domingo, 10 de julho de 2011

O CRESCIMENTO DA IGREJA PRESBITERIANA NA CORÉIA DO SUL


A Coréia o Sul é 82 vezes menor que o Brasil em extensão territorial e apenas 3 vezes menor em população. O país tem cerca de 99.000 Km 2 e 46 milhões de habitantes, dos quais, 30% são evangélicos. A Igreja Presbiteriana representa 75% dos evangélicos e possui 10 milhões de membros. Embora a Igreja Presbiteriana da Coréia seja 28 anos mais nova que a Igreja Presbiteriana do Brasil, ela é 20 vezes maior. Enquanto os presbiterianos do Brasil representem apenas 0,3% do população, na Coréia representam 22%. Só em Seul, capital da Coréia do Sul, uma cidade com 12 milhões de habitantes, há 10 mil igrejas presbiterianas. As principais denominações evangélicas da Coréia são:

1) Presbiteriana – 10.000.000 de membros

2) Metodista – 1.500.000 membros

3) Assembléia de Deus – 1.000.000 de membros

4) Batista – 500.000 membros

As principais causa do crescimento da igreja evangélica coreana são:

1) Uma Igreja que é Cabeça e Não Cauda
A igreja sempre esteve à frente nas grandes lutas e tensões sociais, determinando o rumo das mudanças mais importantes do país. Os crentes ocupam os principais postos estratégicos de liderança da nação. A Igreja, na verdade, é a esperança da nação.

2) Uma Igreja de Mártires
Deus sempre honrou o sangue dos mártires. Como dizia Tertuliano, ilustre pai da igreja: “o sangue dos mártires é o fermento da igreja”. A plantação da igreja na Coréia do Sul foi regada por muitas lágrimas e banhada por muito sangue. Centenas de crentes foram decapitados, estrangulados e mortos com requinte da mais perversa crueldade. Milhares de cristãos foram torturados por causa de sua fé, selando com seu sangue o testemunho do evangelho.

3) Uma Igreja com Vida Intensa de Oração
Não existe na Coréia do Sul, igreja evangélica sem reunião de oração de madrugada. Eles não acreditam em crescimento da igreja sem prática efetiva e intensa de oração. Os crentes afluem para o templo de madrugada para buscar a face de Deus, mesmo sobre o frio implacável de 20 graus negativos no inverno. Os pastores oram em média de 2 a 4 horas por dia. Oração é para eles prioridade fundamental e a causa precípua do crescimento da igreja.

4) Evangelismo Através de Grupos Familiares
A base da evangelização e da comunhão dos crentes são os grupos familiares. Para eles esse é o investimento estratégico mais importante para ganhar novas pessoas para Cristo e discipulá-los.

5) Grande Ênfase no Discipulado e Treinamento de Leigos
Estando na Coréia com um grupo de 80 pastores em abril de 97, visitamos igrejas de 6.000, 12.000, 18.000, 30.000, 55.000, 82.000, e 700.000 membros. Em todas elas vimos a forte ênfase no treinamento da liderança e no discipulado dos novos convertidos. A igreja, na verdade, é um exército em ação, onde cada crente exerce o seu ministério, conforme os dons que recebeu.

6) Grande Zelo Missionário
A igreja coreana investe pesado em missões. 25% dos pastores formados na Coréia do Sul estão se consagrando às missões. Há igrejas que investem 62% do seu orçamento em evangelização e missões. Em 1995, no Estádio Olímpico de Seul, 100.000 jovens coreanos consagraram-se para a obra missionária.

Cremos que a qualidade de vida dos crentes coreanos daságua num fenomenal crescente numérico. Qualidade gera quantidade. Quando a igreja anda com Deus, Deus a faz crescer. Creio que Igreja pujante, guerreira, ousada e viva da Coréia do Sul é um modelo digno de ser imitado por nós, se queremos ver aqui nestas plagas os mesmos resultados.

