sexta-feira, 20 de maio de 2011

"CALDEIRÃO DA BENÇÃO", sai pra lá!

Por Taciano Cassimiro

Em uma determinada igreja algo espantoso e muito esquisito está acontecendo, que também não é novidade no meio evangélico. 
 
O Que acontece por lá é o seguinte: no meio da igreja tem um enorme caldeirão ( favor não confundir com o caldeirão do huck ), e o pastor fica ao lado do mesmo, com uma enorme colher pau ("ungida" quanto mais "ungida" a colher mais glória) mexendo os ingredientes. Ao passo que os irmãos se dirigem para o caldeirão, e jogam seus pedidos de orações na certeza de que serão abençoados. Enquanto isso, o pastor fica mexendo o caldeirão, pois, não pode parar, se parar a magia não faz efeito! 

Todo ritual de macumbaria evangelica como vem sendo chamado é acompanhado de danças, rodadas, gritos, caras feias e musicas que se referem a um homem com cajado de fogo, martelo na mão,  e que se deve receber o complemento desse varão, finalmente, com muitas línguas ESTRANHAS ( dekú ralabasteria, labra come covia, labra come alfacia, decosme este kisssss, lama lá na saia , e algo parecido com um grito indigena, lalalalalaaaa ).
Interessante também, é que, ao passo que os irmãos se dirigem ao caldeirão, o pastor mexendo, é claro. São cantados aqueles hinos de guerra, de vitória e decretos, especificando o tipo de bençãos e quantas bênçãos querem da parte de Deus.
Desculpe-me mais eu cansei, vou parar por aqui.
E agora o que dizer sobre isso? Heresia? Charlatanismo? Feitiçaria? Curandeirismo? Magia evangélica? Falta de vergonha na cara, falta de temor a Deus? É praciso chamar o Padre Quevedo pra desmistificar a coisa...e com certeza Quevedo diria " isso é mentiraaaa "..rssss.   LAMENTAVEL!
Vou dizer uma coisa, só uma. Esses caras não irão parar por ai,  eles não podem parar, não querem parar com essa falta de vergonha, e de respeito. Continuarão enganando, e sendo enganados, enganados por Satanás.
Em meio a essas mazelas eu ainda ouso sonhar: 
Sonho com uma igreja evangélica que seja conhecida por pregar o verdadeiro Evangelho, pelo testemunho de seus membros. Sonho com uma igreja libertada das heresias,  do paganismo, modismos e dos falsos profetas. Igreja respeitada pelo poder transformador de Deus , e não por essas falcatruas que só trás desgastes para igreja.
Que Deus nos ajude a sermos fiés a sua Palavra.
E quanto ao caldeirão, vamos lançar dentro dele os 66 sacos de farinha, que são os 66 livros canônicos antídoto eficaz contra o veneno do diabo.
Em Cristo,

Taciano Cassimiro, teologo e missionário presbiteriano.
TEOLOGIA REFORMADA ( www.introduoteologica.blogspot.com )

Não percam em breve " A SAGA DO CANELA DE FOGO ".

KARL BARTH (1886-1969)

Karl Barth foi um dos maiores pensadores protestantes do século XX. Karl Barth nasceu em Basel, Suíça, no dia 10 de maio de 1886. Barth foi um teólogo de confissão calvinista. Filho de pais religiosos, foi educado em meio a pastores conservadores. Suas influências acadêmicas foram Kant, Hegel, Kierkegaard e teólogos como Calvino, Baur, Harnack e Hermann. Até 1911, ainda jovem, esteve Karl Barth vinculado ao protestantismo liberal antidogmático e modernista de Adolf von Harnack (1851-1930), invertendo a seguir sua posição. Em 1911 começou a pastorear uma pequena igreja do interior da Suíça e aí ficou até 1925. Durante esses anos conheceu Eduard Thuneysen, amigo que acompanhou e contribuiu em suas reflexões teológicas. Nessa época seu grande desafio era o que pregar a cada domingo. Em 1914, ele e Thuneysen resolveram buscar uma resposta ao desafio da pregação. Durante quatro anos, Thuneysen estudou Schleiermacher e Barth estudou Paulo. Como fruto desses estudos, em 1919, Barth publicou seu Comentário à Epístola aos Romanos.

Estudou em Berna, Berlim, Tuebingen, Marburgo. Algum tempo pastor em Genebra e em Safenwil. A partir de 1921 passou a ensinar teologia na universidade alemã de Goettingen; em 1925, na de Muenster; em 1930, na de Bonn. Em 1935, por sua atitude anti-nazista, foi obrigado por Hitler a refugiar-se em Basiléia, de cuja universidade foi professor, onde lecionou até 1961. Na Alemanha, deu ainda, na qualidade de professor estrangeiro, lições em Bonn, em 1946 e 1947.

Karl Barth faz parte da chamada “teologia dialética” ou “da crise”, junto a J. Moltmann, E. Brunner, R. Bultmann, F. Gogarten e outros. Barth deu nome a um movimento: o barthismo, que propõe uma total e coerente adesão à Palavra de Deus, equivalente ao objetivismo da revelação bíblica e ao fato histórico da encarnação, contra o imanentismo da cultura moderna geral e em particular do “protestantismo liberal”. Procurou renovar a teologia desvinculando-a da tradição fideísta de Schleiermacher (1768-1834), para recolocá-la na reforma do século 16. A teologia de Barth é uma reação frente a Schleiermacher e, em geral, contra a cultura do Romantismo e do Iluminismo.Barth rejeitou a analogia entre Deus e a criatura, para destacar a transcendência divina, advertindo que somente é válida a via negativa de acesso a Deus, de acordo com a expressão de Kierkegaard sobre a infinita diferença qualitativa entre o tempo e a eternidade.

Com o destaque da transcendência divina abriu largo espaço entre Deus e o homem. Abandonado o homem existencialmente a si mesmo, não tendo senão a fé como caminho para o alto. Cristo é o intermediário, como se diz na Epístola aos Romanos, e comentada por Barth. A teologia de Barth recebe muitos nomes: teologia da crise, teologia dialética, teologia kerigmática,teologia da Palavra.

Participou, como observador, do Concílio Vaticano II. A doutrina de Barth está presente em seus numerosos discípulos e em sua extensa e valiosa obra escrita. Destacamos seu monumental Die Kirchliche Dogmatik (10 vols., 1955) e o Comentario à epístola aos Romanos (1919); Humanismus (1950), e outras.

Karl Barth faleceu em dezembro de 1969.

Podemos sintetizar sua teologia nos seguintes pontos:
1) Barth destaca a absoluta transcendência de Deus. Deus é o único positivo, o ser. O homem, no entanto, da mesma forma que o mundo, é a negação, o não ser. Justamente por não ser nada, o homem não tem a possibilidade de autoredenção; nem ao menos de conhecer Deus, mas somente de saber que não o conhece.

