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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Magno Malta: Lei da Palmada é uma agressão à família

Julio Severo
Em nota oficial, o senador Magno Malta (PR/ES) disse que a chamada Lei da Palmada, projeto que prevê punições a pais que administram castigos físicos em seus filhos, é uma agressão à família que é responsável pela educação dos filhos.
Magno Malta, aliado de Dilma Rousseff, é totalmente contra a chamada Lei da Palmada
Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família Brasileira, Malta é totalmente contra a chamada lei da Palmada. “Sempre provei para população, que família estruturada reflete uma sociedade também estruturada. Filhos tem que ser educados pelos pais. Não podemos interferir na educação e nos bons costumes familiares. É lógico, que sou contra qualquer tipo de violência, mas Deus permitiu as mães corrigirem os filhos com palmadas. Este tipo de correção é também uma forma de amor. É melhor fazer uma criança chorar, do que ter que chorar no futuro”, explicou Malta.
Aliado do governo de Dilma Rousseff e conhecido pelo seu papel principal na CPI da Pedofilia e do Narcotráfico, o senador Magno Malta declarou que “não é correto penalizar uma mãe que corrigir o filho com uma simples palmada. Esta lei é um exagero” frisou.
O projeto, aprovado por unanimidade pela Comissão Especial da Câmara, especifica que crianças e adolescentes devem ser “protegidos” do castigo físico, como se a família fosse uma ameaça constante para as crianças. O projeto coloca o Estado como “protetor” das crianças contra a família, o mesmo Estado que vem gradativamente trabalhando para liberar a lei do aborto, que mata crianças, o mesmo Estado que permite programação imprópria de TV para crianças, o mesmo Estado que quer doutrinação homossexual para crianças nas escolas.
Como explicar que Malta, que é evangélico, é totalmente contra a chamada Lei da Palmada, mas a Frente Parlamentar Evangélica fez acordo com o governo para que o projeto fosse aprovado com unanimidade na Câmara dos Deputados?
Pelo acordo, o projeto deveria ir diretamente para o Senado, depois da aprovação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, numa votação que desrespeitou a maioria dos pais e mães do Brasil, contrários a essa invasão dos direitos dos pais.
Contudo, atrapalhando o acordo, o Dep. Jair Bolsonaro conseguiu coletar 51 assinaturas necessárias para fazer com que o projeto seja votado no plenário da Câmara dos Deputados, onde todos os deputados serão vistos votando num projeto que tem ampla antipatia da população.
Magno Malta disse: “Caso seja votada no Senado Federal, com certeza vamos mobilizar a Frente em Defesa da Família Brasileira para coibir este absurdo”.
Por que a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) não teve semelhante atitude contra esse absurdo de lei? Por que a FPE não fez na Câmara o que Malta pretende fazer no Senado?
Para vergonha da FPE, Jair Bolsonaro fez o que uma bancada evangélica inteira não quis fazer.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Senador Magno Malta.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Hans Küng quer nova Reforma na Igreja Católica



Entrevista concedida pelo teólogo católico suíço Hans Küng ao jornal alemão Der Spiegel, traduzida e publicada no Estadão de hoje:

'Crise da Igreja lembra período da Reforma'

Teólogo diz que excessiva concentração de poder nas mãos do papa impede as mudanças necessárias para conter fuga de fiéis

DER SPIEGEL - O Estado de S.Paulo

Crítico do papa Bento XVI e de seu antecessor, João Paulo II, o teólogo Hans Küng, de 83 anos, afirma que a Igreja Católica só vai recuperar os fiéis que perdeu nos últimos anos se abandonar o sistema centralizador na figura do papa - que ele compara a um monarca absoluto - e retomar o legado de reformas democráticas do Concílio Vaticano 2.º. "O momento é de mudança, e o papa e os bispos estão cegos, como há 500 anos, na época da Reforma."

Muitos católicos acham que o acobertamento dos abusos sexuais de crianças por padres afastou fiéis da Igreja. O que está errado na Igreja?

Se você encara a questão em palavras tão simples, darei uma resposta igualmente simples. O antecessor de Joseph Ratzinger (atual papa Bento XVI), João Paulo II, lançou um programa de restauração política e eclesiástica que contestava as intenções do Concílio Vaticano 2.º. Ele queria uma recristianização da Europa. E Ratzinger era o seu mais leal assistente, desde o início. Poderíamos chamar aquela época como um período de restauração do regime romano anterior ao concílio.

Como foi possível que esses problemas começassem a surgir de repente, 50 anos depois do Concílio Vaticano 2º (1962-1965)?

Os problemas surgiram há algum tempo na Igreja, como revela o acobertamento dos escândalos de abusos sexuais que duraram décadas. A certa altura, o problema mundial dos abusos não pôde mais ser negado. Mas este não é o único acobertamento da hierarquia católica.

O que o sr. quer dizer com isso?

Quero dizer que a vida da Igreja no plano das paróquias praticamente se desintegrou em muitos países. Em 2010, pela primeira vez, o número de pessoas que deixaram a Igreja superou o número das que foram batizadas na Alemanha. Desde o concílio, perdemos dezenas de milhares de sacerdotes. Centenas de presbitérios estão sem pastores e a ordenação de homens está desaparecendo porque não se consegue mais recrutar sangue novo. Mas a hierarquia da Igreja não tem a coragem de admitir, honesta e francamente, a verdadeira situação.

