"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face." Agostinho de Hipona
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Porque Clamar ao Senhor nas Tribulações?
Salmo 130. 1 – 8
Lembro-me que por volta de 01:30 da madrugada tinha terminado de estudar e preparar o Sermão. Estava com o coração pesado e bastante pensativo por causa de algumas dificuldades, Na época estávamos em Arapiraca-AL e este era meu primeiro campo fora da capital, Maceió. Meu filho John Wesley,9, ainda estava acordado e ao me ver entrar na Igreja para orar, me acompanhou na oração. Ele sabia de tudo que estava acontecendo. Havia saído da empresa a 5 meses para me dedicar as missões, e ainda não tinha recebido rescisão, FGTS, nem Seguro Desemprego. Meu filho em oração, de joelhos dobrados, disse “ Senhor abençoa meu pai, pra que ele receba o seguro desemprego, para comprar as coisas aqui pra casa “, fiquei emocionado diante da sensibilidade dele e da oração tão simples que acabara de fazer. No dia seguinte um irmão visitando a igreja ao termino do culto me deu um cheque de R$ 500,00; NO OUTRO DIA um empresário ligou pra mim e ao chegar a seu local de trabalho me deu R$ 500,00; E DOIS DIAS DEPOIS uma irmã me abençoou com R$ 600,00. Assim, pude comprar as roupas dos meus dois filhos e garantir a Ceia de Natal com a família. Foi um final de ano abençoado. Deus providenciou todas as nossas necessidades, num momento que estávamos com muitas dificuldades.
O Salmo 130 é dos cânticos de romagem ou de peregrinação cantados pelos peregrinos quando caminhavam para Jerusalém na celebração das festas anuais da Páscoa, de Pentecostes e dos Tabernáculos. Neste Salmo o salmista estava em aperto, EM DIFICULDADE TÃO INTENSA QUE ELE CHAMA DE “ PROFUNDEZAS “ , não sabemos precisar quais eram seus temores, entretanto, aprendemos com o salmista algumas lições relacionadas ao clamor.
“ Por que Clamar ao Senhor em Meio as Tribulações ? “ é o tema de nossa reflexão.
1. Pela Certeza de que Seremos Ouvidos pelo Senhor
Os versos 1 e 2 não se tratam de uma expectativa, e sim de uma certeza que o salmista tinha de que seria ouvido pelo Senhor. Quando o povo de Deus clama com sinceridade, Ele escuta, e esta era a certeza do salmista, e deve ser a nossa também. Ele está ouvindo o nosso clamor.
O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade. Ele satisfará o desejo dos que o temem, ouvirá seus clamores e os salvará. Salmos 145.18 -19.
Em muitas ocasiões da vida, em virtude de tantas dificuldades muitos deixam de orar, e andam na contra mão da fé, da obediência e da esperança em Deus. Porém, seja qual for nossos problemas devemos clamar ao Senhor. Nas palavras do grande reformador suíço, João Calvino (1509-1564),"A oração é o antídoto para todas as nossas aflições."
Tenha certeza de que em suas aflições e temores, ainda que esteja nas profundezas do sofrimento o Senhor escutará o seu clamor.
“ Esperei com paciência pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro Sl 40.1 “.
2. Porque Deus é a Fonte de Nossa Esperança
Este salmo é também um cântico de esperança, aqui o salmista expressa sua confiança e esperança no Senhor em meio as dificuldades de sua existência. Em meio as tribulações é preciso ter esperança, pois a esperança tem o seu valor “ Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para frente... Tudo vai ser diferente!” as letras de Carlos Drummond nos ajudam a perceber a importância da esperança, principalmente, para o povo de Deus que em tantos momentos esteve prestes a cantar a musica da derrota, da desistência e do fracasso, e de forma inesperada temos nossas forças renovadas e voltamos a cantar o hino da vitoria.
Estando nossa esperança em Deus, mesmo nas profundezas da dor e da tribulação continuaremos a esperar no Senhor na certeza de que nossa vitoria virá
. É com a esperança posta em Deus que assim canta o salmista “ Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra v. 5“.
Em meio às tribulações nunca perca a esperança, espere no Senhor, pois é Ele que nos salva.
3. Porque em Deus há misericórdia
O salmista pede pra que Deus não leve em conta as suas faltas, pois se Ele não o fizer ninguém viverá. Dessa forma o poeta afirma que em Deus está o perdão e que o perdão levará ao temor.
Mesmo nas profundezas do seu sofrer o salmista não lamenta, não amaldiçoa a sua existência, não se lastima, muito pelo contrário, ele CANTA “ ...A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã..v 6” , eis ai o segredo, clamar ao Senhor mesmo em tribulações. E porque devemos fazer isso? Simplesmente por causa de sua misericórdia:
Misericórdia tem um significado muito profundo. Vindo da palavra hebraica hesed usada principalmente em Oséias, ela quer dizer amor incondicional, compaixão. Em Latim, significa sofrimento (miséria) do coração.