2) A iniciativa vem de Deus, que irrompe no mundo do homem através de sua revelação e palavra. A teologia de Barth é, por isso, a teologia da palavra. A revelação de Deus é o objeto da teologia. Barth centra toda a sua atenção na revelação e palavra de Deus na Bíblia.

3) Barth vê a revelação de Deus na Bíblia como algo dinâmico, não estático. A palavra de Deus, diz Barth, não é um objeto que nós controlamos como se fosse um corpo morto que podemos analisar e dissecar. Na realidade é como um sujeito que nos controla e atua sobre nós. E essa Palavra é capaz de nos fazer reagir de um jeito ou de outro.

4) A Palavra de Deus é o acontecimento mediante o qual Deus fala e se revela ao homem através de Jesus Cristo. E como isto se torna realidade? A Bíblia, Palavra escrita de Deus, é a testemunha do acontecimento da Revelação de Deus. O Antigo e o Novo Testamento colocam Jesus Cristo como o “Cordeiro de Deus”, anunciado por João Batista. Por isso, sem dúvida, desde seus primeiros anos como pastor, Barth teve sobre sua mesa a pintura de Grünewald em que João Batista mostra Jesus Cristo crucificado.

5) Hoje, através da Palavra proclamada, a Igreja é testemunha da Palavra revelada. Sua proclamação baseia-se na palavra escrita, a Bíblia. Deus serve-se desta palavra proclamada e escrita, e se transforma em palavra revelada de Deus, quando ele quer falar-nos através dela.

A ênfase da teologia de Barth está na revelação de Deus em Jesus Cristo. A única palavra de Deus está em Jesus Cristo. Toda relação de Deus com o homem se dá em Cristo e através de Cristo. Em sua forma negativa, isto significa a exclusão da teologia natural. Positivamente, tudo deve ser visto e interpretado a partir de Cristo ou, empregando a expressão barthiana, a partir da “concentração cristológica”. O pecado original não pode ser entendido independentemente de Cristo. A fé também não é fruto de um raciocínio nem está fundamentada em um sentimento subjetivo. “Em Jesus Cristo não há separação do homem de Deus, nem de Deus do homem.”


Barth prega que “a mensagem da graça de Deus é mais urgente que a mensagem da Lei de Deus, de sua ira, de sua acusação e de seu juízo”. A teologia de Barth exerceu e continua exercendo uma influência decisiva na constante procura da palavra autêntica e verdadeira de Deus. Sua condição de “crente” que não invoca nenhum mérito diante de Deus é o melhor estímulo para os cristãos de todos os tempos.


Produziu obra volumosa, ainda que sob poucos títulos:- Comentário à epístola aos romanos (1919);- O cristão na sociedade (1920);- A ressurreição dos mortos (1924);- A palavra de Deus e a teologia (1925);- A dogmática cristã (26 vols, 1932-1969);- A teologia protestante no século 19 (1947).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como Andar Em Meio a Uma Geração Corrupta ?

Por
Taciano Cassimiro

Todos os dias nos deparamos com noticias onde a maldade humana é retratada, o espírito anti-religioso pra não dizer contra-Cristo é crescente. Violência, violência e violência é o grito mais conhecido. Nossa geração é marcada pelo consumo das mais variadas drogas que para consegui-las são capazes de matar trabalhadores, homens de bem e também o pai e mãe. Nas palavras de Paulo esta é " uma geração pervertida e corrupta " e sem duvida alguma o profeta Jeremias bradaria " coisas horrendas andam fazendo na terra ".

Dias de Noé?

Noé (  descanso ) era filho de Lameque da descendência de Sete filho de Adão e Eva ( Gn 4.25 ). De Sete surgiu uma linhagem piedosa, com o nascimento de Enos filho de Sete o nome do Senhor começou a ser invocado ( Gn 4.26 ). Portanto Noé era de uma familia que desde o inicio encontrava a razão de ser e existir em Deus.

Porém, nos dias de Noé propriamente dito a situação era bastante complicada. A sociedade de seus dias era maldosa, e essa maldade crescia de forma assombrosa, era continuamente assustadora. Os princípios morais foram abandonados, a sociedade era um verdadeiro caos. O coração humano ( intimo ) era continuamente mal, as intenções do coração humano não satisfazia a justiça e vontade de Deus. No campo da religião entendendo o conceito como " religar ", na verdade  estavam todos desligados, mergulhados em práticas idolatricas, tinham abandonado o Deus vivo e verdadeiro. Diante desse quadro Deus se entristeceu ( Gn 6.6 ) e decidiu dar cabo a existência humana ( Gn 6.7 ). Porém, em meio a tantas maldades, desvios os mais diversos existia um homem de nome Noé e este " achou graça diante do Senhor ".

Por quê ? Como ? O que ele fez pra que isso acontecesse?

A resposta está na forma como " ELE ANDOU ".

E como Noé andou ?

1. Noé andou de forma justa

Mesmo vivendo em meio a uma geração corrupta na qual seus amigos e parentes foram seduzidos pelos prazeres a disposição. Noé andou de forma justa, andou dessa forma porque a Bíblia deixa bem claro em Hebreus 11.7 que era temente a Deus, seu temor, seu desejo de obedecer, a graça de Deus sobre ele o ajudou a caminhar de forma justa. Noé era um modelo para sua geração, exemplo a ser seguido, exemplo que foi desprezado por seus contemporâneos que insistiram na maldade de seus corações e práticas. Poderia Noé ser injusto aproveitando os maus exemplos, mais preferiu andar e justiça e alcançar o favor divino.

Quanto a nós que vivemos em uma geração semelhante devemos andar em justiça, de forma digna, seguindo os mandamentos de Deus.

O apostolo Paulo escreveu em Filipenses 2.15-16 "

Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;
Retendo a palavra da vida, para que no dia de Cristo possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão ".

2. Noé andou em integridade

É uma exigência de Deus vivermos separados do mundo. E Noé soube viver dessa forma, em meio a uma geração corrupta caminhou de forma integra. Noé não estava embaraçado com as coisas desta vida, de forma inteira ele estava firme em Deus e em seus padrões. Noé caminhou em integridade, sem hipocrisia, sem máscara, sem cera. E Deus lhe foi gracioso e lhe concedeu a salvação de sua família.

Precisamos e devemos ser íntegros, íntegros em nossos ministérios, em nossa forma de falar, de tratar, de andar, em todos os aspectos da vida precisamos ser íntegros.Em meio a uma geração corrupta precisamos seguir o exemplo de Noé, e não cairmos no pecado cometido por muitos como bem diz Vance Havner " Nos dias somos desafiados, mas não transformados; convencidos, mas não convertidos. Ouvimos, mas não praticamos; e, desse modo, enganamos a nós mesmos."