Reverendo Hernandes Dias Lopes (1ª IPB – Vitória ES)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Soberania de Deus e os erros doutrinários da CPAD

                 Este artigo é uma resposta à lição 
            " A Soberania e a Autoridade de Deus "

Tive contato com a revista Lições Bíblicas da CPAD, usada na EBD das Assembléias de Deus no Brasil e outras denominações pentecostais, através do meu sogro que é membro desta denominação. Ao folhear essa revista, meio que por acaso, enquanto o esperava chegar do culto no domingo, dei de cara com a lição de n° 6 que será utilizada dia 9 de maio deste ano, intitulada: A Soberania e a Autoridade de Deus. Imediatamente, como bom calvinista, o tema me chamou a atenção, e mais ainda o texto áureo: “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso? Rm 9:21” que estava em destaque. Em um primeiro momento fiquei surpreso e feliz, por ver um verso desse como tema de uma lição bíblica em uma igreja pentecostal e tendo em vista o grande número de pentecostais que têm entendido e subscrito a soteriologia reformada, imaginei que com esse tema e texto base, não tinha como não se curvar diante da clareza bíblica da soberania divina na eleição. Mas não durou muito a minha alegria, logo na introdução li a expressão: Calvinistas Extremados, então por estar acostumado aos constantes ataques de arminianos em fóruns, artigos e livros, já sabia que tipo de fundamento nortearia todo aquele estudo. Ao continuar a intrigante leitura, as minhas suspeitas se confirmaram, não era um ataque ao hiper-calvinismo, era uma afronta a soteriologia reformada e bíblica, comumente chamada de calvinismo.

A acusação inicial da lição desta revista de lições bíblicas é de que os calvinistas, ignoram o ensinamento bíblico de que Deus age e determina de acordo com seus santos e perfeito atributos, como bondade e santidade, esquecendo-se, como sempre, que a justiça é um dos atributos de Deus. Deus é Justo Juiz e conforme o contexto da parábola do oleiro em Jeremias, Deus retribui a cada um, segundo o proceder, segundo o fruto de suas as ações (Jr. 17:9). Isto também inclui a justa condenação, a reprovação divina é de acordo com o mérito humano, neste caso, a reprovação divina é de acordo com o demérito humano. Até esse ponto parecem todos estarem de acordo, mas o erro está em supor que alguém possa ser um não merecedor da condenação eterna, todos, inclusive os eleitos, são filhos da ira por natureza (Ef. 2:3), ninguém será salvo por mérito próprio . Assim Deus sempre é o Justo Juiz, diante da condição da criatura humana, mesmo que a todos encerrar-se debaixo da condenação eterna, Deus apenas estaria sendo Justo.

O calvinismo ensina que todos os seres humanos são agentes livres no sentido de que eles podem tomar suas próprias decisões a respeito daquilo que querem fazer, escolhendo de acordo com sua própria natureza e consciência. Ai está o problema do homem natural, segundo as Escrituras ele sempre escolhe mal, a não ser que Deus intervenha de forma soberana, quebrando o coração de pedra e dando-lhe o arrependimento para a vida, este continuará em sua rebeldia contra Deus, morto espiritualmente e não podendo escolher as coisas que dizem respeito a salvação da alma, o homem caído ama somente as trevas e jamais escolhe ser de Deus, não pode por si mesmo buscar o bem espiritual (Rom 3:10).

Então as Escrituras ensinam bem mais que somente o cuidado de Deus pelo seu povo, por aqueles a quem molda para serem vasos de honra, exalta também sua soberania, quando de sua livre vontade, resolve endurecer e não usar de misericórdia com alguém (Rom 9:13-18), e acertadamente, diz o autor da lição que para entender a predestinação é necessário ler romanos capítulos 9-11.

O amor de Deus pelos seus, está fundamentado em sua soberana escolha, “Como está escrito: Amei a Jacó, e aborreci a Esaú.” (Rom 9:13), e este aborrecer é mais que “amar menos” conforme Ml 1:3-4 deixa bem claro, ele traz o sentido de rejeição e antipatia.

