quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O BARRIL E A ESMOLA

                             
Zombavam de Diógenes. Além de morar num barril, volta em meia era vista pedindo esmolas ás estátuas. Cegas por serem estátuas, eram duplamente cegas porque não tinham olhos – uma das características da estatuária grega. (...)

Perguntaram a Diógenes por que pedia Esmolas ás estátuas inanimadas, de olhos vazios. Ele respondia que estava se habituando á recusa. Pedindo á quem não o via nem o sentia, ele nem ficava aborrecido pelo fato de não ser atendido.

É mais ou menos uma imagem que pode ser usada para definir as relações entre a sociedade e o poder. Tal como as estátuas gregas, o poder tem os olhos vazados, só olha pra dentro de si mesmo, de seus interesses de continuidades e de mais poder.

A sociedade, em linhas gerais, não chega a morar num barril. Uma pequena minoria mora em coisa mais substancial. A maioria mora em espaços um pouco maiores do que um barril. E há gente que nem consegue um barril para mora, fica mesmo embaixo da ponte ou por cima das calçadas.

Morando em coisa melhor, igual ou pior do que um barril, a sociedade tem necessidade de pedir não exatamente esmolas ao poder, mas medidas de segurança, emprego, saúde e educação. Dispõe de vários canais para isso, mas, na etapa final, todos se resumem numa estátua fria, de olhos que nem estão fechados: estão vazios. (...)
   
Carlos Heitor Cony 
Folha de São Paulo, 5 Janeiro 2000                                                                                                                                                                                                                           
                        
                                                                                                                         

sábado, 6 de agosto de 2011

"Humor Evangelico" não tem nada de Evangelho

Por 
Taciano Cassimiro
Nos últimos tempos tem se proliferado na Internet blogs e Sites que fazem uso do chamado " Humor Evangelico ". Entres os principais alvos figuram nomes como o do Pastor Silas Malafaia, Valdemiro Santiago, Edir Macedo e João Batista. Também, ministérios são alvos de ataques como Diante do Trono,Igreja Batista da Alagoinha entre tantos outros. 

Recentemente lí uma materia sobre uma ex-garota de programa e atriz porno, que agora é evangelica. O autor do artigo de forma " humoristica" termina com as guintes palavras " É como eu disse antes: a água do estúdio da plaboy é "benta", quem passa por ali, dá uns cinco  anos, vira crente. "Que no meu entendimento é de um mal gosto e infelicidade terrivel. 

O artigo suscita os mais variados tipos de comentários, julgamentos e questionamentos, na verdade, a ex-garota de programa é julgada e questionada por pessoas, que assim como ela, acreditam terem sido "Lavadas pelo Sangue de Cristo". Em nenhum momento ela é questionada ou acusada de heresia, mas, sim, pelo seu passado e, por agora ser pastora ( não vejo como correto a ordenação de pastora ). No meu entender isso é lamentavel.

Não concordo com os posicionamentos de Silas Malafaia, e vejo que ele vem pisando na bola a muito tempo. Valdemiro, Batista, Edir, Diante do Trono e outros, assim como eu, devemos ser avaliados, questionados e exortados se for o caso, pela Palavra de Deus, de forma cristã, de maneira evangelica, da forma certa.
O humor evangelico representado por tantos meios de comunicação, não tem nada de evangelho. Só serve na verdade pra escarnecer, não só pessoas, mas, o próprio evangelho.
Tenho certeza que Jesus Cristo, Pedro e Paulo, JAMAIS, combateriam o erro de certa forma. Minha opinião é que precisamos voltar a fonte, criticar com base na fonte, sugerir mudanças com base na fonte, e esta fonte é a Palavra de Deus. E com base nesta fonte os apostolos e reformadores transformaram seus contextos. Porque não fazer o mesmo?
Humor evangelico não é evangelho, não se parece com evangelho, não tem cheiro de evangelho. E não ajuda a igreja a resolver seus problemas. Portanto, tenhamos cuidado com estas coisas. Sigamos a verdade, combatamos o erro COM A VERDADE DA PALAVRA DE DEUS.
Sempre acreditei que " O que a Palavra de Deus não fazer, nada mais o faz. Se ela não convencer o homem do erro, nada mais o convecerá".

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Horatio Gates Spafford

Horatio Gates Spafford


Foi um advogado americano, ficando conhecido pela autoria do hino cristão It Is Well With My Soul, após uma tragédia em que quatro de suas flhas morreram em um acidente de navio, além de fundar a Colônia Americana, atualmente um bairro de Jerusalém.

Em 8 de outubro de 1871, o Grande incêndio de Chicago devastou a cidade. Horatio era um advogado de sucesso em Chicago,[2] que havia investido fortemente no mercado imobiliário. O incêndio destruiu quase todas as suas posses adquiridas com seu trabalho.