Que Deus nos ajude a andarmos em integridade!

3. Noé andou com Deus

Noé poderia ter andado como os homens maus de sua época, poderia ter se desviado do caminho e trilhado por lugares hostis a Deus. Noé poderia ter se desviado de Deus. Porém, preferiu andar com Deus, fazer de Deus seu companheiro de jornada. Mesmo diante do desvio dos homens, do mergulho no pecado de sua geração, sua escolha foi a mais correta " Noé andou com Deus ". Viveu em obediência, experimentou e sentiu Deus em cada experiência de sua vida.

Verdadeiramente Noé andou de forma certa!
Que Deus nos ajude a andarmos de forma justa e integra, que sua graça nos ajude a caminhar com Ele em meio a essa geração corrupta

Como Andar Em Meio a Uma Geração Corrupta ? Você já tem a resposta.

Que Deus Nos guie!

terça-feira, 17 de maio de 2011

A CRISE DE INTEGRIDADE

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A Crise de Integridade é um excelente livro publicado pela Editora Vida que aborda a questão da integridade de forma abrangente e provocadora. O livro tem 12 capitulos ( não incluso o prefacio ), 111 paginas, de facil leitura, empolgante, de linguagem direta facilitando o entendimento e sua aplicabilidade a vida da igreja e pessoal. Uma das frases impactantes do livro é a de Robert Murray McCheyne: " Deus abençoa muito mais a grande semelhança com Jesus do que os grandes talentos ".

Todo cristão deveria ler " A Crise de Integridade ", pastores, presbiteros, diaconos, professores de Escola Dominical e leigos. O escrito é pertinente e trata de um assunto esquecido por muitos cristãos de nossos dias, se não na teoria, o é na prática.

O Autor: Warren W. Wiersbe, pastor americano, escritor e conferencista.
Por Taciano Cassimiro

sexta-feira, 13 de maio de 2011

SALMO 22

O drama da fé autêntica
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É um livreto publicado pela Editora Paulinas, 69 paginas, contém 17 divisões. Livreto muito bem escrito, de facil leitura e entendimento. O escritor faz uma exposição excelente do Salmo 22 explorando de forma precisa os termos originais, e fazendo as aplicações de forma objetiva. 
De todos os comentários sobre o Salmo 22 este foi o melhor que já li, e recomendo aos estudantes da Bíblia, principalmente, aos apaixonados pela leitura dos Salmos. O livreto é de fato muito edificante. 

O autor Walter Eduardo Lisboa é mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontificio Instituto Bíblico de Roma.


Por Taciano Cassimiro
Missionário Presbiteriano

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Em que crê um calvinista?

                                             Por Mauricio Andrade

Há, nas Escrituras Sagradas, uma demanda por transparência e definição! O profeta deve apresentar a visão de modo que até o corredor possa lê-la – em plena corrida! (Hc 2.2). Nossa palavra deve ser sim, sim! ou não, não! – sob pena de nos alinharmos com uma fonte maligna de informação (Mt 5.37). E existe um clamor por definição ainda no finalzinho da última profecia (Ap 22.11). Mesmo no início da Bíblia, já existe ordenação para evitar a confusão (Dt 22.5) – com a qual, aliás, Deus não se identifica (I Co 14.33).

Não costumo usar os termos calvinista e calvinismo, quando prego. A razão é simples: não é, geralmente, necessário. Refiro-me ao Evangelho e, pra mim e alguns outros (Charles Spurgeon, inclusive), dá no mesmo.

No entanto, às vezes, por motivo de clareza e compreensão, precisamos usar expressões histórica e teologicamente consagradas. Elas não definem o nosso time, a equipe à qual pertencemos. Definem, com mais precisão, nossa persuasão teológica.

Há professores de seminário que são pastores de igreja. Alguns deles ensinam uma coisa na Academia e outra no púlpito. Não dá pra saber o que eles realmente creem. Tivemos em nossa igreja um seminarista que relatou, atordoado, a confissão de um de seus professores de que não cria que houvesse alguém ouvindo nossas orações. O jovem interpelou o mestre, após a aula, e perguntou por que, então, o professor ainda orava. A resposta: “Por causa da angústia humana!”.

Outros professores negam, em classe, o relato da Criação, a existência de personagens bíblicos, a autoria apostólica dessa ou daquela epístola. Tudo supostamente apoiado em estudos científicos, pesquisas mais profundas, etc, etc, etc. Só não têm a coragem de dizer a mesma coisa nos púlpitos de suas igrejas: o “povão” costuma ser mais conservador e alguém poderia perder o “emprego”. Okay, conheço toda aquela conversa sobre Academia e Igreja e a diferença entre elas. Mas estamos falando da imutável Palavra de Deus – ou, caso contrário, da palavra de deus nenhum! E estamos falando da formação de ministros da Palavra – ou, caso contrário, apenas de profissionais eclesiásticos.

Algumas vezes, sendo indagado por algum irmão sobre minha fé, percebo que ele ou ela não sabe em que crê um calvinista. Por isso, aqui vão umas poucas dicas:
  • Um calvinista crê que a Bíblia é a Palavra de Deus;
  • Crê que o ser humano precisa ser salvo de seus próprios pecados e da ira de Deus – mais do que de qualquer outra coisa;
  • Crê que somente o Evangelho da graça de Deus, que apresenta Cristo na cruz, pode salvar o pecador;
  • Crê que o Espírito de Deus é quem regenera o pecador, dispondo-lhe o coração para crer no Evangelho.
  • Crê que o pecador deve receber o Evangelho com fé e arrependimento, e viver debaixo do senhorio de Jesus Cristo em novidade de vida.
  • Que santidade ainda é importante, sim!
  • Crê na superioridade de uma cosmovisão bíblica sobre qualquer outra percepção da realidade;
  • Crê que a Criação existe para expressar a glória de Deus, em seu amor e bondade;
  • Que hoje, sobre a Criação, atuam tanto a Queda como a Redenção – de modo que nada deve ser nem aceito nem rejeitado a priori;
  • Que os mandados da Criação – cultural, social e espiritual – são uma ótima forma de expressar santidade no mundo, glorificando, assim, nosso Criador-Redentor;
  • Que a exposição, explicação e aplicação das Escrituras, por pregadores piedosos e fiéis, é a necessidade mais urgente nos púlpitos evangélicos;
  • Que amar as pessoas é a consequência necessária da sã doutrina;
  • Que amar a Deus sobre todas as coisas é a essência de nossa salvação!
Não! A predestinação não é a característica principal da doutrina calvinista. A característica principal da doutrina calvinista é a supremacia da glória soberana de Deus sobre todas as coisas!