Curiosamente a revista traz além de vários textos bíblicos maravilhosamente esclarecedores como: ”... O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade” ( Is 46:10), uma definição bíblica e ortodoxa da soberania de Deus, contudo, como é de praxe aos arminianos tentar, a todo custo, condicionar a escolha divina dos que serão salvos ao pré-conhecimento das ações de suas criaturas, isso está também presente no estudo em questão, expresso na frase “levando sempre em conta, naturalmente, o livre-arbítrio com que Ele nos dotou”. Ensino esse que não encontra fundamento nas Escrituras. A eleição segundo a presciência de Deus de que fala as Escrituras, não diz respeito as ações das pessoas, aliais, “presciência” nunca é empregada nas Escrituras em relação a eventos ou ações; em lugar disso, sempre se refere a pessoas. Pessoas é que Deus declara que “de antemão conheceu” (pré-conheceu), não as ações dessas pessoas, vejamos o texto usado na revista:

“Nossa eleição, portanto, tem como base a soberania e a presciência divinas: eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas (1Pe 1:2)”Quem são “eleitos segundo a presciência de Deus Pai”? O versículo anterior nô-lo diz: a referência é aos “estrangeiros dispersos”, isto é, a Diáspora, a Dispersão, os judeus crentes. Portanto, aqui também a referência é a pessoas, e não aos seus atos previstos. Se Deus escolhesse os homens baseado nas futuras ações humanas, a salvação seria por méritos previstos, mas o certo é que para as boas obras fomos escolhidos e não por causa delas. (Ef 1:4).

A revista parece mais confusa ainda, quando resolve definir predestinação e como que fugindo do argumento da eleição condicionada ao pré-conhecimento, agora usa João 3:16 para afirmar que Deus predestinou todos os seres humanos à vida eterna, é isso mesmo, o texto usado para falar de predestinação é exatamente o que nada fala sobre isso, mesmo tendo a Bíblia mais de 50 versículos que claramente fazem referência a escolha de Deus daqueles a quem soberanamente salvaria, o único texto que o autor consegue enxergar como resposta a este dilema milenar da cristandade segundo ele de fácil compreensão é que “Deus amou o mundo” como se a expressão de sua benevolência significasse que Deus ama com amor eletivo toda e cada criatura humana, inclusive Esaú, enquanto que nem o verso e nem o contexto a nada disso sugere, pelo contrário, é onde Jesus a muitos confunde com sua assertiva de que ninguém pode ver o reino de Deus, sem antes nascer de novo. Outros textos que falam claramente que os nomes dos eleitos estão escritos no livro da vida antes da fundação do mundo (Ap 13:8), propositalmente ficam fora do estudo que ainda afirma que Deus jamais predestinaria alguém para a condenação eterna, contrariando claramente textos como 1Pe 2:8, Rom 9:22, Jd 1:4, At 13:48 e Prov 16:4.

A predestinação sugerida pelo autor não é a mesma ensinada pelas Escrituras, aquilo que Deus determina, ordena, predestina, tem um fim certo e não pode ser mudado, nem mesmo pela livre agência humana, que não é o mesmo que o livre arbítrio arminiano, onde supostamente Deus abre mão de sua jurisdição e governo para dar ao homem a real oportunidade de escolher e criar realidades, sendo assim uma espécie de co-criador, mas a verdade é que o homem nunca é livre metafisicamente de Deus. A revista ensina que a predestinação para a salvação (mesmo sendo baseada na onisciência como defendido antes), não é garantia de nada, não implica em uma certeza absoluta que aquela pessoa predestinada será salva, enquanto isso as Escrituras Sagradas declaram: Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. (Rom 8:29-30).

Podemos facilmente perceber que os indivíduos são os mesmos, do início ao fim do processo, desde o conhecimento de nossas pessoas por Deus na eternidade, que entendemos ser o amor eletivo de Deus (pois conhecer no sentido de “tomar ciência”, à todos e tudo Deus conhece) até à justificação, existe uma corrente onde os elos são os mesmos, inquebráveis até o fim, ou seja, os mesmo que são predestinados para a salvação são definitivamente glorificados e levados ao céu, não pode falhar porque faz parte do plano eterno e perfeito de Deus para sua própria glória, e Jesus certamente tem poder para cumprir a vontade do Pai: “E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.” (Jo 6:39).