É tarde demais para salvar a Igreja?

A Igreja Católica como comunidade de fé poderá se manter, mas somente se abandonar o sistema de governo romano. Nós conseguimos sobreviver sem esse sistema absolutista por mil anos. Os problemas começaram no século 11, quando os papas afirmaram sua reivindicação do controle absoluto sobre a Igreja, aplicando uma forma de clericalismo que privou o laicato de todo poder. A regra do celibato também vem daquela época.

Recentemente, o sr. criticou o papa Bento XVI, afirmando que nem mesmo o rei Luis XIV foi tão autocrático. Bento XVI poderia realmente mudar o sistema romano se assim quisesse?

Na verdade esse absolutismo é um elemento essencial do sistema romano. Mas nunca foi um elemento essencial da Igreja Católica. O Concílio Vaticano 2.º fez de tudo para se afastar dele, mas infelizmente não foi até o fim. Ninguém ousou criticar o papa diretamente, mas houve uma ênfase na relação colegial do papa com os bispos, que se destinava a integrá-lo novamente na comunidade.

O sr. pede também o fim do celibato, que as mulheres sejam ordenadas sacerdotes e a Igreja levante a proibição do controle da natalidade - valores considerados fundamentais da Igreja Católica. O que restaria da Igreja?

O que restará será a mesma Igreja Católica que existia antigamente - e era melhor. Não estou dizendo que o papado deva ser abolido. Mas nós precisamos de agências que sirvam às congregações, do tipo de papado exercido por João XXIII. Ele não procurava dominar. Ao contrário, ele simplesmente demonstrou que estava ali para todos, inclusive para as outras igrejas. Ele estabeleceu as bases para o concílio e o novo amanhecer do cristianismo ecumênico.

Muitos afirmam que, se todas as reformas que o sr. defende fossem implementadas, a Igreja se tornaria mais protestante e abandonaria seu caráter católico.

A Igreja indubitavelmente se tornará um pouco mais protestante. Mas nós sempre preservaremos o nosso caráter distinto. Nossa maneira de pensar global, nossa universalidade, diferencia-nos de uma certa visão estreita das igrejas regionais protestantes. E assim teria de permanecer, assim como deveria ser mantido o cargo do papa. Mas se tudo se concentrar no cargo, acabaremos com um vigário medieval, um papa como monarca absoluto, que personifica simultaneamente o Executivo, o Legislativo e o Judiciário - contradizendo a moderna democracia e o Evangelho.

Pelo visto, o sr. quer reformar a Igreja para permitir que ela continue existindo. E o papa tenta fechar a Igreja para o mundo exterior e restringi-la cada vez mais a um núcleo conservador, que poderá até sobreviver.

De fato. No passado, o sistema romano foi comparado ao sistema comunista, no qual uma única pessoa podia se manifestar. Hoje, eu me pergunto se por acaso não nos encontramos em uma fase de "putinização" da Igreja Católica. Evidentemente não quero comparar o Santo Padre, como pessoa, ao ímpio estadista russo Vladimir Putin. Mas há muitas semelhanças estruturais e políticas entre os dois. Putin herdou um legado de reformas democráticas, mas ele fez tudo o que podia para anulá-las. Na Igreja, tivemos o concílio, que iniciou a renovação e o entendimento ecumênico. A política de restauração do papa polonês, a começar dos anos 1980, tornou possível que cabeças de mentalidade parecida, integrantes da Congregação para a Doutrina da Fé, que trabalha de maneira totalmente sigilosa, outrora conhecida como Congregação da Inquisição Romana e Universal - que continua sendo uma inquisição, apesar do seu novo nome -, fossem eleitas papa.

No ano passado, o sr. escreveu uma carta aberta a todos os bispos do mundo, em que apresentou uma explicação detalhada da sua crítica ao papa e ao sistema romano. Qual foi a resposta?

Há cerca de 5 mil bispos no mundo, mas nenhum deles ousou comentá-la publicamente. Isso mostra claramente que alguma coisa não funciona. Mas se você fala aos bispos individualmente, ouve muitas vezes: "O que o sr. descreve está fundamentalmente correto, mas não há nada que se possa fazer a respeito". Seria maravilhoso se um bispo importante dissesse apenas: "Isso não pode continuar". Mas, até agora, ninguém teve a coragem de fazê-lo. A situação ideal, na minha opinião, seria uma coalizão de teólogos reformistas, leigos e pastores abertos à reforma e bispos dispostos a apoiá-la. Evidentemente, eles poderiam entrar em conflito com Roma, mas teriam de encarar essa possibilidade num espírito de lealdade crucial.

Isso levou à Reforma, há 500 anos. Mas, na época, o Vaticano era incapaz de compreender as críticas vindas de suas bases.

Depois de 500 anos, surpreendemo-nos com o fato de que o papa e os bispos de então não terem percebido que a reforma era necessária. Lutero não queria dividir a Igreja, mas o papa e os bispos estavam cegos. Aparentemente, uma situação semelhante persiste ainda hoje.

TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Igreja Presbiteriana ordena pela primeira vez um pastor assumidamente gay

A Igreja Presbiteriana americana ordenará neste sábado pela primeira vez um pastor abertamente homossexual: Scott Anderson, que há duas décadas decidiu revelar que era gay e se viu obrigado a renunciar ao posto em sua congregação na Califórnia.