Agora você já sabe, pelo menos um pouco, o que deve esperar desse curioso ser, o cristão calvinista. E, se você é calvinista e estava com a ênfase errada, há tempo para corrigir!
Fonte: Blog Fiel
Extraído do site: Blog dos Eleitos

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ministra Presbiteriana que Celebrou Casamento de Lésbicas é Inocentada das Acusações

Ministra Presbiteriana que Celebrou Casamento de Lésbicas é Inocentada das Acusações Uma Palavra
Minha oração é para que a Igreja Presbiteriana do Brasil se mantenha firme e fiel a Palavra de Deus, e como igreja confessional a sua Confissão de Fé e aos Catecismos Maior e Menor.

Eis a noticia:
 
O Tribunal da Igreja Presbiteriana (EUA) decidiu esta semana em favor de uma ministra que casou duas mulheres, revertendo um veredicto de culpado anterior, de tribunal inferior.

Segundo a Comissão Judiciária Permanente da Assembléia Geral, o tribunal inferior errou quando determinou que Jean K. Southard (na foto abaixo) violara a constituição.

Southard tinha oficiado a uma cerimônia de casamento entre Jennifer Irene Duhamel e Sara Jane Herwig, em 2008.

A cerimônia aconteceu na Primeira Igreja Presbiteriana em Waltham, Massachusetts, depois que a instituição concluiu que as duas estavam bem adaptadas para o casamento.

O serviço seguiu a liturgia habitual Presbiteriana de casamento encontrada no Livro de Oração Comum, de acordo com o GAPJC.

Uma queixa foi apresentada contra Southard. Ela foi acusada de violar a Constituição da denominação, que afirma que "o casamento é um contrato civil entre um homem e uma mulher", e de ter deixado de cumprir o seu voto de ordenação ao descumprir o regimento da igreja.

A Comissão Judiciária Permanente do Presbitério de Boston não sustentou as acusações. Mas a Comissão Permanente Judiciária do Sínodo do Nordeste (SPJC) reverteu a decisão em 2010 e reenviou o caso para o tribunal anterior para determinar o grau de censura, se houver, a ser imposta.

Southard recorreu para o Tribunal Superior. A sua decisão de reverter a decisão da SPJC foi anunciada terça-feira.

Em sua decisão, o GAPJC citou um caso semelhante envolvendo a ministra da Califórnia Rev. Jane Adams Spahr (na foto), que casou cerca de 16 casais do mesmo sexo. Spahr foi julgada culpada no ano passado, pela Comissão Judicial do Presbitério de Redwood, por celebrar as cerimônias como casamentos, persistentemente desobedecendo a lei da Igreja, e violando seus votos de ordenação.

Ela apelou da sentença.

O GAPJC disse em sua decisão que o caso Spahr não pode ser aplicado retroativamente aos fatos no caso Southard e que Southard conduzira a cerimônia dois meses antes de Spahr.

"Portanto, Southard não violou o Livro de Ordem ou seus votos de ordenação errando em sua interpretação da constitução. Ela não cometeu nenhum crime, pois a interpretação da autoridade aplicável (Spahr) ainda não tinha sido promulgada", o tribunal decidiu.

Em uma declaração , Southard reconheceu que o Tribunal Superior continua profundamente dividido sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ela observou que os ministros Presbiterianos que tenham jurisdição em regiões onde o casamento homosexual seja permitido são deixados em uma posição difícil.

"Eu não tive a intenção de provocar mudanças na igreja. Minha intenção era apenas fazer o que é fiel ao chamado de Jesus de amar os nossos vizinhos, todos sem exceção", disse ela.

Notavelmente, ela acrescentou que acredita que a constituição da denominação "está repleta de declarações afirmando não apenas o chamado, mas a inclusão de todos os filhos de Deus na igreja."

Quase metade dos comissários na GAPJC concordaram com a decisão, mas sublinharam a necessidade de uma definição mais clara do matrimonio cristão.

Algumas pessoas na igreja têm apontado regras conflitantes sobre o casamento na constituição .

"A igreja precisa de um maior grau de esclarecimento e orientação que defina com precisão como ela entende o matrimônio, especialmente à luz dos elevados encargos financeiros e de pessoal envolvido. Dada a situação sobre a natureza e a prática do casamento cristão no nosso tempo, seria importante e valioso para a Igreja de manifestar a sua definição em uma legislação mais clara e precisa."

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Por Redação OGalileo

Christian Post

terça-feira, 26 de abril de 2011

Assim não Caio Fábio

Por 
Taciano Cassimiro
Na minha simples opinião, Caio Fábio, é o maior e melhor pregador que este pais já conheceu ( conhece ), nas palavras do pastor Ariovaldo Ramos, "Caio é o melhor de nós". Aos 15 anos de idade, quando fazia parte de uma denominação pentecostal, começei a ler os livros do então, Rev. Caio Fábio, e posso dizer que foi uma experiência maravilhosa e libertadora. Aprendi muito e continuo aprendendo. Lí praticamete todos os livros, comprei muitos videos, e procurei ouvir todas as mensagens possiveis. Pude constatar que de certa forma ,Caio Fábio, fez moda na Igreja Presbiteriana do Brasil, em particular, pois, muitos pastores pregavam( mensagens baseadas em seus livros ), se expressavam, e usavam palavras tipicas de Caio Fábio, sem contar o cavanhaque. Ainda hoje é possivel ver sua influência. 
Poucos conhecem tão bem a igreja evangelica brasileira quanto Caio Fábio. 
No que diz respeito ao que ocorreu em sua vida pessoal e ministérial, é águas passadas, e assim como Deus restaurou seus servos no passado, ELE restaurou Caio Fábio, e não retirou dele o seu Espírito, graça e unção.
Porém, em algumas aparições ,Caio Fábio, tem usado alguns termos, que não condiz com um mensageiro de Deus, e que são totalmente deselegantes, e de certa forma lamentavel, uma vez que tantos jovens ainda o têm como inspiração. Hoje, eu tenho dificuldades pra colocar um video, e assistir com meus amigos, e novos convertidos da Congregação que pastoreio mensagens de CAIO FÁBIO, não por causa de sua pessoa, e sim, pelo fato de constantemente usar palavras que costumamos chamar de " baixo calão", palavras que realmente Jesus Cristo e os apostolos não usariam em suas pregações. E é justamente o apostolo Paulo que nos exorta dizendo " Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamete a que for boa para edificação, conforme a necessidade,e, assim, transmita graça aos que ouvem Ef 4.29 ". O termo torpe usado por Paulo significa corrompido (do grego sarprós), e, indica toda palavra ou conversa que em si seja prejudicial, desvirtue ou ofenda os ouvidos de quem a recebe; e, isto envolve desde palavrões, mentiras, até a maledicência. É possivel discordar, criticar, denunciar alguém, alguma coisa ou instituiçaõ, porém, deve ser feito de forma cristã, com uso de palavras que promova a edificação e graça como nos diz as Escrituras. 
De certa forma a impressão que tenho, e que Caio Fábio faz questão de passar a imagem de " um homem amargurado, irado, e decepcionado, talvés com alguém ou alguns, que não lhe estenderam a mãos quando ele mais precisou ". As vezes não reconheço o Caio Fábio que aparece na tela . Independentemente das frustrações que experimentamos na vida cristã e ministerial, temos que ser maduros e continuar agindo, vivendo e falando como verdadeiros cristãos.
Finalizo minhas palavras pedindo ao " Principe dos Pregadores Brasileiros " que não deixe a mágoa, e o rancor guiar suas palavras. Seja pra igreja brasileira o que sempre desejou ser, foi e é " um canal de benção ". Pois, meu desejo é que meus filhos, John Wesley, 12, e Caio Fábio, 4, que já diz que vai ser pastor possa ouvi-lo e assisti-lo na certeza de que vai aprender o evangelho, e também palavras edificantes.
Quanto as palavras torpes que não é licito mencionar, que tem sido utilizadas por este servo de Deus, eu exclamo, " ASSIM NÃO CAIO FÁBIO!".