A lição da revista Lições Bíblicas da CPAD é uma tentativa tímida e inútil de conciliar doutrinas inconciliáveis, à saber, o ensino clássico da Soberania de Deus com a tese arminiana do livre-arbítrio, para tal, é capaz de recorrer à métodos, em muito, parecidos com o das literaturas sectárias, como a revista sentinela dos Testemunhas de Jeová, onde é comum encontrarmos afirmações teológicas fundamentadas em textos claramente distorcidos, fora de seus contextos ou que simplesmente nada falam sobre o assunto ao qual é associado.

É lamentável ver uma revista aparentemente séria como esta da CPAD, além de claramente distorcer textos bíblicos para sustentar sua posição e de vetar com esse discurso autoritário qualquer possibilidade de debate, e a liberdade de pensamento e consciência de cada crente que se utiliza de seu material para estudar as Escrituras, ainda com tom de chacota distorce as palavras de Calvino, insulta os calvinistas, e estigmatiza em sua literatura a posição soteriológica reformada, sustentada por diversas denominações sérias e históricas de nosso país, isso me faz lembrar as palavras de queixa do irmão A. S. Pettie, quando ele diz: "De lábios hostis, uma afirmação justa e correta da doutrina, nunca é ouvida".

 Por Djalma Oliveira Santiago 
Fonte: Presbiterianos Calvinistas
                                                                                                                                                                        

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Igreja anglicana autoriza ordenação de bispos homossexuais

A Igreja Anglicana de Inglaterra prepara-se para autorizar a ordenação de bispos homossexuais, segundo um documento tornado hoje público, antes do próximo Sínodo da igreja em Julho.
O documento intitulado "ordenar bispos, a lei sobre a igualdade de 2010" defende que a orientação sexual não deverá ser tida em consideração na promoção de um padre a bispo e recomenda que a hierarquia da Igreja possa bloquear uma nomeação se ela "causar divisão e desunião na diocese" em causa.
A Igreja Anglicana foi pressionada a esclarecer a sua posição sobre a ordenação de bispos homossexuais depois de Jeffrey John, padre celibatário e homossexual que vive com outro religioso, ter sido forçado a renunciar ao cargo de arcebispo de Reading em 2003. A Igreja Anglicana de Inglaterra voltou a rejeitar em Julho de 2010 a candidatura de Jeffrey John a bispo da diocese londrina de Southwark. Em setembro, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, líder da Igreja Anglicana, disse "não ter problemas" com o facto de os bispos serem homossexuais desde que sejam celibatários.
A Igreja Anglicana, que conta com cerca de 77 milhões de fiéis, nasceu de uma ruptura com a Igreja Católica no século XVI depois de o papa Clemente VII ter recusado conceder um divórcio ao rei de Inglaterra, Henrique VIII.

Notícias Cristãs com informações do DN

SOU ÉTICO! Cito as fontes. Copiado do Site Notícias Cristãs. Link Original: http://news.noticiascristas.com/2011/06/igreja-anglicana-autoriza-ordenacao-de.html#ixzz1QU6YPoiv
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial

sábado, 25 de junho de 2011

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER

Por Taciano Cassimiro
A Confissão de Fé de Westminster foi elaborada a partir de julho de 1643, e concluída em fevereiro de 1649. Nesse período houve 1163 reuniões do plenário e centenas de reuniões de comissões.
O parlamento inglês tinha como objetivo preparar uma nova base de doutrina, forma de culto e governo eclesiástico.



A CFW é um pequeno manual de teologia bíblica. Seus 33 capítulos abordam os temas mais significativos da teologia cristã: Escritura Sagrada, Deus e da Santíssima Trindade, Decretos Eternos de Deus, Criação, Providência, Queda...Pecado...Castigo, Pacto de Deus com o Homem, Cristo o Mediador, Livre-Arbítrio, Vocação Eficaz, Justificação, Adoção, Santificação, Fé Salvadora, Arrependimento Para a Vida, Boas Obras, Perseverança dos Santos, Certeza da Graça e da Salvação, Lei de Deus, Liberdade Cristã, Culto Religioso e do Domingo, Juramentos Legais e dos Votos, Magistrado Civil, Matrimônio e do Divórcio, Igreja, Comunhão dos Santos, Sacramentos, Batismo, Ceia do Senhor, Censuras Eclesiásticas, Sínodos e Concílios, Estado...Depois da Morte...Ressurreição, Juízo Final.  
 