Dois anos depois, em 1873, Spafford decidiu que sua família iria passar as férias em algum lugar da Europa, e escolheu a Inglaterra, sabendo que seu amigo D. L. Moody estaria pregando na região durante aquele outono. A necessidade de cuidar de seus negócios o fez levar sua família a viajar primeiro: sua esposa (Anna Tubena Larsen) e suas quatro filhas Anna (Annie), Margaret (Maggie), Elizabeth (Bessie), and Tanetta.

Em 21 de novembro de 1873, enquanto elas atravessavam o Atlântico no navio a vapor Ville du Havre, o navio foi atingido por uma embarcação de ferro[3] levando o Ville du Havre a pique e tirando a vida de 226 pessoas, incluindo todas as suas filhas. Spafford recebeu a fatídica notícia quando sua esposa (que sobreviveu à tragédia), ao chegar a salvo à Inglaterra, enviou o famoso telegrama com a mensagem "Saved alone" ("salva sozinha", indicando assim que havia sido a única sobrevivente da família).[4] Spafford então viajou à Inglaterra, passando pelo local da morte de suas filhas. De acordo com Bertha Spafford (filha nascida após a tragédia), o famoso hino "It Is Well with My Soul" teve sua letra composta durante esta viagem.

O manuscrito original[5] possui apenas quatro versos, mas a filha de Horatio afirma que o quarto verso foi adicionado depois, e que a linha final foi ligeiramente modificada.[6] A melodia, escrita por Philip Bliss, foi intitulada Villa du Havre, o mesmo nome do navio do acidente.
Veja abaixo uma das versões em português, as quais ainda transmitem o sentimento de Horatio Spafford.

Sou Feliz

Se paz a mais doce me deres gozar, Se dor a mais forte sofrer, Oh! Seja o que for, tu me fazes saber Que feliz com Jesus sempre sou!

Coro: Sou feliz com Jesus, Sou feliz com Jesus, meu Senhor!

Embora me assalte o cruel Satanás E ataque com vis tentações; Oh! Certo eu estou, apesar de aflições, Que feliz eu serei com Jesus!

Meu triste pecado, por meu Salvador Foi pago de um modo cabal! Valeu-me o Senhor! Oh! Mercê sem igual! Sou feliz, graças dou a Jesus!

A vinda eu anseio do meu Salvador! Em breve virá me levar Ao céu, onde eu vou para sempre morar Com remidos na luz do Senhor!

Após o naufrágio do Ville du Havre, Anna deu à luz mais duas flhas e um filho. Em 11 de fevereiro de 1880, seu único filho, também chamado Horatio, morreu com quatro anos de idade, por escarlatina. Em agosto de 1881, os Spafford rumaram a Jerusalem liderando um grupo de treze adutos e três crianças, para fundar uma sociedade utópica nomeada Colônia Americana. Membros da colônia, juntos com cristãos suecos que posteriormente se uniram a eles, iniciaram um trabalho filantrópico entre o povo de Jerusalém, independentemente de religião, sem proselitismo. Com isso ganharam a confiança de comunidades muçulmanas, judias e cristãs do local. Durante e logo após a Primeira Guerra Mundial, a Colônia Americana (localizada na área da frente oriental da guerra) teve um papel fundamental no apoio a estas comunidades, trabalhando em hospitais, orfanatos e preparando refeições, dentre outras obras de caridade.[7]

Spafford faleceu em 16 de outubro de 1888, por malária, tendo sido enterrado em Jerusalém.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Religião na Noruega

A Noruega tem uma Igreja Estatal Protestante oficial, baseada na religião luterana evangélica. Apesar de não existir separação entre a Igreja e o Estado, todos os habitantes têm o direito de praticar a sua religião livremente de acordo com uma emenda à Constituição datada de 1964. Nove em cada dez cidadãos de etnia norueguesa são membros da Igreja Estatal da Noruega.

A expressão religiosa norueguesa é em grande medida privada. Apesar de a maioria dos indivíduos declarar que a religião é importante para eles, este facto não é geralmente expresso através de uma participação religiosa activa em comunidades organizadas. Enquanto cerca de 88% da população pertence à Igreja da Noruega, apenas 10% frequenta os serviços religiosos ou outras reuniões relacionadas com o Cristianismo mais do que uma vez por mês.

Cerca de 5,9% da população é membro de outras comunidades religiosas, ao passo que 6,2% não pertence a qualquer comunidade religiosa. As maiores comunidades religiosas e de postura de vida fora da Igreja da Noruega são o Movimento Humanista, representado pela Associação Humanista Norueguesa (63 000), o Islamismo (60 000), o Movimento de Pentecostes (45 000), a Igreja Católica (40 000 ou mais), a igreja livre luterana evangélica (20 000), os Metodistas (13 000) e diversas igrejas livres de menor dimensão.