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Idolatria evangélica: Conheça a Santa Paula Valadão

Sempre dou aquela passadinha básica em outros blogs e sites. Faço questão de ler alguns posts, deixar meu comentário e assim aprender sempre mais. Bom, porém, fiquei espantado ao saber da canonização evangelica realizada por um grupo de jovens que revelando falta de maturidade e obediência as Escrituras Sagradas louvam a " Santa Paula Valadão ".  

Se não houvesse precedentes na cultura evangelica brasileira, eu diria, " só faltava essa ! ".

Eis, o louvor na integra:



O mais triste de tudo é que são alunos do centro de formação de missionários e pastores do ministério Diante do Trono. Isso significa que não aprenderam (ou não lhes foi ensinado) nem o básico mais básico da doutrina cristã: que toda a honra e a glória pertence a Deus, não a homem ou mulher algum.

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Link Youtube caso deseje ouvir a música http://www.youtube.com/watch?v=-sPP9aKIwZY&feature=player_embedded

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Meu parecer sobre: Deus e a catástrofe no Japão

 Por 
Taciano Cassimiro

Depois da catástrofe no Japão do dia 11 de Março muitos pastores passaram a discutir se “ Deus causou ou não o terremoto, consequentemente, o Tsunami e as mortes”. Nomes como o do teólogo reformado ,John Piper , e Brian Mclaren, ocuparam as principais paginas. Quanto a Ricardo Gondim, dispensarei comentário, pois, o Deus de Gondim, e suas relações com o Cosmo não está na Bíblia, é um Deus inventando.


Voltando e indo direto ao assunto. Será mesmo que Deus causou o terremoto no Japão? Se a resposta for ,sim, logo, Deus é o autor da tragédia, e das mortes. Então, como falar para as vitimas que sobreviveram da tragédia, e que perderam parentes e bens. Que Deus causou tudo, e mesmo assim continua os amando? 


Se a resposta for “ Deus não causou o terremoto no Japão “, tudo foi obra da natureza, das leis naturais como prova de que ““....Deus cria espaço e tempo para um universo ser, tornar-se, a desdobrar-se em sua própria história, sua própria evolução...” como afirma Mclaren. Isso, não implicaria de alguma forma na soberania de Deus, deixando-nos a convicção de que Deus não controla, não determina, e que sua soberania embora seja real, é limitada, e  os acontecimentos no Japão estão dentro desse limite estabelecido por Ele mesmo?


É com esta tensão que Piper e Mclaren dão respostas, algumas simples demais, outras filosóficas em excesso, porém, sempre com o intuito de ser o mais bíblico possível. Ao analisar as argumentações de ambos, é possível voltar no tempo, e suscitar nomes como o de Agostinho, Pelágio,  M.Lutero, Calvino, Armínio, os remonstrantes e Charles Spurgeon . A verdade é que, tentar harmonizar a soberania de Deus com tudo que acontece, bom e mal, vida e morte, e tragédia como a do Japão sempre foi um grande desafio da teologia.


Sou teólogo reformado, meu blog é “ Teologia Reformada “. Mais, isto não significa dizer que tenho, ou que a teologia reformada tenha resposta satisfatória pra todos. Mesmo assim, afirmo que creio nas grandes doutrinas da graça, principalmente, na doutrina da predestinação, e na soberania de Deus na história humana. Embora minha resposta pareça evasiva quanto ao titulo da postagem se “ Deus é ou não o causador do terremoto no Japão “,  vos afirmo que creio “ No Deus Todo-Poderoso, que governa e controla todas as coisas, e que todos os fatos que aconteceram, que estão acontecendo, e que ainda acontecerão, não escapam de seu conhecimento, de seus propósitos e tudo contribui para sua glória. E que as leis naturais, não são independentes de Deus, e ainda que eu não consiga entender o porque de muitas coisas, prefiro acreditar em um Deus com estes atributos e revelado dessa forma pelas Escrituras,do QUER, supor ou acreditar em um Deus que é pego de surpresa a todo instante, necessitando agir, de acordo com os acontecimentos do dia, sendo refém da historia, da natureza e de nós seres humanos super limitados”.


Deixemos Deus ser Deus. E façamos o que nos convém fazer em Cristo e com Cristo: promover a paz, amor e esperança, pra tantos, que todos os dias estão sofrendo os mais diversos infortúnios, e não raro, ocupamos o nosso tempo tentando explicar os “ mistérios de Deus “, ao invés de demonstrarmos que somos de Deus, por meio das boas obras que provem de um coração com Cristo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

LIÇÕES QUE NOS VEM DE NEEMIAS

Por Taciano Cassimiro

  Texto: Neemias 1. 1 – 4 
( sugerimos a leitura de todo livro )
Reflexão
A Alemanha teve Martinho Lutero ( 1483-1546 ),  a Suíça, Zwinglio ( 1484-1531 ) e Calvino ( 1509-1564), Escócia, John Knox ( 1514-1572 ) e a Inglaterra no período da Segunda Grande Guerra Mundial contou com Winston Churchill ( 1874—1965). 


Todos estes foram grandes homens, e ajudaram seus países a superarem suas crises, a ponto de transformar a história de suas nações para sempre, e deixar um grande legado.
Alguns impérios dominaram e ultrajaram o povo de Deus no Antigo e Novo Testamento, a saber: O Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma.