A Confissão de Fé de Westminister, bem como seus Catecismos Maior e Breve são adotados pela Igreja Presbiteriana do Brasil como os seus símbolos de fé, e sistema expositivo de doutrina.


Os Padrões de Westminister são os símbolos de fé de todas as igrejas presbiterianas do mundo que tiveram origem inglesa ou escocesa.


É a declaração confessional mais influente da tradição reformada.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

A SAGA DO CANELA DE FOGO

O Canela de Fogo, é um " cara, pastor, pregador " que aparece pelas bandas de a cá. Ele poderia ser mais um daqueles pregadores que surgem por ai...se não fosse alguns danos sobrenaturais que o mesmo causa.

Seus cultos são marcados por: orações "fortes", danças espirituais, (se é que existe,) crianças, adultos e velhos caindo desmaidas após o mesmo colocar as mãos " mãos de poder " segundo afirmam as testemunhas. 

A pregação do Canela de Fogo, é de conteúdo jamais visto na história, na pré-história e na pré-pré história, eis o conteúdo, pra que você não duvide de minhas palavras...rss: " Eis que Eu SOU O SENHOR e falo contigo homem e mulher, minha serva, eu te digo, que estou contigo, estou vendo o seu sofrer, suas lagrimas pelas madrugadas, sei que você está passando por uma grande provação, mais eu vou mandar um anjo, o anjo Gabriel, com o auxilio de Miguel pra te dar a vitoria". Diante desta mensagem os ossos de profetas, apostolos e reformadores estremecem.
Me desculpem, eu ia esquecendo. Quanto a Bíblia nos cultos do Canela de Fogo, ela fica do lado de fora, não faz parte da" LITURGIA ", não existe lugar pra ela...pois, além da mensagem canelista, a Bíblia perde espaço para os envelopes, pois estes não podem faltar, os pobrezinhos, pobres dos pobres que vivem numa situação super dificil, onde R$ 120.00 serve pra alimentar uma familia de 5 a 7 pessoas (crianças que mal se alimentam e desejam a hora da escola pra poder garantir uma refeição) são chantageados, enganados, iludidos a contribuir na esperança de que ficarão ricos, saudavéis, com casa e comida no dia seguinte.

Não pense você que o relato acima é inventado, é fato. 
Temos combatido com sabedoria estas perversões com base nas Escrituras Sagradas. Fatos e pregações de cuja a origem procede do trono de Satanás, e do coração de homens que não temem o podério e soberania do Todo-Poderoso estão sendo denunciados pelo Evangelho. E a Igreja de Cristo têm crescido na fé e na verdade.

Que Deus continue nos abençoando,

Para Glória D'ele!

Pregação Bíblica


O desenvolvimento e a entrega de sermões expositivos
(4)

Pregação Bíblica é um excelente livro, linguagem fácil, clareza e objetividade. O autor apresenta as ferramentas para preparar o sermão. São instruções valiosas, bem trabalhadas e, com certeza o estudante que fizer bom uso das lições apresentadas levará mais a sério o " sermão " e não deixará de preparar o sermão com cuidado, oração e temor.

O objetivo do livro é o " Sermão Expositivo ", sendo assim é apresentado os argumentos para sua utilização.
Confesso que cada vez que leio um livro que trata do assunto, mais me convenço de que o " Sermão Expositivo " é a melhor e mais segura forma de pregar a Palavra de Deus. Requer um pouco mais de estudo, atenção e dedicação, porém, o ministro, que, de fato tem a chamada para o ministério não verá nisso sacrificio, e sim a oportunidade de se aprofundar mais na verdade de Deus, e no enriquecimento da comunidade ao qual pastoreia.