A ordenação, que marca mais um passo de uma Igreja protestante pela aceitação de homossexuais no clero, acontece após décadas de debate. Em maio deste ano, com o endosso da assembleia nacional presbiteriana, a Igreja resolveu remover de sua constituição a obrigação de um clérigo de estar "dentro do convênio do casamento entre um homem e uma mulher, ou da castidade no celibato".

Numa entrevista recente em sua atual igreja, no Winsconsin, Anderson, de 56 anos, relembrou o dia em que teve que tomar a decisão após ter sua sexualidade descoberta por um casal, que ameaçou denunciá-lo.

"Foi realmente o pior e o melhor momento da minha vida", disse Anderson. "O melhor porque pude pela primeira vez dizer que eu era gay. Mas houve também tristeza por ter que deixar o que eu amava".

Jennifer Sauer, que frequenta a atual Igreja de Anderson no Winsconsin, disse que ele está emocionado com a ordenação. "Qualquer um que conheça Scott vê seu extraordinário dom como pastor, sua habilidade de pregar a palavra, sua humildade", disse Sauer.

Conservadores questionam
Mas membros mais conservadores como Tom Hay, diretor de operações da Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana, ameaçaram abandonar a Igreja. "Os episcopais, luteranos, a Igreja Unida de Cristo: todos deram esse passo e tiveram perdas", afirma Hay. "Acho que nós perderemos também".

Várias razões foram citadas pelos defensores das mudanças na Igreja Presbiteriana, entre elas a tendência à aceitação da união do mesmo sexo na sociedade americana e o pouco interesse, entre membros do próprio clero, de continuar com o debate.
O pastor Scott Anderson conta que decidiu que queria ser pastor no ensino médio, e que só anos depois descobriu sua orientação sexual. No primeiro ano como seminarista, se apaixonou por outro homem.

"Naquele momento, eu tive que tomar a decisão: Sigo a regra e continuo no armário, ou saio, passo a ser honesto comigo mesmo e deixo o seminário?", conta.

A primeira opção foi pela religião. Anderson diz que esperava que a decisão fosse recebida com rejeição, mas a resposta por parte de sua então congregação o surpreendeu: recebeu apoio emocional e um cheque para cobrir os estudos regulares. Ele acabou indo para uma congregação diferente.

A ordenação deste sábado significa que ele passará a ter as tarefas que já tem. A diferença é que poderá novamente realizar sacramentos.

Para o pastor, ao aceitar homossexuais a Igreja Presbiteriana ficará mais fortalecida."Isso realmente mostra para a sociedade que temos uma Igreja que não fala apenas em ser criado à imagem e semelhança de Deus e sim que somos criados para se relacionar uns com os outros. Isso dará à Igreja Presbiteriana muito mais integridade em seu testemunho da fé cristã", disse.

Notícias Cristãs com informações de O Globo

Nota:  Apesar de ter origens na PCUSA, a IPB não mantém relações fraternas com a mesma.

Fonte: UOL E NOTICIAS CRISTÃ

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Por trás do monge e do executivo


Entrevista com James C. Hunter

Poucos líderes nunca ouviram falar do livro O Monge e o Executivo (Editora Sextante). Ele se tornou febre no mundo corporativo, está há 222 semanas no ranking dos livros mais vendidos da Revista Veja e já vendeu mais de 2 milhões de cópias no mundo.

No livro, o norte-americano James C. Hunter conta a história de um executivo que vai buscar soluções para seus dilemas profissionais e pessoais num mosteiro beneditino. Neste lugar ele ouve falar de um homem que não ocupou cargo algum, não fez faculdade e sequer pisou numa empresa: Jesus Cristo. O monge apresenta o Mestre como o exemplo maior de líder.

No entanto, o que a maioria dos leitores dos livros de Hunter não sabe é que, o homem por trás do livro que introduziu o conceito de liderança servidora nas empresas é crente em Jesus Cristo há quase 30 anos. E foi sobre a sua experiência na fé que Hunter concedeu esta entrevista exclusiva para o nosso site.

Qual é a sua experiência pessoal com Cristo?
Hunter – Tenho sido um cristão sério e praticante nos últimos 28 anos. Fui batizado ainda criança, mas não levei minha fé a sério até ter 30 anos. A salvação fez sentido para mim em 1981. Atualmente, eu e minha família freqüentamos uma pequena igreja batista próxima de nossa casa.

Você já ocupou algum cargo de liderança na sua igreja local?
Hunter - Sim, já fui ancião e depois o presidente do conselho da igreja. Atualmente, sou professor do curso de Liderança e também do curso Construindo nossa Comunidade, ambos na igreja local.

Seria possível escrever um livro sobre liderança servidora sem ter experimentado o novo nascimento?
Hunter – Não! Minha fé é extremamente importante para mim e foi fundamental ao escrever livros sobre o tema.