No período Persa surgiu o judeu, Neemias, ( Javé Conforta ), copeiro de ARTAXERXES (Artaxerxes Longimanus), grande homem, servo e audacioso, que mudaria a história do seu povo. Neemias liderou um grupo que voltou do CATIVEIRO para Jerusalém, onde foi governador e realizou reformas. Foi um homem de habilidade, coragem e ação. Em tudo dependia de Deus, aquém constantemente recorria em oração.

As mudanças promovidas por Neemias contêm elementos espirituais, morais e vivenciais, e que devem ser aplicadas por nós, em nossas vidas e, em nossos ministérios.


Vejamos algumas “ lições que nos vem de Neemias “:


       1  .  Neemias era sensível a realidade de seu povo
Ao saber das condições que Jerusalém se encontrava, Neemias, “ lamenta e chora “. Sua sensibilidade lhe permitiu conhecer melhor o problema de sua nação, de seu povo. Sua sensibilidade não é meramente contemplativa, é quebrantadora e o conduz a ação.  Agora ele está disposto a trabalhar em benefício do seu povo.


Em nossos ministérios precisamos ser sensíveis a realidade de nosso povo, precisamos chorar e agir sob a ação do Espírito Santo.


É necessário ser sensível a voz do Espírito de Deus.

        2.      Neemias como um exemplo de piedade
Neemias era um homem piedoso “ ele orava e jejuava “. 


Diante da:

Dificuldade, Neemias orava 1.4
Consciência de pecado, Neemias orava 1.6-9
Afrontas e desprezo dos inimigos, Neemias orava 4.4
Em momento de fraqueza, ele orava 6.9

Grandes homens na história influenciaram vidas mediante a sua piedade, a saber: John Knox ( 1514-1572 )na Escócia e, Evans Roberts ( 1878–1951 ) no Pais de Gales , que, com oração, e entrega total a Deus presenciou um grande avivamento.


Nossos ministérios precisam ter a marca da oração, precisamos orar em todas as circunstancias. Não podemos esquecer o velho e bom conselho paulino “ Orai cem cessar “.


       3.      Neemias não perdeu a consciência de pecado ( hoje perdida POR MUITOS ) 

Neemias reconhece sua pecaminosidade, e por isso, se confessa, e  faz o mesmo em nome do seu povo 1.6-9.

Com este entendimento, Joseph Alleine (1634-1668) pastor puritano, insta seu público a meditar sobre o “número”, “gravidade”, “deformidade”, e “torpeza” de seus pecados.

Neemias sabia que antes da reedificação dos muros, era preciso o acerto com Deus e sua aliança. Era preciso a remoção dos entulhos. Não haveria reedificação sem confissão, sem arrependimento, sem mudança de atitude e mente.
Em nossos ministérios é preciso à remoção de entulhos.

 Horatius Bonar, em seu livro “ Recados para os Ganhadores de Alma “. Chama de castas ( pecados, vícios e todas as coisas que não agrada a Deus ) e que devem ser retiradas de nós.

        4.      Neemias foi um homem de ação
Neemias sabia que precisaria do apoio e do envolvimento do povo para reedificação. Por isso:
·         Convoca o povo
·         Estimula o povo
·         Mexe com o orgulho do povo, pois, o mesmo encontrava-se ferido.

Neemias era homem sábio, e por isso entende que não poderia fazer tudo sozinho, ele precisava do povo.

Sir Winston Churchill ( 1874—1965) foi um político, estadista, escritor, jornalista, orador e historiador britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi primeiro-ministro por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Ele é o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e o primeiro Cidadão Honorário dos Estados Unidos. Nos momentos de dificuldades, quando parecia que os inimigos alemães iriam vencer os ingleses, ele convocava, estimulava e mexia com o orgulho do SEU POVO, para resistirem, lutarem e assim vencer os inimigos. 

Churchill era um homem de ação.

Neemias era um homem de ação

Os missionários, pastores, presbíteros e diáconos devem ser homens de ação. Se quisermos crescimento, se desejamos uma comunidade forte, é preciso agir, e agir sob a ação e poder de Deus.


Neemias ainda fala, ouçamos sua voz e sigamos seu exemplo de:
Sensibilidade, piedade, consciência de pecado e ação.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Dispensacionalismo

ORIGEM E DIVULGAÇÃO

O movimento chamado de dispensacionalismo surgiu em meados do século passado na Inglaterra, através do grupo que levou o nome de Irmãos ou Irmãos de Plymouth, por ter nesta cidade seu quartel general. Seu principal expoente foi John Nelson Darby (1800-1882), um irlandês que, insatisfeito com a Igreja Anglicana, da qual era ministro (cura), juntou-se ao grupo dos Irmãos em 1827. Por volta de 1830 Darby já era o principal líder dos Irmãos, dada a sua capacidade de organização e a sua proficiência em escrever. 

I.  Características Principais Desse Grupo:

a) Ênfase dada às reuniões semanais de estudo bíblicos e celebração da Ceia do Senhor, associada a um desprezo por qualquer tipo de organização denominacional ou forma de culto. Os Irmãos rejeitavam qualquer sistema clerical ou de classe ministerial, insistindo que estavam regressando à forma simples de culto e governo eclesiástico dos apóstolos. 

b) Embora não fosse o tema principal no começo, não tardou para que a doutrina da volta de Cristo ocupasse o centro dos estudos e, com ela, surgisse com grande ímpeto o desenvolvimento de um novo modelo de interpretação bíblica. Darby e seus seguidores passaram a alardear que haviam “redescoberto verdades” que foram desconhecidas ao longo de toda a história, desde os dias apostólicos, as quais teriam ficado à margem do ensino tradicional do Cristianismo histórico. Fazia parte desse novo modelo àquilo que passou a ser chamado até hoje, nos círculos dispensacionalistas, de “interpretação literal das profecias” e de que devemos também nos ocupar neste trabalho. 

II. A Propagação em Relação ao Dispensacionalismo:

Esse novo modo de interpretação bíblica, especialmente de profecias, ganhou popularidade rapidamente nos círculos evangélicos, graças ao grande trabalho de divulgação que dele foi feito pelo próprio Darby e por seus seguidores, e graças, principalmente, ao grande volume de livros, panfletos e artigos sobre o assunto que foram, desde então, escritos e ainda continuam sendo. Grandes movimentos, como o das Conferências Evangelísticas de Dwight L. Moody, eram virtualmente controlados por dispensacionalistas. A escola fundada por Moody, que passou a chamar-se Instituto Bíblico Moody, assim como diversas outras escolas teológicas, como o atual Seminário Teológico de Dallas, passaram a ser verdadeiros centros de doutrinação dispensacionalistas, nos Estados Unidos. 