Em uma época onde o texto bíblico tem sido usado mais como pretexto, pois, são muitissimos os casos de pregações em que o pregador, após a leitura, toma um caminho que não é o  caminho proposto pela própria Bíblia, perdendo-se, distanciando-se do verdadeiro ensino do texto. Nesses casos cumpre-se  o famoso ditado " Leu o texto, saiu do texto e nunca mais voltou pro texto ". 

Pregação Bíblica nos ajuda a corrigir erros, equivocos, e nos orienta a observar passos que devem ser seguidos pelo pregador , no objetivo de transmitir com clareza e fidelidade a Palavra de Deus.

Todo aquele que deseja conhecer melhor o assunto recomendo a leitura deste maravilhoso livro.

Pregação Bíblica: o desenvolvimento e  a entrega de sermões expositivos; tradução Hope Gordon Silva.- São Paulo: Shedd Publicações,2002.  272 pg.; 140x210cm.

Haddon W. Robinson,Haddon W. Robinson, Ph.D.
Senior Director of the Doctor of Ministry Program, 1991 Diretor Sênior do Programa Médico do Ministério, 1991
Th.M. Th.M. (Dallas Theological Seminary); MA (Southern Methodist University); Ph.D. (Seminário Teológico de Dallas), MA (Southern Methodist University); Ph.D. (University of Illinois) (University of Illinois)


LIÇÕES AOS MEUS ALUNOS (Vol. 1)


HOMILÉTICA E TEOLOGIA PASTORAL


 Lições aos meus alunos ( Vol.1 ) de autoria de Charles Haddon Spurgeon (1834-92 ) o maior pregador inglês, e sem duvida alguma o " principe dos pregadores ". Neste volume Spurgeon com a maestria, clareza e objetividade que lhe era peculiar aborda assuntos essênciais para a vida do ministro: O Espírito Santo em relação ao nosso ministério; Necessidade de Progresso Espiritual; Necessidade de Decisão pela Verdade; Pregação ao Ar Livre; Postura, Atitudes e Gestos; Fervor: sua Preservação e Deformação; Cego de um Olho e Surdo de um Ouvido; Conversão como Nosso Objetivo. São assuntos tratados no livro. 
Livro recomendado a pastores e aspirantes ao ministério.

 PUBLICAÇÕES EVANGÉLICAS SELECIONADAS

Título original: Lectures To My Students
Tradução do original por: Odayr Olivetti
Primeira Edição em Português 1980

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Evangelho não é religião!

Por Leonardo Morais, Jr.

Certa feita, navegando na internet e dando uma fuçada nos tópicos de um fórum de debates sobre teologia e vida cristã, deparei-me com um tópico que indagava o seguinte: Evangelho é religião? Confesso, então, que imediatamente senti-me incomodado pela curiosidade, pois desejava saber que tipo de respostas os participantes daquele fórum estavam dando a esta questão. Todavia, de uma coisa eu parecia estar certo antes mesmo de passar o ponteiro do mouse no link: seria mais uma pergunta de efeito retórico, já que, na atual conjuntura da igreja evangélica brasileira constata-se uma tendência crescente de se menosprezar, de ignorar ou de até mesmo negar radicalmente a legitimidade bíblico-teológica da igreja cristã em sua expressão formal e institucionalmente organizada. Sendo assim, não poderia a presumida intenção da pergunta ser o reflexo de um mero modismo pós-modernista, já que desde os primórdios do Cristianismo temos conhecimento da coexistência da igreja com movimentos anticlericais e anarquistas. Como exemplos históricos bem conhecidos, podemos nos lembrar de alguns grupos da chamada Reforma Radical, entre os anabatistas e, o no século XVII, dos chamados quacres . Nos nossos dias, porém, aquelas posturas e ideias não estão mais estão restritas a pequenos grupos sectários, mas já são componentes fortemente característicos da sub-cultura evangelical emergente.

