos um precioso privilégio continuar a esperar no Senhor somente, ao invés de comprar mantimentos no crediário, ou de emprestar de bondosos amigos. Enquanto Deus nos der graça, olharemos somente para ele, mesmo que de uma refeição para a próxima tivermos que depender do seu suprimento. Já faz dez anos que trabalhamos com estes órfãos, e ele nunca permitiu que passassem fome. Ele continuará a cuidar deles no futuro também.

Estou profundamente consciente da minha própria incapacidade e dependência no Senhor. Pela graça de Deus, minha alma está em paz, embora dia após dia tenhamos que esperar a provisão milagrosa do Senhor para nosso pão diário.

sábado, 7 de março de 2009

Rubem Alves




"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro..."


Rubem Alves nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música "Serra da Boa Esperança".


A família mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1945, onde, apesar de matriculado em bom colégio, sofria com a chacota de seus colegas que não perdoavam seu sotaque mineiro. Buscou refúgio na religião, pois vivia solitário, sem amigos. Teve aulas de piano, mas não teve o mesmo desempenho de seu conterrâneo, Nelson Freire. Foi bem sucedido no estudo de teologia e iniciou sua carreira dentro de sua igreja como pastor em cidade do interior de Minas. No período de 1953 a 1957 estudou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas (SP), tendo se transferido para Lavras (MG), em 1958, onde exerce as funções de pastor naquela comunidade até 1963.Casou-se em 1959 e teve três filhos: Sérgio (1959), Marcos (1962) e Raquel (1975). Foi ela sua musa inspiradora na feitura de contos infantis.Em 1963 foi estudar em Nova York, retornando ao Brasil no mês de maio de 1964 com o título de Mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary. Denunciado pelas autoridades da Igreja Presbiteriana como subversivo, em 1968, foi perseguido pelo regime militar. Abandonou a igreja presbiteriana e retornou com a família para os Estados Unidos, fugindo das ameaças que recebia.


Lá, torna-se Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Princeton Theological Seminary.Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books é, no seu entendimento, “um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teoria da Libertação”.De volta ao Brasil, por indicação do professor Paul Singer, conhecido economista, é contratado para dar aulas de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (SP).


Em 1971, foi professor-visitante no Union Theological Seminary.Em 1973, transferiu-se para a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação.No ano seguinte, 1974, ocupa o cargo de professor-titular de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na UNICAMP.É nomeado professor-titular na Faculdade de Educação da UNICAMP e, em 1979, professor livre-docente no IFCH daquela universidade. Convidado pela "Nobel Fundation", profere conferência intitulada "The Quest for Peace".


Na Universidade Estadual de Campinas foi eleito representante dos professores titulares junto ao Conselho Universitário, no período de 1980 a 1985, Diretor da Assessoria de Relações Internacionais de 1985 a 1988 e Diretor da Assessoria Especial para Assuntos de Ensino de 1983 a 1985.No início da década de 80 torna-se psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise.Em 1988, foi professor-visitante na Universidade de Birmingham, Inglaterra. Posteriormente, a convite da "Rockefeller Fundation" fez "residência" no "Bellagio Study Center", Itália.


Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou. Admirador de Adélia Prado, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Octávio Paz, Saramago, Nietzsche, T. S. Eliot, Camus, Santo Agostinho, Borges e Fernando Pessoa, entre outros, tornou-se autor de inúmeros livros, é colaborador em diversos jornais e revistas com crônicas de grande sucesso, em especial entre os vestibulandos. Afirma que é “psicanalista, embora heterodoxo”, pois nela reside o fato de que acredita que no mais profundo do inconsciente mora a beleza.


Após se aposentar tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP.O autor é membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.