Na teologia ela tem um significado de não aplicar a punição merecida. Ou seja, quando nós pecamos, muitas vezes Deus não nos pune, não nos castiga com o castigo que mereceríamos.
Talvez os sofrimentos do salmista eram provenientes de algum pecado, de qualquer forma ele ora, ele busca, ele clama ao Senhor buscando sua misericórdia.
Matthew Henry (1662-1714), disse certa vez "Sempre que Deus tenciona exercer misericórdia para com seu povo, a primeira coisa que faz é levá-lo a orar."
Se você está orando mesmo em tribulação, é indicio de que o Senhor estar agindo, não deixe de orar, continue.
Em sua misericórdia Deus nos socorre seja qual for nossos problemas.
Conclusão
Em meio às tribulações clame ao Senhor, pois ele ouvirá o seu clamor. Espere no Senhor, mantenha viva a sua esperança N’ele e finalmente conte com a misericórdia do Senhor, por certo ele descerá e nos salvará das profundezas de nossos problemas existenciais mais diversos.
"A oração é o meio escolhido por Deus para realizar os Seus propósitos soberanos através de homens submissos."
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
CONFIANDO EM DEUS EM MEIO AS ADEVERSIDADES
Atos dos Apostolos
27. 21-26
Resumo da mensagem proferida na Igreja Presbiteriana de Ituiutaba-MG
19/09/10
Confiança em momentos de bênçãos, de alegria, de aconchego e de prazeres é muito facil.
Porém, como confiar em Deus nas tribulações, quando as privações, lutas e infortúnios nos assolam?
Por que confiar em Deus em meio a diversidade?
Basicamente por três razões:
1. 1. Porque Deus “ acompanha a vida dos seus servos “ v 23
· Paulo, apostolo, servo e ministro de Cristo. Encontrava-se em uma embarcação, aprisionado. Tratado com escravo. Porém, Deus acompanhava sua vida, seus passos e seus infortúnios e por isso lhe manda um anjo e lhe consola.
· Na vida do cristão não existe acasos ou conhecidencias, pois as mãos de Deus guia o nosso destino. Deus sabe de cada passo, cada anseio, cada luta que travamos.
P Precisamos ter essa convicção “ de que Deus dirige o nosso caminho”, ele acompanha a vida dos seus servos. E esta é a garantia da nossa vitória.
Paulo em meio adversidade do momento recebe uma palavra de conforto da parte de Deus, pois nem sempre nos momentos de aflições temos uma palavra de nossos irmãos, amigos ou da própria comunidade cristã. Entretanto, Deus está com o apostolo e lhe revela seus cuidados e diz " NÃO TEMAS ".
Esta expressão pode significar duas coisas:
Por mais de 365 vezes aperece tal expressão nas Escrituras
A primeira é “ não tenha medo “, não tema os perigos, as lutas e angustias. Isso significa que Deus é maior que nossos problemas, e que o mesmo se constitui em nosso ESCUDO E FORTALEZA.
A segunda é “ confie e Eu providenciarei todas as coisas “ , Aqui temos: OS CUIDADOS DIVINOS SOBRE NOSSAS VIDAS.
Rev. Ronaldo Lidório " Estive recentemente visitando uma região próxima a Maraã no coração da Amazônia onde vivem os Kambeba, Kokama e Miranha. Eram tidos, até pouco tempo atrás, como grupos indígenas ainda não alcançados pelo evangelho. Tamanha foi minha surpresa ao chegar entre eles e ver ali a presença de uma forte igreja evangélica, que louva a Deus com fervor e amor. Procurando os autores daquele trabalho missionário nos apontaram alguns crentes ribeirinhos, especialmente o Sr. João, como é conhecido. Fui entrevistá-los. Pessoas simples, alguns ainda iletrados, mas com tremenda paixão pelo Senhor Jesus. Viviam em um "flutuante" formado por um cômodo apenas e, além das redes, possuiam somente uma cadeira e uma panela. Contaram-me então como, através do escambo e comércio com os indígenas, conseguiram lhes transmitir o evangelho e plantar ali uma forte igreja.
Perguntei-lhes: "Mas como vieram parar aqui, em região tão distante ?"
Responderam- me: "viemos ganhar a vida".
"E como está a vida" – lhes perguntei.
"Vai muito bem. Já plantamos 6 igrejas".
Aqueles eram missionários sem sustento, aplausos ou reconhecimento. Eram servos de Jesus que confundiam o ganhar da vida com o ganhar de almas. Homens que passavam privações profundas para que o evangelho chegasse até ao final do rio Maraã.
Deus diz “’ NÃO TEMAS “ e quando confiamos em seus cuidados não temeremos as adversidades.