Desta feita, uma dicotomia inapropriada se estabeleceu entre a religião [entenda-se, a igreja] com sua organização, dogmas, ritos e disciplina e aquilo que se concebe popularmente por “Evangelho”. Este seria, então, a expressão individual [e individualista] da fé e da espiritualidade, questão de foro íntimo e posse inalienável de cada crente na dimensão de seu engajamento devocional somente com Jesus – ou, para outros, somente com o Espírito Santo. O Evangelho, então, deixaria de ser o que é para ser propriedade privada da esfera experimental da vida dos crentes. Por isso, acredito, o termo religião – que no popular se associa mais facilmente a dogmas, ritos e estruturas – se tornou tão áspero para os ouvidos de boa parte dos evangélicos dos nossos dias.

Passando, então, a fazer uma reflexão acerca do tema daquele debate, concluí que Evangelho estritamente falando – realmente não é religião, quer esta seja compreendida como sinônimo de instituição ou credo cristãos, quer seja entendida como espiritualidade privada e “vida com Deus”; quer o primeiro seja tomado como fé ou experiência individuais, quer seja identificado com a estrutura eclesiástica ou a expressão formal do cristianismo.

Por que, então, o Evangelho não é religião? Porque o Evangelho diz respeito a boas novas, boas notícias. Ora, a que se referem boas notícias senão a fatos? Fatos??? Exatamente, fatos!!! E que fatos são esses que são considerados boas notícias? Eis a resposta: o nascimento, a vida, o exemplo, os ensinos, os feitos, o sofrimento e, sobretudo, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos! Isso é Evangelho! Esses são os fatos que dão sentido à reputação do termo como boas notícias ou boas novas!

Portanto, o Evangelho não é uma religião, definitivamente. Mas, neste ponto, alguém possa estar ainda se perguntando , “por que não?”. Então, mais uma vez, sugiro uma resposta: Porque fatos são eventos, e eventos são façanhas, coisas feitas ou processadas, acabadas... coisas que já não mais se repetem e, enfim, coisas que estão abertas à verificação pública e que, por isso, podem ser atestadas ou contestadas, comprovadas ou negadas, cridas ou duvidadas. Isso não significa que não possamos olhar, retrospectivamente, para as intervenções redentivas de Deus na História em prol da salvação do Seu povo e buscar reatualizá-las, no contexto da expressão litúrgica comunitária atual, tal como fazemos com a Páscoa ou o Pentecostes e com outros eventos comemorados no Calendário Cristão ou Litúrgico. Todavia, esses eventos não podem, por sua própria natureza, ser codificados em normas, leis, preceitos e disciplinas ou mesmo em paradigmas objetivos, pois, cada fato é um fato único. Assim, não se pode “religiosificar” (ou “religarificar”) fatos que se exaurem ou se conservam em si mesmos. Por exemplo, não se podem tornar um código de disciplina ou filosofia de vida a ida do homem à Lua (creiam ou não nesse fato! Risos...) ou o Tsunami que um dia devastou as regiões costeiras de Bali. São - ou melhor, foram - fatos que viraram notícias e que, agora, apenas podem ser debatidos ou coligidos, lidos ou interpretados, cridos ou contestados. Partindo dessa análise, fatos, tal como é o Evangelho, jamais poderão ser experimentados. Jesus, por exemplo, em nenhum momento nos instruiu ou nos incentivou a experimentarmos ou vivermos o Evangelho. Jesus jamais nos mandaria fazer o impossível, visto que Ele mesmo é tanto o sujeito, como o objeto de um fenômeno exclusivo. Por outro lado, disse-nos o Mestre: "crede no Evangelho". Eis aí a tão simples resposta que emerge de uma reflexão aparentemente rebuscada. Não podemos, entretanto, por quaisquer motivos, prescindir da Igreja, que é a mãe dos fiéis, nem da experiência e da espiritualidade cristãs em suas esferas corporativa ou privada. Isto é mais que certo. Mas é igualmente correto que ambos, a espiritualidade cristã e a “religião”, não podem ser identificadas, stricto facto, com o Evangelho. Observando a questão por essa perspectiva, não seria correto, também, confundirmos o Evangelhos com os seus resultados ou consequências. A nova vida espiritual, a justificação, a santificação o amor filial a Deus, por exemplo, são os efeitos colaterais do Evangelho e não o próprio Evangelho, como muitos de nós, protestantes ou evangélicos comumente acreditamos. O Evangelho, portanto, diz respeito a um conjunto de notícias e de fatos e encontra-se conosco ordinariamente mediante a proclamação de seu conteúdo pela pregação da Palavra e pala dramatização do seu mistério, na Eucaristia -, que é por nós apreendido pela a dádiva divina da fé. Nesse ponto o Evangelho e a existência terrena de Jesus Cristo se confundem. É no Evangelho, também, que ocorre o entrelaçamento de fatos objetivos com uma revelação subjetiva correspondente. Caracterizando desta maneira, procuramos não anular a contraparte, ou seja, aquilo que seria a resposta pessoal e subjetiva ao Evangelho, num encontro de crise específico da existência individual, como bem nos lembrou Rudolf Bultman, há algumas décadas. Todavia, o Evangelho, é completamente alienígena em sua natureza factual – porque embora se destine a nós, é algo totalmente fora de nós, como nos ensinou Lutero, há alguns séculos – nos convida apenas a crer, a confiar e a nos entregar em amor ao único e o último ser humano que foi capaz de e realizar viver aquilo que chamamos de Evangelho, a saber, Jesus de Nazaré, o filho de José, o Filho de Deus. 