Que tipo de retorno você tem recebido dos pastores e de outros líderes cristãos sobre seu livro?
Hunter – Os pastores e líderes cristãos que entram em contato têm apoiado e dado indicações de que amaram o livro. Mas, a maior surpresa foi que os líderes de organizações seculares foram aqueles que realmente se interessaram pelo livro. Eu gasto 98% do meu tempo ensinando o conceito de liderança servidora em empresas e somente 2% em organizações cristãs. Isto foi surpreendente! Muitas organizações cristãs acreditam que entendem e praticam o conceito de liderança servidora, embora minha experiência mostre o contrário... Na realidade, poucas organizações cristãs realmente entendem e praticam a liderança servidora.

Você acredita que os seus leitores não cristãos tem se interessado em conhecer mais sobre Jesus Cristo?
Hunter – Sim, eu realmente creio que os princípios de meus livros podem ajudar a criar uma abertura para Jesus. Eu não tenho nenhuma estatística para apoiar esta afirmação, mas meu instinto diz que o conceito de liderança servidora pode gerar mentes e corações abertos para ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.

Qual foi o seu maior desejo ao escrever este livro?
Hunter - Apresentar os princípios de liderança servidora que podem mudar nossas vidas em um mundo perdido e falido.

Que conselho daria aos líderes cristãos em relação ao tema Liderança Servidora em suas igrejas?
Hunter – O melhor conselho que posso dar é seguir o conselho e o exemplo de nosso líder Jesus. Ele disse que liderar é servir. Sendo assim, amem e sirvam os outros. Amar significa se doar para os outros, identificando e suprindo suas reais necessidades e buscando o melhor para suas vidas.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site www.institutojetro.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Igreja Presbiteriana do México rejeita Ordenação Feminina ao Oficialato Pastoral: E quando chegar a nossa vez, o que será feito?

Com uma votação de 158 votos contra 14, a Assembleia Geral da Igreja Nacional Presbiteriana do México (INPM), rejeitou a ordenação de mulheres ao sacerdócio.
Argumentando a favor da ordenação feminina, o sociólogo Leopoldo Cevantes Ortiz disse que a Igreja deve recuperar o seu rosto inclusivo e propôs que a Assembleia desse liberdade aos presbitérios para ordená-las ou não. O delegado ao encontro Emmanuel Flores fundamentou seu argumento a favor do ministério feminino na doutrina da imagem de Deus, que criou homens e mulheres.
Otoniel López alegou que as ordens bíblicas não incluem a possibilidade das mulheres serem ordenadas e José Luis Zepeda, mesmo admitindo que Deus possa chamar mulheres para o seu serviço, enfatizou a inexistência de textos bíblicos que justifiquem o ministério feminino.
Amparo Lerín mostrou a necessidade de superar as posturas patriarcais e machistas, e pediu que os pastores se informassem sobre antecedentes históricos da ordenação feminina na história da Igreja.
O representante do presbitério Filadelfia, Nehemias Morales Macario, leu a proposta redigida por Ernesto García, secretário de atas do Ministério. O texto reflete a absoluta rejeição aos avanços democráticos e sociais dos princípios expressados pela Revolução Francesa, que ele qualificou como “movimento apóstata” que introduziu perniciosamente o conceito e a prática da emancipação das mulheres.
A Assembleia mostrou-se predisposta ao “não” desde o princípio. Muitos delegados expressaram descontentamento aos conferencistas que se manifestaram a favor da ordenação feminina.
Dois delegados, Moisés Zapata e Héctor Bautista, exigiram “mão de ferro” para os que não cumprirem as diretrizes aprovadas na Assembleia. Eles lembraram a realização de dois concílios, em 1980 e 2006, quando o tema foi discutido. Agora, disseram, é tempo de tomar medidas disciplinares sem concessões.
Com 102 votos a favor da medida, a Assembleia determinou que presbitérios e igrejas que ordenaram mulheres anulem, de imediato, tais medidas.
Estava preparado, assim, o caminho para o rompimento de relações com a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA), uma vez que esta ordena aos ministérios pessoas com orientações sexuais diversas, o que foi destacado várias vezes na Assembleia da igreja mexicana.

Fonte: O Verbo

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O BARRIL E A ESMOLA

                             
Zombavam de Diógenes. Além de morar num barril, volta em meia era vista pedindo esmolas ás estátuas. Cegas por serem estátuas, eram duplamente cegas porque não tinham olhos – uma das características da estatuária grega. (...)

Perguntaram a Diógenes por que pedia Esmolas ás estátuas inanimadas, de olhos vazios. Ele respondia que estava se habituando á recusa. Pedindo á quem não o via nem o sentia, ele nem ficava aborrecido pelo fato de não ser atendido.

É mais ou menos uma imagem que pode ser usada para definir as relações entre a sociedade e o poder. Tal como as estátuas gregas, o poder tem os olhos vazados, só olha pra dentro de si mesmo, de seus interesses de continuidades e de mais poder.

A sociedade, em linhas gerais, não chega a morar num barril. Uma pequena minoria mora em coisa mais substancial. A maioria mora em espaços um pouco maiores do que um barril. E há gente que nem consegue um barril para mora, fica mesmo embaixo da ponte ou por cima das calçadas.

Morando em coisa melhor, igual ou pior do que um barril, a sociedade tem necessidade de pedir não exatamente esmolas ao poder, mas medidas de segurança, emprego, saúde e educação. Dispõe de vários canais para isso, mas, na etapa final, todos se resumem numa estátua fria, de olhos que nem estão fechados: estão vazios. (...)
   