Bibliografia:CrônicasAs contas de vidro e o fio de nylon, Editora Ars Poética (São Paulo)Navegando, Editora Ars Poética (São Paulo)Teologia do cotidiano, Editora Olho D'Água (São Paulo)A festa de Maria, Editora Papirus (Campinas)Cenas da vida, Editora Papirus (Campinas)Concerto para corpo e alma, Editora Papirus (Campinas)E aí? - Cartas aos adolescentes e a seus pais, Editora Papirus (Campinas)O quarto do mistério, Editora Papirus (Campinas)O retorno eterno, Editora Papirus (Campinas)Sobre o tempo e a eterna idade, Editora Papirus (Campinas)Tempus fugit, Editora Paulus (São Paulo)Livros InfantisA menina, a gaiola e a bicicleta, Editora Cia das Letrinhas (SP)A boneca de pano, Edições Loyola (SP)A loja de brinquedos, Edições Loyola (SP)A menina e a pantera negra, Edições Loyola (SP)A menina e o pássaro encantado, Edições Loyola (SP)A pipa e a flor, Edições Loyola (SP)A porquinha de rabo esticadinho, Edições Loyola (SP)A toupeira que queria ver o cometa, Edições Loyola (SP)Estórias de bichos, Edições Loyola (SP)Lagartixas e dinossauros, Edições Loyola (SP)O escorpião e a rã, Edições Loyola (SP)O flautista mágico, Edições Loyola (SP)O gambá que não sabia sorrir, Edições Loyola (SP)O gato que gostava de cenouras, Edições Loyola (SP)O país dos dedos gordos, Edições Loyola (SP)A árvore e a aranha, Edições Paulus (SP)A libélula e a tartaruga, Edições Paulus (SP)A montanha encantada dos gansos selvagens, Edições Paulus (SP)A operação de Lili, Edições Paulus (SP)A planície e o abismo, Edições Paulus (SP)A selva e o mar, Edições Paulus (SP)A volta do pássaro encantado, Edições Paulus (SP)Como nasceu a alegria, Edições Paulus (SP)O medo da sementinha, Edições Paulus (SP)Os Morangos, Edições Paulus (SP)O passarinho engaiolado, Editora Papirus (Campinas)Vuelve, Pájaro Encantado, Sansueta Ediciones SA (Madrid, España)Filosofia da Ciência e da EducaçãoA alegria de ensinar, Editora Ars Poética (SP)Conversas com quem gosta de ensinar, Editora Ars Poética (SP)Estórias de quem gosta de ensinar, Editora Ars Poética (SP)Filosofia da Ciência, Editora Ars Poética (SP)Entre a ciência e a sapiência, Edições Loyola (SP)Filosofia da ReligiãoO enigma da religião (Campinas, Papirus)L' enigma della religione (Roma, Borla)O que é religião? (S. Paulo, Brasiliense)What is religion? (Maryknoll, Orbis)Was ist religion? (Zurich, Pendo)Protestantismo e Repressão (S. Paulo, Ática)Protestantism and Repression (Maryknoll, Orbis)Dogmatismo e Tolerância (S. Paulo, Paulinas)O suspiro dos oprimidos (S. Paulo, Paulinas)BiografiasGandhi: A Magia dos gestos poéticos (S. Paulo/Campinas, Olho D'Água/Speculum)TeologiaA Theology of Human Hope (Washington, Corpus Books)Christianisme, opium ou liberation? (Paris, Éditions du Cerf)Teologia della speranza umana (Brescia, Queriniana)Da Esperança (Campinas, Papirus)Tomorrow's child (New York, Harper & Row)Hijos del manana (Salamanca, Siguime)Il figlio dei Domani (Brescia, Queriniana)Teologia como juego (Buenos Aires, Tierra Nueva)Variações sobre a vida e a morte (São Paulo, Paulinas)Creio na ressurreição do corpo (Rio de Janeiro, CEDI)Ich glaube an die Auferstehung des Leibes (Dusseldorf, Patmos VERLAG)I believe in the resurrection of the body (Philadelphia, Fortress Press)Je crois en la résurrection du corps (Paris, Éditions du Cerf)Poesia, Profecia, Magia (Rio de Janeiro, CEDI)Der Wind blühet wo er will (Dusseldorf, Patmos)Pai nosso (Rio de Janeiro, CEDI)Vater Unser (Dusseldorf, Patmos)The Poet, the Warrior, the Prophet (London, SCM Press)Parole da Mangiari (The Poet, the Warrior, the Prophet), Edizioni Qiqajon Comunitá di Bose (Itália)VídeosO SímboloVisões do Paraíso (realizado para apresentação na ECO -92)Conversando com quem gosta de ensinar
Dados extraídos de livros do autor e de sítios da Internet.
Visitem "A casa de Rubem Alves".

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Biografia - Calvino.


"De acordo com a vontade que manifestara no testamento, envolveram-lhe o corpo num grosseiro pano cru e depositaram-no num caixão de pinho semelhante àqueles com que se enterravam os pobres.
Sem discurso e sem cantos, foi conduzido por uma imensa multidão ao cemitério de Plainpalais. Não se erigiu nenhum monumento sobre o túmulo, nem mesmo uma cruz ou a menor pedra. Assim desejara ele regressar ao pó, no anonimato e no silêncio. E ninguém pode hoje indicar com certeza o lugar onde jaz João Calvino.Poucos homens, no entanto, deixaram sobre a terra um rastro tão profundo. Quem poderá negar a sua grandeza? Semeou grandes idéias, realizou grandes coisas e determinou grandes acontecimentos. A história não teria sido tal como foi se ele não tivesse vivido, pensado e agido com a sua vontade implacável... Não resta qualquer dúvida, porém, de que a sua influência foi determinante, até no desenvolvimento do capitalismo, da democracia e do socialismo... Calvino pertence incontestavelmente ao pequeníssimo grupo de mestres que, no decorrer dos séculos, moldaram com as suas mãos o destino do mundo." (Daniel-Rops (autor católico) - História da Igreja - Vol. IV = "A História da Renascença e da Reforma" - Academia Francesa)
posted by Josemar Bessa