Leonardo de Morais, Jr., OFA, é aspirante ao Ministério Ordenado pela Igreja Anglicana, Diocese do Recife.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O PADRE ANTÔNIO VIEIRA E A ESCRAVIDÃO NO BRASIL


O padre jesuíta Antônio Vieira destacou-se por seus belos sermões e pela forte oposição à escravidão indígena. Suas virtudes são inúmeras, não há como negar. Mas num de seus sermões há uma tentativa de justificar a escravidão dos negros fazendo uma comparação com os filhos de Corá. A comparação que ele faz é a seguinte: assim como os filhos de Corá foram poupados do juízo divino em decorrência da desobediência de seu pai (Nm 26,11), os negros também foram poupados do inferno ao serem trazidos para o Brasil.  Os pecados do seu povo seriam expiados aqui, por meio da escravidão. Em suma, é melhor padecer no Brasil e obter a salvação do que deleitar-se na África e ser lançado no inferno.

Leia este trecho de um sermão realizado na Bahia, à irmandade dos negros de um engenho em dia de São João Evangelista, em 1633:
“Vede se é grande milagre de Providência e Misericórdia divina [...]. Os filhos de Datã e Abirão pereceram com seus pais, porque seguiram com ele a mesma rebelião e cegueira. [...] Pelo contrário os filhos de Coré, perecendo ele, salvaram-se, porque reconheceram, veneraram e obedeceram a Deus: e esta é a singular felicidade do vosso estado, verdadeiramente milagroso” (VIEIRA, Antônio, 2001, pp. 648).
[...]
“Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado: Imitaturibus Christi crucifixi, porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz, e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de três madeiros, e a vossa, em um engenho, é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo como cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. [...] Cristo despido, e vós despidos: Cristo sem comer, e vós famintos: Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio”  (VIEIRA, Antônio, 2001, pp. 651).
Se com os negros o padre Antonio Vieira não foi tão benevolente, com os índios não mediu esforços para impedir que fossem escravizados. Numa carta ao rei D. João IV, em 06 de abril de 1654, o padre defende com veemência o direito do índio à remuneração por seu trabalho:
“que os índios sejam pagos de seu trabalho, nenhum índio irá servir a morador algum, nem ainda nas obras públicas...” (HANSEN, João Adolfo (Org.), 2003, p. 449).
Como se vê, o padre Antônio Vieira não é nem santo e nem demônio. Tinha lá suas virtudes e defeitos como qualquer ser humano. De qualquer forma era alguém que estava à frente do seu tempo.
Por Jones Mendonça

Referências bibliográficas:
VIEIRA, Antônio. Sermões (Tomo I). São Paulo: Hedra, 2001.
HANSEN, João Adolfo (Org.). Cartas do Brasil: 1626-1697, do padre Antônio Vieira. São Paulo: Hedra, 2003.

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