Carlos Heitor Cony 
Folha de São Paulo, 5 Janeiro 2000                                                                                                                                                                                                                           
                        
                                                                                                                         

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Religião na Noruega

A Noruega tem uma Igreja Estatal Protestante oficial, baseada na religião luterana evangélica. Apesar de não existir separação entre a Igreja e o Estado, todos os habitantes têm o direito de praticar a sua religião livremente de acordo com uma emenda à Constituição datada de 1964. Nove em cada dez cidadãos de etnia norueguesa são membros da Igreja Estatal da Noruega.

A expressão religiosa norueguesa é em grande medida privada. Apesar de a maioria dos indivíduos declarar que a religião é importante para eles, este facto não é geralmente expresso através de uma participação religiosa activa em comunidades organizadas. Enquanto cerca de 88% da população pertence à Igreja da Noruega, apenas 10% frequenta os serviços religiosos ou outras reuniões relacionadas com o Cristianismo mais do que uma vez por mês.

Cerca de 5,9% da população é membro de outras comunidades religiosas, ao passo que 6,2% não pertence a qualquer comunidade religiosa. As maiores comunidades religiosas e de postura de vida fora da Igreja da Noruega são o Movimento Humanista, representado pela Associação Humanista Norueguesa (63 000), o Islamismo (60 000), o Movimento de Pentecostes (45 000), a Igreja Católica (40 000 ou mais), a igreja livre luterana evangélica (20 000), os Metodistas (13 000) e diversas igrejas livres de menor dimensão.

A conversão da Noruega ao Cristianismo teve início em cerca de 1000 e foi um resultado do contacto com a Europa cristã através de uma combinação de laços comerciais e de incursões viquingues. As actividades missionárias realizadas pela igreja anglo-saxónica, assim como a partir da Alemanha e da Dinamarca, ajudaram igualmente o Cristianismo a ganhar proeminência sobre os deuses da mitologia nórdica tradicional e o culto da natureza Sámi.

A Noruega cristã pertenceu à Igreja Católica até à Reforma de 1537. Uma proibição da pregação por leigos foi levantada em 1842, dando origem a diversos movimentos religiosos livres e a uma forte organização leiga no âmbito da Igreja da Noruega. Como resultado, a sociedade religiosa norueguesa tornou-se estreitamente associada a uma interpretação cristã conservadora e a um activo movimento missionário.

Fonte: Enciclopédia Norueguesa de Aschehoug e Gyldendal / Einar Molland / Haakon Flottorp

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Líder da Assembleia de Deus, Manoel Ferreira é acusado de usar laranja para abrir faculdade, dar golpe nos sócios e sonegar milhões em impostos

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NO PAPEL
Trechos do documento no qual o pastor Eduardo Oliveira admite ser laranja do bispo
Manoel Ferreira (acima), da Assembleia de Deus, na Faculdade Evangélica de Brasília

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É usual no País que Igrejas de diferentes confissões religiosas apoiem a criação e a manutenção de instituições de ensino, como escolas e faculdades. Mas deve ser um serviço voluntário, sem fins lucrativos. O bispo Manoel Ferreira, ex-deputado pelo PR e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus (Conamad), teria invertido essa lógica. Lançando mão de expedientes pouco republicanos, teria recrutado laranjas, assinado contratos de gaveta e se tornado proprietário de um lucrativo negócio: a Faculdade Evangélica de Brasília. Ferreira também teria demitido funcionários sem pagar direitos trabalhistas, sonegado milhões de reais em impostos federais e dado um golpe nos próprios sócios. Um desses sócios, o pastor Donizetti Francisco Pereira, resolveu quebrar o pacto de silêncio imposto por Ferreira em sua Igreja e procurou ISTOÉ para denunciar o caso. “Fui apunhalado pelas costas”, afirma Pereira. Sem dinheiro, impedido de trabalhar e com o nome sujo no SPC e no Serasa, ele tenta há meses contatar o bispo para negociar um acordo. “Não sou a única vítima dele, só que os outros sócios e professores têm medo de represálias”, diz.

Formado em teologia e administração, Donizetti entrou para a Conamad no início da década de 1990. Em 1999, chegou a vice-presidente da Faculdade de Teologia e dava aulas como voluntário. Em 2003, foi convocado a fundar, junto a outros pastores, a Faculdade Evangélica de Brasília Ltda, que só funcionaria dois anos mais tarde. Com a entrada do dinheiro das mensalidades, começaram os desentendimentos entre os sócios. Teriam sido feitas, então, quatro alterações contratuais, sendo que a última estabelecia a divisão societária entre três pessoas: o pastor Eduardo Sampaio de Oliveira, com 20% das cotas, e os empresários Ricardo Luis Pereira e Ronaldo José Pires, dono do Salão do Automóvel de Brasília, ambos com 40%. Entretanto, em 25 de julho de 2007, os sócios realizaram uma assembléia extraordinária que determinou a divisão da sociedade apenas entre dois sócios, Ricardo Pereira (47,5%) e a Conamad (52,5%). A ata da reunião, uma espécie de contrato de gaveta, foi assinada por todos os sócios, inclusive pelo bispo Manoel Ferreira, que passou então a figurar como sócio oculto da empresa.
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“Não sou a única vítima dele, só que os outros
sócios e professores  têm medo de represálias”

pastor Donizetti Pereira, que vendeu, mas
não recebeu, suas cotas  por R$ 200 mil