O mesmo se dá hoje no Brasil, especialmente com os institutos bíblicos chamados de interdenominacionais, de modo geral. Outro fator que muito contribuiu para a difusão do pensamento dispensacionalistas foi à publicação da chamada Bíblia de Referência de Scofield, em 1909, a qual já vendeu mais de dois milhões de cópias desde então. A Bíblia de Scofield ou, mais corretamente, a Bíblia de Referência de Scofield é, na verdade, uma edição da Versão King James, com anotações feitas por Scofield, na linha de interpretação dispensacionalistas.

William E. Cox afirma que “o pai do dispensacionalismo, Darby, assim como seus ensinos, provavelmente não seriam conhecidos hoje, não fosse por seu devoto seguidor, Scofield”.

Cyrus Ingerson Scofield (1843 - 1921) nasceu nos Estados Unidos (morreu aos 78 anos) e foi, até sua conversão em 1879 (36 anos), advogado e político. Três anos após sua conversão foi ordenado ministro congregacional, sem qualquer formação teológica, e foi assim, sem formação teológica, que escreveu sua Bíblia de Referência. 

Os estudiosos e historiadores do Cristianismo são unânimes em afirmar que a Bíblia de Scofield trouxe benefícios de uma certa ordem, pois estimulou o interesse pelo estudo bíblico e o respeito pela autoridade da Palavra de Deus, numa época em que a Alta Crítica e a teologia liberal atacavam o Livro Sagrado. Scofield era, de qualquer forma, um conservador, no sentido em que acreditava na inspiração e na inerrância da Bíblia. Mas não resta dúvidas de que trouxe também seríssimos prejuízos à Igreja de Cristo, na medida em que, desviando-se da linha histórica de interpretação bíblica, popularizou e erigiu à posição de quase dogma, em muitos círculos cristãos, uma hermenêutica falha e um conceito falso a respeito do modo de Deus tratar com os homens, a respeito da salvação e, especialmente, a respeito da Igreja de Cristo.

III. O Dispensacionalismo Não Está Ligado a UM Grupo em Particular:

O Dispensacionalismo não se constitui propriamente numa denominação e, embora tenha surgido com os Irmãos, que são hoje um pequeno grupo, não se restringe a eles nem a qualquer denominação, em particular. Há dispensacionalistas hoje em, praticamente, todos os ramos do Protestantismo e até naqueles onde a sua presença representa uma negação de certos princípios doutrinários distintivos, como no caso do Presbiterianismo, por contraditório que possa parecer. 

Acreditamos que não há presbiterianos dispensacionalistas, mas certamente há dispensacionalistas presbiterianos. No primeiro caso estamos usando a palavra “presbiteriano” com conotação teológica e, no segundo, com conotação denominacional. 

IMPORTANTE: O Dispensacionalismo tem sido geralmente, confundido com o Pré-milenismo, mas não são a mesma coisa. Todo dispensacionalista é, necessariamente, pré-milenista, mas nem todo pré-milenista é necessariamente dispensacionalista.
É preciso dizer, também, que há pelo menos Três Tipos de Dispensacionalismo, com marcantes diferenças entre si:

1. Ultra-Dispensacionalismo, desenvolvido por E. W. Bullinger (1837-1913), que faz distinção entre a “Igreja Apostólica Pentecostal” do livro de Atos e a “Igreja-Mistério Paulina”, das Epístolas da Prisão, que ele chama de “igreja corpo” e “igreja noiva”, respectivamente. Bullinger ainda faz distinção entre essas duas igrejas e a de Mateus 16, que Jesus chamou de “minha igreja” e que, segundo ele, será uma igreja judaica remanescente no futuro. O ultra-dispensacionalismo é, segundo Allis, o método levado ao extremo ou às suas últimas conseqüências. OBS: Para Bullinger há três tipos de igrejas.

2. Dispensacionalismo Clássico: é representado por C. I. Scofield e por Lewis S. Chafer, fundador do Seminário de Dallas, e segundo o qual o plano de Deus para com Israel é puramente terreno e para com a Igreja, celestial; há dois modos de salvação (obras no VT e fé no NT) e, segundo Chafer, dois Novos Pactos. Este foi o tipo de dispensacionalismo que prevaleceu desde o século passado até meados deste (1800 a 1950).

3. Neo-Dispensacionalismo: é agora defendido por homens como Charles C. Ryrie, John F. Walvoord e J. Dwight Pentecost, segundo o qual Israel e a Igreja se ajuntarão após o milênio; há um só modo de salvação em ambos os Testamentos (fé) e um só Pacto. É a linha atual do Seminário de Dallas. 

IV. As Sete (oito) Dispensações:

Aliás, vem daí, desse ensino, o termo “dispensacionalismo” pelo qual o sistema é conhecido. Embora a palavra “dispensação” signifique literalmente “administração” ou “mordomia” derivada de – oikonomia Ef. 3:2), ela é empregada pelos dispensacionalistas para designar:

“Um período de tempo durante o qual o homem é testado quanto à sua obediência a alguma revelação específica da vontade de Deus”, segundo a própria definição de Scofield (que é a mesma do “Dicionário Aurélio”). É dito que cada uma dessas dispensações termina com o fracasso humano e o inevitável juízo de Deus. Diz Scofield: 

Esses períodos se distinguem nas Escrituras por uma mudança no método divino de tratar a humanidade, ou parte dela, no que se refere a estas duas grandes verdades: pecado e responsabilidade humana. Cada Dispensação pode ser considerada como uma prova para o homem natural e termina sempre em juízo, demonstrando assim o seu completo fracasso. Cinco dessas dispensações, ou períodos de tempo, já se consumaram. Estamos vivendo na sexta, cujo término, segundo tudo faz crer, está para breve. A sétima, ou a última, ficará para o futuro - É o Milênio.
 
V. As Chamadas Dispensações São as Seguintes:
 
1ª) Da Inocência, que começou com a criação de Adão, e terminou com a sua expulsão do Éden;
2ª) Da Consciência, que começou com a expulsão do Jardim (consciência do bem e do mal) e terminou com o dilúvio;
3ª) Do Governo Humano, que começou com o dilúvio e terminou com a confusão das línguas;
4ª) Da Promessa, que começou com Abraão e terminou com a escravidão no Egito;
5ª) Da Lei, que começou no Sinai e terminou com a expulsão de Israel e Judá da terra de Canaã;
6ª) Da Graça, a atual, que começou com a morte de Cristo e terminará com o arrebatamento da Igreja;
7ª) Do Reino, que começará com a Segunda Vinda de Cristo e terminará com o juízo do Grande Trono Branco - é também chamada de Dispensação do Milênio.