3. 3. Porque Deus e a sua graça é a garantia de SALVAÇÃO V 24
Paulo recebe uma mensagem angelical e a mesma diz “ que pela graça “ ele seria salvo daquele infortúnio e não perderia sua vida. E interessante notar os cuidados de Paulo para com os prisioneiros. Deus em sua graça incompreensivel e maravilhosa livra tanto o apostolo como os prisioneiros da morte certa.
É justamente essa graça que nos livra, nos salva, e nos fortalece para e nos momentos de adversidades. Paulo foi fortalecido por esta graça.
Devemos confiar em Deus em meio a adversidade porque a graça de Deus é a garantia da salvação.
Essa graça é poderosa, providencial e misteriosa.
ESSA GRAÇA NUNCA NOS ABANDONARÁ!
CONCLUSÃO
Que possamos dizr como Paulo “ ... tende coragem! Pois eu confio em Deus que tudo se cumprirá conforme me foi anunciado.
Oração:
Senhor,nos conceda a graça de sermos fiéis e a confiar em Ti, nos teus cuidados, na tua proteção e amor. Que em meio as mais ferozes adversidades possamos sempre confiar em TI. Amém.
domingo, 5 de setembro de 2010

Barth: Uma teologia comprometida com Cristo
UM RETRATO A BICO DE PENA"A grandeza de Barth é que ele corrige-se a si mesmo, continuamente à luz da 'situação', buscando cuidadosamente não se tornar seguidor de si mesmo". (Paul Tillich, Sistematic Theology, The University of Chicago Press, 1951, p. 5).
Karl Barth nasceu em Basel, Suíça, no dia 10 de maio de 1886, e faleceu em dezembro de 1969. Filho de pais religiosos, foi educado em meio a pastores conservadores. Suas influências acadêmicas foram Kant, Hegel, Kierkegaard e teólogos como Calvino, Baur, Harnack e Hermann.
Em 1933, o presidente Hindenburg confiou a Hitler a chancelaria do Reich. Assim, os nacionais socialistas subiram ao poder, mas não o detinham. Até aquele momento, apenas Hermann Goering, nomeado ministro do Interior da Prússia, ocupava um cargo de destaque. Os conservadores, por isso, acreditavam que detinham o controle da situação política na Alemanha.
Nessa época, a igreja evangélica alemã estava a procura de sua identidade. Durante anos existira à sombra do monarquia, quando seu bispo era também líder político. Agora, encontrava-se perdida na democracia criada pela Constituição de Weimar. Os católicos centristas e os socialistas formavam a base de sustentação da democracia, por isso os conservadores viam no nacional socialismo o alicerce para uma igreja forte e para a possibilidade de uma nova união com o Estado.
Em 1911, Barth iniciara o pastoreado em Safenwill, no cantão da Argóvia, onde depara-se com a realidade rural e com os conflitos entre operários e patrões, que ocorriam na única fábrica existente na região e da qual dependia toda a comunidade. Barth passa, então, a envolver-se com as questões sociais e com os conflitos.
Os tópicos apresentados a seguir estão escritos à maneira de roteiro. Optou-se por seguir a sistemática de Clory T. de Oliveira, autora do artigo A teologia de Karl Barth e a missão da igreja, fonte supracitada da pesquisa, por considerá-la coerente. Contudo, o conteúdo dos tópicos não segue o artigo, já que a eles foram acrescentados comentários.
sentido da verdade e a graça de Cristo basta para regular nossa vida.
A. Sua teologia parte da crise e da negação
- toda a produção humana está sob crise e juízo de Deus
- e se resolve num processo dialético:
- o Não de Deus à salvação própria (à religião Babel) vs. o Sim de Deus ao homem.
- a doutrina da pessoa de Cristo
- a compreensão da dogmática à luz da pessoa de Cristo
- reflexão cristã: Deus-em-carne, Deus-feito-homem
- a mensagem se torna a palavra de Deus
- a palavra do homem se torna a palavra de Deus, se assim for a vontade de Deus
- não há apologética, porque defender a fé é pretender que Deus precisa ser defendido.
- a Bíblia é uma produção humana -- lida na presença de Jesus Cristo, se assim for da vontade de Deus, torna-se a palavra de Deus para nós
- a Igreja não é uma instituição que possa ser descrita por sua continuidade histórica -- mas, se assim for da vontade de Jesus Cristo, torna-se comunidade com os irmãos na fé através do milagre da Sua presença.
E. Sua teologia é crítica em relação ao
- Protestantismo liberal - Aceitou fontes de conhecimento fora da revelação. Tentou apresentar uma teoria do conhecimento fora da revelação. Colocou a consciência moral e a experiência como fonte de revelação.
- Catolicismo romano e a Teologia natural - O homem não pode chegar à compreensão de Deus meramente através da contemplação dos elementos naturais. Terá sempre uma idéia a priori de Deus, fabricação de sua própria mente.