A maracutaia é admitida pelo próprio pastor-laranja Eduardo Sampaio de Oliveira, que virou alvo de dezenas de ações de execução trabalhistas movidas por ex-funcionários contra a Faculdade Evangélica. Para tentar evitar o bloqueio de seus bens, o advogado de Oliveira interpôs na Justiça do Trabalho recurso alegando que seu cliente “nunca foi sócio” da instituição de ensino. “No que pese 20% das cotas da Faculdade Evangélica de Brasília constarem do contrato social, a rigor este percentual nunca lhe pertenceu. A bem da verdade, as cotas são de propriedade da Conamad (Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério Madureira), presidida pelo Bispo Manoel Ferreira”, escreve o advogado Raimundo Pereira, o advogado de Sampaio. O próprio advogado reconhece que a Conamad, por ser entidade religiosa sem fim lucrativo, “não pode figurar como sócia em contrato social de empresa comercial”. E conclui como seu cliente virou laranja do bispo: “Por determinação do bispo Manoel Ferreira, ele foi designado para figurar no contrato, ficando a Conamad na condição de sócia oculta”. Uma verdadeira confissão de culpa.
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Pelo que sugerem os documentos reunidos pelo pastor Donizetti Pereira, a tentativa de dar uma fachada de legalidade para o negócio é apenas um dos muitos pecados do bispo Manoel Ferreira. Após seis anos de existência, a Faculdade Evangélica está afundada em dívidas, é alvo de 140 ações trabalhistas, 18 ações de execução judiciais que superam R$ 1,6 milhão, além de pendências no Serasa e 108 protestos. A faculdade também emitiu nada menos que 89 cheques sem fundo, de valores que variam R$ 45 a R$ 50 mil. “Eu recebi quatro cheques de R$ 50 mil por conta da venda das minhas cotas na sociedade. Quando fui sacar, eles sustaram os cheques”, afirma o pastor Donizetti Ferreira, que retirava mensalmente um pró-labore de R$ 3 mil. Ele conta que, além dos sócios que tomaram calote, há dezenas de professores, demitidos sem receber seus direitos trabalhistas. “Alguns sequer tiveram seus salários depositados no mês em que saíram da Faculdade”, afirma. A par da gestão temerária da instituição, o pastor revela que a Faculdade Evangélica não depositou o FGTS e o INSS dos funcionários, e recentemente foi multada pela Receita Federal em cerca de R$ 2 milhões por sonegação. Consultados por ISTOÉ, o bispo Manoel Ferreira e o pastor Eduardo Sampaio não retornaram o contato. Resta saber que explicação eles darão a seus fiéis e à Justiça.

Notícias Cristãs com informações da IstoÉ
 

Polêmica sobre a vida de Jesus

O escritor português Soham Jñana, de 51 anos, que vive no Brasil há três anos, pretende lançar no segundo semestre desse ano um livro que promete trazer à tona antigas polêmicas sobre a vida de Jesus Cristo. Depois de viver 30 anos na França, onde dedicou a vida à pesquisa sobre o tema, Soham garante ter provas testemunhais ou circunstanciais de que Cristo não nasceu em Nazaré ou mesmo Belém. Ainda segundo ele, Jesus era de uma família de classe média alta e, ao ser crucificado, deixou uma esposa grávida de três meses.

Conforme Soham, o livro busca recontar a história com base nos próprios evangelhos canônicos e também repor as peças que, como explica, faltavam ao quebra-cabeça. “Quero dar um sentido ao enredo distorcido, repleto de cortes e acréscimos realizados ao longo dos anos, por interesses das ortodoxias dominantes”, diz. Soham garantiu que pretende incluir Porto Velho nas cidades que irá visitar a partir de outubro para lançar a obra.
O judaísmo praticado no primeiro século após o surgimento de Cristo é a base da pesquisa do professor. O livro vai se chamar “Jesus, a Semente”, e promete dar início a uma trilogia, com mais de 100 revelações sobre a vida do Messias. Entre elas, a de que Maria teve um segundo marido depois de José.

Revelações inéditas

Desde dezembro, o autor já divulgou 23 das revelações que irá publicar no livro. Até o lançamento da obra, marcada para 12 de outubro, ele promete chegar a 32 revelações, todas ainda inéditas, baseadas em fatos confrontados a partir de pesquisas em textos bíblicos e documentos diversos. “Essas descobertas desmistificam e questionam o discurso estabelecido por muitos historiadores, teólogos e pesquisadores cúmplices, em maior ou menor grau de consciência, do Jesus da fé, que até hoje prevalece sobre o homem Jesus”, afirma.