VI. A Hermenêutica Dispensacionalista:

a) Em Relação à Salvação Durante os Períodos: Vetero e Neo-Testamentário:

Este é um dos pontos mais delicados do sistema dispensacionalista e aquele em que tem havido mais hesitação e duplicidade. Embora neguem que o sistema ensine a salvação à parte da fé, não se pode deixar de entender isso nas declarações de seus expositores, pelo menos os do dispensacionalismo clássico. Há até quem alegue que as sete dispensações acabam criando sete diferentes planos de salvação. A rígida distinção entre Israel e Igreja e lei e graça leva o dispensacionalista a conclusões indesejáveis, mas inevitáveis, no que diz respeito ao modo de salvação. 

Embora dispensacionalistas atuais reclamem que os críticos desse sistema são injustos ao atribuir-lhe dois diferentes modos de salvação, como na seguinte citação de Ryrie feita por Gunn, segundo a qual “nem os mais antigos nem os mais novos dispensacionalistas ensinam dois modos de salvação, e não é justo tentar fazê-los ensinar assim repetimos:- não se pode entender de outra forma as palavras de L. S. Chafer, (Ryrie foi aluno de Chafer no Seminário de Dallas) que passamos a citar”: 

Deve-se observar aqui uma distinção entre os homens justos do Velho Testamento e os justificados de acordo com o Novo Testamento. De acordo com o Velho Testamento, os homens eram justos porque eram verdadeiros e fiéis na guarda da Lei Mosaica. Os homens eram, portanto, justos por causa de suas próprias obras para com Deus, ao passo que a justificação do Novo Testamento é a obra de Deus para com o homem, em resposta à fé (Rom. 5: 1).
 
Os ensinos do reino, como a Lei de Moisés, são baseados em um pacto de obras. Os ensinos da graça, por outro lado, são baseados num pacto de fé. Em um dos casos, a justiça é requerida; no outro, ela é provida, quer imputada e comunicada ou, então, operada interiormente (infundida). Uma é uma bênção a ser conferida por causa de uma vida perfeita, a outra é uma vida a ser vivida por causa de uma bênção perfeita já recebida.
Bem antes de Chafer, Scofield já havia escrito em sua “Bíblia Anotada” as seguintes palavras: “Como uma dispensação, a graça começa com a morte e ressurreição de Cristo. O ponto de teste não é mais a obediência legal como à condição de salvação, mas a aceitação ou rejeição de Cristo, com as boas obras como fruto da salvação”. 

A dedução lógica extraída desta afirmação é de que, antes da “Graça” as pessoas eram salvas pela obediência à lei, mas agora, pela aceitação de Cristo. A expressão “não é mais” indica que antes o era, no entender de Scofield. 

Perguntas Para os Dispensacionalistas:

1. Se a salvação era alcançada através da obediência a Lei, e muitos foram salvos por obedecer a Lei, qual a necessidade de haver uma nova dispensação? E outra, qual a necessidade da vinda de Cristo?
2. Se o homem no seu estado original, ou seja, no seu estado perfeito pecou, qual sentido faz esse homem caído continuar a ser testado? (Pois não é este o propósito das dispensações?)

3. É certo que alguns dispensacionalistas já admitem que os crentes do V.T., foram salvos pela Graça. Mas, isto não seria contraditório, já que a Graça segundo eles mesmos só aparecem a partir do N.T.?

4. Na concepção Reformada todos os salvos, em todas as Épocas, quer passada, presente ou futura, são somente em Cristo (Lc.24: 13-35). No V.T., os sacrifícios já representavam Cristo. Em nenhum lugar das Escrituras fala de alguém que foi salvo porque cumpriu com a Lei. Isto significa que a para alguém ser salvo, necessariamente houve a Graça por parte de Deus, assim também, hoje ainda há a Lei de Deus.

b) O Conceito de Israel e Igreja:

1. O texto de I Cor. 10: 32 diz: “Não vos torneis causa de tropeço nem para judeu, nem para gentios, nem tão pouco para a igreja de Deus”.

A simples menção de três grupos aí é suficiente para um dispensacionalista concluir que a própria Bíblia divide a humanidade em três partes distintas e se dirige a essas partes (grupos) separadamente, de maneira sistemática, e que esse texto fornece a “chave para todo estudo e interpretação da Bíblia”. 

“Manejar bem a palavra da verdade” (II Tim. 2:5), conforme a interpretação dispensacionalista, é estudar a Bíblia desta maneira, dispensacionalmente. M. R. DeHaan, um pregador de rádio que muito contribuiu para a divulgação desse sistema nos Estados Unidos, relacionou MANEJAR com Cortar de Maneira Correta, e relacionou o termo aos sacrifícios do Antigo Testamento.
:
Quando o ofertante trazia um cordeiro ou outro sacrifício qualquer, o mesmo era dividido em três partes (exceto no caso da oferta queimada, que era posta inteira sobre o altar). Uma parte era oferecida a Deus, outra parte era oferecida àquele que trouxera a oferta, enquanto que a terceira partilha cabia ao sacerdote. É dessa prática que foi emprestada a expressão “que maneja bem”. Significa simplesmente, dar a cada qual o que lhe pertence de direito. Ora, no estudo da Bíblia você deve ser muito cauteloso em dar à Igreja aquilo que pertence ao Corpo de Cristo, a Israel aquilo que pertence a Israel, e aos gentios aquilo que pertence aos gentios. Assim como o sacrifício era dividido ou cortado em três partes, também a Bíblia informa-nos que existem três espécies de povos neste mundo na presente dispensação.

Analisando esse sistema de interpretação, William E. Cox diz que alguém que tomasse cada versículo da Bíblia e o atribuísse a uma dessas três categorias - judeu gentio e cristão, e publicasse a Bíblia em três seções separadas, estaria prestando um serviço valioso, se esse fosse o método correto de se manejar (dividir) bem a Palavra de Deus.

INFELIZMENTE, noto que todos os livros de Historia da Igreja, relatam o inicio da Igreja a partir do livro de Atos, ou seja, após o Pentecostes. Todavia, na concepção Reformada a Igreja é fruto desde a criação. Isso não significa que todos os autores são dispensacionalistas, mas, penso que os mesmos deveriam trazer pelo menos uma nota de roda pé, mostrando a concepção reformada em relação à concepção que a mesma tem do inicio da Igreja.

__________________________
Rev. José Roberto de Souza é Pastor da Igreja Presbiteriana do Ibura, Recife/PE; Professor e Coord. do Departamento de História da Igreja no Seminário Presbiteriano do Norte (SPN); Especialista em História da Religião e da Arte (UFRPE); Mestrando em Teologia e História.

Extraído do site:
http://www.eleitosdedeus.org/dispensacionalismo/dispensacionalismo-jose-roberto.html#IDComment138885566#ixzz1IK1IqMdn

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