sábado, 2 de agosto de 2008

24 Fatos Notáveis sobre C.H. Spurgeon—Mais Um!


por
Pastor Larry Newcomer

1. CHS leu o Progresso do Peregrino aos seis anos de idade e o releu 100 vezes após isso.
2. A coleção impressa de seus sermões (63 volumes) tem tantas palavras quanto a Enciclopédia Britânica, todavia, ele pregou suas 140 palavras por minuto à partir de uma única folha de anotações, preparada na noite anterior.
3. Uma mulher foi convertida lendo uma simples página de um sermão de Spurgeon que ela encontrou enrolada ao redor da manteiga que ela tinha comprado.
4. Antes dos 20 anos de idade, CHS pregou 600 vezes.
5. Aos 19 anos de idade, a Igreja de New Park Street o convidou para um teste de seis meses. Eu aceitaria somente um teste de três meses pois, "Eu não queria me tornar um obstáculo". Quando ele chegou, em 1854, a congregação tinha 232 membros. Trinta e oito anos depois o total era de 5.317 com outros 9.149 que tinham sido membros (mudanças, mortes, etc.).
6. CHS disse dos políticos: "Eu tenho ouvido, 'Não traga a religião para a política'. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro".
7. CHS certa vez se dirigiu a uma audiência de 23.654 pessoas sem, é claro, um microfone ou uma amplificação mecânica.
8. Um dia, para testar a acústica de um salão onde ele iria falar, ele falou em alta voz — "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Um trabalhador nas vigas ouviu e foi convertido.
9. A mulher de Spurgeon, Susannah, o chamava, "Sua Excelência".
10. CHS falava tão fortemente contra a escravidão que os seus publicadores Americanos editavam os seus sermões.
11. CHS recusou ser ordenado e recusou o título, "Reverendo". (Todavia, ele fundou um colégio de pastores).
12. CHS entrevistou pessoalmente todos os membros candidatos na determinação de estar seguro da genuinidade da sua conversão. 14,000/38=368 por ano. (Veja #5 acima).
13. Ele nunca disse à sua congregação em quem votar — mas ele denunciava os candidatos por nome desde o púlpito — e ele distribuía folhetos durante a semana para os oficiais que estavam querendo saber quem ele favorecia.
14. A cada Natal CHS dava presentes individuais aos órfãos dos orfanatos que ele tinha fundado, mesmo quando o número aumentou para aproximadamente mil.
15. CHS lia quase um livro por dia em média. Ele freqüentemente confessava estar ciente de oito grupos (séries) de pensamentos identificáveis em sua mente ao mesmo tempo.
16. Concernente aos orfanatos como obra social, CHS declarou: "O socialismo é somente palavras e teoria. Nós cuidamos tanto dos corpos como das almas dos pobres e tentamos mostrar nosso amor à Verdade de Deus pelo amor verdadeiro".
17. O colégio de pregadores de Spurgeon fornecia educação geral assim como educação teológica. Não havia taxas fixas.
18. O diretor do colégio, George Rogers, era um pedobatista, mostrando a tolerância e magnanimidade de Spurgeon — mas todos na faculdade tinham que "ensinar as Doutrinas da Graça com dogmatismo, entusiasmo e clareza".
19. CHS, pelas melhores estimativas disponíveis, foi o instrumento direto e pessoal de Deus de aproximadamente 12.000 conversões.
20. O colégio, diretamente através dos esforços de Spurgeon de propagação com base em sua estimativa de doações, enviou homens resultando na plantação de mais de 200 igrejas.
21. O primeiro livro publicado pela Moody Press foi o All Of Grace [Tudo pela Graça] de Spurgeon. Ele ainda é o bestseller número #1 deles.
22. CHS certa vez pregou uma mensagem sonhando, a qual sua esposa, que estava acordada, registrou em papel. Ele a pregou na manhã seguinte.
23. Havia oração contínua para a obra do Tabernáculo Metropolitano no porão do mesmo.
24. Num culto em 1879, a congregação regular de 4.850 membros deixou o tabernáculo para permitir que novas pessoas, que estavam esperando do lado de fora, tivessem uma chance de vir e ouvir. O edifício imediatamente se encheu de novo,
25. Quando Moddy encontrou Spurgeon e descobriu que ele fumava charutos, ele ficou um tanto surpreendido e desconcertado. Spurgeon lhe assegurou que nunca tinha exagerado. Moody perguntou cortesmente, "E o que você consideraria um exagero?". Ao que Spurgeon respondeu, "Fumar dois ao mesmo tempo". É crido que Spurgeon parou de fumar charutos quando a loja de tabaco onde ele os comprova começou a se auto-anunciar como, "A Loja Onde Spurgeon Compra Seus Charutos".
Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo NetoCuiabá-MT, 21 de Maio de 2005

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