Reações contrárias

“Quero com isso repor a verdade sobre a vida do Jesus histórico e mostrar sua autêntica mensagem, que se manteve até hoje oculta”, continua Soham. No livro, ele pretende contar em detalhes o que teria ocorrido com Cristo desde sua concepção até a morte, revelando quem era seu pai biológico e por que Jesus só o conheceu um ano antes de ser crucificado. “Vou apontar os motivos e o proveito de quem realmente o denunciou, explicar porque o túmulo estava vazio e onde o corpo de Jesus foi finalmente sepultado”, completa.
Soham garante que, apesar das informações polêmicas que ferem a crença cristã, não tem sido alvo de protesto por parte de lideranças religiosas. Ao contrário, alguns pastores e ex-padres com quem tem conversado chegam a reconhecer, segundo ele, que é possível que haja novos elementos sobre a vida de Cristo, mesmo 2 mil anos após sua existência. Segundo a jornalista Cleonice Rolim, que trabalha na divulgação do livro, as reações contrárias têm ocorrido apenas por parte de quem chamou de “crentes fanáticos”, que postam comentários ofensivos nos blogs ligados a Soham. “Mas há muitas pessoas com a mente aberta que entendem que há manipulações e interesses a serem defendidos”, completa.

TRILOGIA

O livro, que se chamará “Jesus, a Semente”, é o primeiro de uma trilogia e será lançado no dia 12 de outubro. Na sequência, serão lançados “Jesus, a Árvore” e “Jesus, o Fruto”, fechando o trabalho.

Notícias Cristãs com informações do Diário da Amazônia

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Igreja anglicana autoriza ordenação de bispos homossexuais

A Igreja Anglicana de Inglaterra prepara-se para autorizar a ordenação de bispos homossexuais, segundo um documento tornado hoje público, antes do próximo Sínodo da igreja em Julho.
O documento intitulado "ordenar bispos, a lei sobre a igualdade de 2010" defende que a orientação sexual não deverá ser tida em consideração na promoção de um padre a bispo e recomenda que a hierarquia da Igreja possa bloquear uma nomeação se ela "causar divisão e desunião na diocese" em causa.
A Igreja Anglicana foi pressionada a esclarecer a sua posição sobre a ordenação de bispos homossexuais depois de Jeffrey John, padre celibatário e homossexual que vive com outro religioso, ter sido forçado a renunciar ao cargo de arcebispo de Reading em 2003. A Igreja Anglicana de Inglaterra voltou a rejeitar em Julho de 2010 a candidatura de Jeffrey John a bispo da diocese londrina de Southwark. Em setembro, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, líder da Igreja Anglicana, disse "não ter problemas" com o facto de os bispos serem homossexuais desde que sejam celibatários.
A Igreja Anglicana, que conta com cerca de 77 milhões de fiéis, nasceu de uma ruptura com a Igreja Católica no século XVI depois de o papa Clemente VII ter recusado conceder um divórcio ao rei de Inglaterra, Henrique VIII.

Notícias Cristãs com informações do DN

SOU ÉTICO! Cito as fontes. Copiado do Site Notícias Cristãs. Link Original: http://news.noticiascristas.com/2011/06/igreja-anglicana-autoriza-ordenacao-de.html#ixzz1QU6YPoiv
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terça-feira, 3 de maio de 2011

Ministra Presbiteriana que Celebrou Casamento de Lésbicas é Inocentada das Acusações

Ministra Presbiteriana que Celebrou Casamento de Lésbicas é Inocentada das Acusações Uma Palavra
Minha oração é para que a Igreja Presbiteriana do Brasil se mantenha firme e fiel a Palavra de Deus, e como igreja confessional a sua Confissão de Fé e aos Catecismos Maior e Menor.

Eis a noticia:
 
O Tribunal da Igreja Presbiteriana (EUA) decidiu esta semana em favor de uma ministra que casou duas mulheres, revertendo um veredicto de culpado anterior, de tribunal inferior.

Segundo a Comissão Judiciária Permanente da Assembléia Geral, o tribunal inferior errou quando determinou que Jean K. Southard (na foto abaixo) violara a constituição.

Southard tinha oficiado a uma cerimônia de casamento entre Jennifer Irene Duhamel e Sara Jane Herwig, em 2008.

A cerimônia aconteceu na Primeira Igreja Presbiteriana em Waltham, Massachusetts, depois que a instituição concluiu que as duas estavam bem adaptadas para o casamento.

O serviço seguiu a liturgia habitual Presbiteriana de casamento encontrada no Livro de Oração Comum, de acordo com o GAPJC.

Uma queixa foi apresentada contra Southard. Ela foi acusada de violar a Constituição da denominação, que afirma que "o casamento é um contrato civil entre um homem e uma mulher", e de ter deixado de cumprir o seu voto de ordenação ao descumprir o regimento da igreja.

A Comissão Judiciária Permanente do Presbitério de Boston não sustentou as acusações. Mas a Comissão Permanente Judiciária do Sínodo do Nordeste (SPJC) reverteu a decisão em 2010 e reenviou o caso para o tribunal anterior para determinar o grau de censura, se houver, a ser imposta.

Southard recorreu para o Tribunal Superior. A sua decisão de reverter a decisão da SPJC foi anunciada terça-feira.

Em sua decisão, o GAPJC citou um caso semelhante envolvendo a ministra da Califórnia Rev. Jane Adams Spahr (na foto), que casou cerca de 16 casais do mesmo sexo. Spahr foi julgada culpada no ano passado, pela Comissão Judicial do Presbitério de Redwood, por celebrar as cerimônias como casamentos, persistentemente desobedecendo a lei da Igreja, e violando seus votos de ordenação.

Ela apelou da sentença.

O GAPJC disse em sua decisão que o caso Spahr não pode ser aplicado retroativamente aos fatos no caso Southard e que Southard conduzira a cerimônia dois meses antes de Spahr.

"Portanto, Southard não violou o Livro de Ordem ou seus votos de ordenação errando em sua interpretação da constitução. Ela não cometeu nenhum crime, pois a interpretação da autoridade aplicável (Spahr) ainda não tinha sido promulgada", o tribunal decidiu.

Em uma declaração , Southard reconheceu que o Tribunal Superior continua profundamente dividido sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ela observou que os ministros Presbiterianos que tenham jurisdição em regiões onde o casamento homosexual seja permitido são deixados em uma posição difícil.

"Eu não tive a intenção de provocar mudanças na igreja. Minha intenção era apenas fazer o que é fiel ao chamado de Jesus de amar os nossos vizinhos, todos sem exceção", disse ela.

Notavelmente, ela acrescentou que acredita que a constituição da denominação "está repleta de declarações afirmando não apenas o chamado, mas a inclusão de todos os filhos de Deus na igreja."

Quase metade dos comissários na GAPJC concordaram com a decisão, mas sublinharam a necessidade de uma definição mais clara do matrimonio cristão.

Algumas pessoas na igreja têm apontado regras conflitantes sobre o casamento na constituição .

"A igreja precisa de um maior grau de esclarecimento e orientação que defina com precisão como ela entende o matrimônio, especialmente à luz dos elevados encargos financeiros e de pessoal envolvido. Dada a situação sobre a natureza e a prática do casamento cristão no nosso tempo, seria importante e valioso para a Igreja de manifestar a sua definição em uma legislação mais clara e precisa."

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Por Redação OGalileo

Christian Post

terça-feira, 26 de abril de 2011

Assim não Caio Fábio

Por 
Taciano Cassimiro
Na minha simples opinião, Caio Fábio, é o maior e melhor pregador que este pais já conheceu ( conhece ), nas palavras do pastor Ariovaldo Ramos, "Caio é o melhor de nós". Aos 15 anos de idade, quando fazia parte de uma denominação pentecostal, começei a ler os livros do então, Rev. Caio Fábio, e posso dizer que foi uma experiência maravilhosa e libertadora. Aprendi muito e continuo aprendendo. Lí praticamete todos os livros, comprei muitos videos, e procurei ouvir todas as mensagens possiveis. Pude constatar que de certa forma ,Caio Fábio, fez moda na Igreja Presbiteriana do Brasil, em particular, pois, muitos pastores pregavam( mensagens baseadas em seus livros ), se expressavam, e usavam palavras tipicas de Caio Fábio, sem contar o cavanhaque. Ainda hoje é possivel ver sua influência. 
Poucos conhecem tão bem a igreja evangelica brasileira quanto Caio Fábio. 
No que diz respeito ao que ocorreu em sua vida pessoal e ministérial, é águas passadas, e assim como Deus restaurou seus servos no passado, ELE restaurou Caio Fábio, e não retirou dele o seu Espírito, graça e unção.
Porém, em algumas aparições ,Caio Fábio, tem usado alguns termos, que não condiz com um mensageiro de Deus, e que são totalmente deselegantes, e de certa forma lamentavel, uma vez que tantos jovens ainda o têm como inspiração. Hoje, eu tenho dificuldades pra colocar um video, e assistir com meus amigos, e novos convertidos da Congregação que pastoreio mensagens de CAIO FÁBIO, não por causa de sua pessoa, e sim, pelo fato de constantemente usar palavras que costumamos chamar de " baixo calão", palavras que realmente Jesus Cristo e os apostolos não usariam em suas pregações. E é justamente o apostolo Paulo que nos exorta dizendo " Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamete a que for boa para edificação, conforme a necessidade,e, assim, transmita graça aos que ouvem Ef 4.29 ". O termo torpe usado por Paulo significa corrompido (do grego sarprós), e, indica toda palavra ou conversa que em si seja prejudicial, desvirtue ou ofenda os ouvidos de quem a recebe; e, isto envolve desde palavrões, mentiras, até a maledicência. É possivel discordar, criticar, denunciar alguém, alguma coisa ou instituiçaõ, porém, deve ser feito de forma cristã, com uso de palavras que promova a edificação e graça como nos diz as Escrituras. 
De certa forma a impressão que tenho, e que Caio Fábio faz questão de passar a imagem de " um homem amargurado, irado, e decepcionado, talvés com alguém ou alguns, que não lhe estenderam a mãos quando ele mais precisou ". As vezes não reconheço o Caio Fábio que aparece na tela . Independentemente das frustrações que experimentamos na vida cristã e ministerial, temos que ser maduros e continuar agindo, vivendo e falando como verdadeiros cristãos.
Finalizo minhas palavras pedindo ao " Principe dos Pregadores Brasileiros " que não deixe a mágoa, e o rancor guiar suas palavras. Seja pra igreja brasileira o que sempre desejou ser, foi e é " um canal de benção ". Pois, meu desejo é que meus filhos, John Wesley, 12, e Caio Fábio, 4, que já diz que vai ser pastor possa ouvi-lo e assisti-lo na certeza de que vai aprender o evangelho, e também palavras edificantes.
Quanto as palavras torpes que não é licito mencionar, que tem sido utilizadas por este servo de Deus, eu exclamo, " ASSIM NÃO CAIO FÁBIO!".

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