A conversão da Noruega ao Cristianismo teve início em cerca de 1000 e foi um resultado do contacto com a Europa cristã através de uma combinação de laços comerciais e de incursões viquingues. As actividades missionárias realizadas pela igreja anglo-saxónica, assim como a partir da Alemanha e da Dinamarca, ajudaram igualmente o Cristianismo a ganhar proeminência sobre os deuses da mitologia nórdica tradicional e o culto da natureza Sámi.

A Noruega cristã pertenceu à Igreja Católica até à Reforma de 1537. Uma proibição da pregação por leigos foi levantada em 1842, dando origem a diversos movimentos religiosos livres e a uma forte organização leiga no âmbito da Igreja da Noruega. Como resultado, a sociedade religiosa norueguesa tornou-se estreitamente associada a uma interpretação cristã conservadora e a um activo movimento missionário.

Fonte: Enciclopédia Norueguesa de Aschehoug e Gyldendal / Einar Molland / Haakon Flottorp

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A LOUCURA DA PREGAÇÃO

Introdução:           
Recentemente li um artigo sobre o Ministério da Pregação onde o autor, Paulo R. B. Anglada, professor de Grego e Hermenêutica, sugere algumas razões para o declínio da pregação nos dias atuais. Uma delas, que penso ser a principal, é a própria concepção moderda de pregação.
Hoje a pregação é, muitas vezes, encarada como atividade meramente humana e pouco relevante, cuja eficácia depende fundamentalmente das habilidades naturais ou capacidade do pregador.
No texto bíblico lido encontramos características que bem distinguem a verdadeira pregação bíblica. Aproveitando as próprias palavras do apóstolo, intitulo este sermão "A Loucura da Pregação". Espero com esta reflexão que os alunos de Homilética se convençam de que pregar é a principal tarefa para a qual um pastor é chamado e se consagem a dedicar o melhor de seus esforços em cumprir bem esta gloriosa incumbência.
Há verdadeira pregação bíblica quando:

 1º) O PREGADOR SE CONSTITUI NUM ARAUTO DE DEUS (v. 21)
Aprouve a Deus salvar o homem pela loucura da pregação. A palavra "pregação" usada pelo apóstolo neste texto deriva do termo grego keryx, "arauto". A pregação é o exercício do trabalho do arauto do Rei do Universo!
Em que consiste o trabalho de um arauto? Consiste em tornar conhecida a vontade do seu Senhor, em anunciar Suas Palavras, em proclamar em voz alta Suas Sentenças.
Em 2:4 o apóstolo Paulo testifica que sua proclamação não se constituía de "palavras persuasivas de sabedoria" e nem em "sabedoria de homens". A verdadeira pregação é nada mais do que a proclamação da vontade de Deus aos homens. Assim, o pregador é alguém sempre preocupado em saber o que Deus quer fazê-lo transmitir.
ilustração: Sei de um grande pregador cujo primeiro passo antes de preparar seus sermões é se dirigir ao local onde costuma orar, munido da Bíblia e de um bloco de notas. Ali ele presta culto ao Senhor, ora e ouve o Senhor. Ele testifica que muitas vezes inicia sem nenhuma idéia do que irá pregar, mas que sai já consciente do que o Senhor quer falar ao Seu povo.
aplicação: Se Deus o chamou para desempenhar o ministério da pregação, então entenda que seu trabalho nada mais é do que ser arauto de Deus. Tenha sempre ouvidos para ouvir os recados do Senhor e a boca sempre pronta a proferir Sua Palavra.
transição: Esta é a primeira característica da verdadeira pregação: proferida por um arauto. Mas o texto bíblico ainda nos ajuda a entender uma segunda verdade.

2º) O PREGADOR É CAPACITADO PELO ESPÍRITO DE DEUS (2:4)
Neste texto o apóstolo Paulo resume sua pregação em "demonstração do Espírito e de poder". Isto nos obriga a reconhecer que a eficiência neste ministério só é possível com a capacitação do próprio Espírito Santo. Foi por isso que Jesus recomendou que seus discípulos não saíssem de Jerusalém até que do alto fossem revestidos do poder do Espírito (Lucas 24:49 ficai na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder).
ilustração: Charles Spurgeon foi um dos maiores pregadores de todos os tempos. Ainda hoje somos inspirados por seus sermões e livros. Ele ensinava que a busca do auxílio do Espírito Santo é fundamental à pregação eficiente pelas seguintes razões: é o Espírito quem nos dá sabedoria, que é a arte de usarmos acertadamente o que conhecemos; o Espírito é a "brasa viva tirada do altar" que toca os nossos lábios; é o Espírito o óleo que unge; é o Espírito que faz a pregação traspassar os corações dos homens; é o Espírito que nos leva à oração; é o Espírito que nos leva à santidade; é o Espírito que nos dá discernimento.
aplicação: Como ministro da "loucura da pregação" você precisa deixar-se sempre encher pelo Espírito (cf. Efésios 5:18). Entenda que um pregador que confie tão somente em suas habilidades para exercer seu ministério está fadado ao fracasso. Fundamental para você, arauto de Deus, é a dependência do Seu Espírito.
transição: Já vimos que a verdadeira pregação requer que o pregador se constitua num "arauto de Deus", um porta-voz da Sua Palavra. Também, que este arauto seja conduzido e capacitado, pelo Espírito Santo. Há ainda um terceiro fator a reconhecer na verdadeira pregação:

3º) A PREGAÇÃO SEMPRE SERÁ CRISTOCÊNTRICA (v. 23)
Os judeus querem sinais. Os gregos buscam sabedoria. Nós, porém, pregamos a Cristo crucificado! Essencialmente à pregação é o anúncio da crucificação de Cristo: sua causa e suas consequências. É com esta missão que o Senhor nos fez pregadores: anunciar a vitória de Jesus sobre a morte, o cumprimento de um plano traçado desde antes da criação, que resultou no estabelecimento da Igreja, e é o único meio para o homem ter sua alma salva da perdição.
Cristo, sua pessoa e sua obra, é o centro. Nunca o pregador. Todo louvor, toda glória, toda honra, a Cristo. É isto que o apóstolo Paulo faz em seu ministério. Por mais louco que isto possa parecer, toda a razão da existência humana passa pela cruz de Cristo.
A verdadeira pregação será sempre pronunciada por um "embaixador de Cristo" que, dirigido pelo Espírito de Cristo, conclamará seus ouvintes a servirem a Cristo.
ilustração: Sobre o que Pedro pregou no dia de Pentecostes? Sobre a morte e ressurreição de Cristo! (Atos 2:23 e 24). E no templo? Em Atos 3:15, Pedro prega: "matastes o Autor da vida...". E diante do Sinédrio, em Atos 4? Pedro testemunhou do Nazareno, a quem os judeus crucificaram (4:10). E assim por diante, percebemos que todos os sermões proferidos pelos pregadores do NT são centrados na morte e ressurreição de Cristo.
aplicação: Como aspirante ao ministério da pregação, tenha em mente que seu trabalho será o de servir a Cristo. Ele é a razão de tudo. Ainda que judeus queiram sinais e gregos, sabedoria, nossa Missão é anunciar Cristo: Sua Pessoa e Sua Obra. Tenha em mira ser o arauto da vitória, do poder e da glória de Cristo.
transição: Desta forma, já vimos que a "loucura da pregação" constitui-se no trabalho de um arauto, capacitado pelo Espírito Santo e cujo objetivo central é anunciar a Cristo. Vejamos agora um último aspecto, justamente o resultado desta pregação.

4º) A PREGAÇÃO SEMPRE PROVOCA UMA RESPOSTA DO OUVINTE (vs. 23 e 24)
Duas reações devem ser esperadas quando se prega a Cristo crucificado: incredulidade por parte daqueles que se escandalizam (escândalo para os judeus, e loucura para os gregos) e fé (para os que são chamados). A verdadeira pregação não permite indiferença. Para os incrédulos, a mensagem da Cruz é loucura. Para os crédulos, "o poder de Deus e sabedoria de Deus" (v. 24).
Foi isto que o idoso Simeão profetizou, conforme Lucas 2:15, ao dizer a Maria: "Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição".
ilustração: Em Atos 17 temos o resumo feito por Lucas do sermão que o apóstolo pregou no Areópago, em Atenas, na Grécia. Paulo se deparou com uma assistência curiosa, porém inóspita. No v. 18, lemos: "ora, alguns filósofos epirireus e estóicos, disputavam com ele. Uns diziam: que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece ser pregador de deuses estranhos; pois anunciava a boa nova de Jesus e a ressurreição." O assunto, ressurreição de Cristo e a ressurreição de todo que nEle crê provocou escárnios em muitos dos ouvintes (v. 32). Entretanto, houve quem cresse: "Todavia, alguns homens aderiram a ele, e creram, entre os quais Dionísio, o areopagita, e uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros" (v. 34).
aplicação: É este o resultado que você deverá esperar da pregação dirigida pelo Espírito e centrada na Pessoa de Cristo. Muitos se escandalizarão. Porém, graças a Deus, outros crerão e neles se manifestará o poder regenerador de Deus. E eis aí o privilégio do pregador, ser instrumento de Deus para que através da "loucura da pregação" vidas sejam beneficiadas pelo Seu poder.
CONCLUSÃO:
Se Deus o chamou a ser um pregador, sinta-se honrado, privilegiado. Mas dê à pregação seu devido valor. Consagre-se a ser um verdadeiro arauto de Deus. Entenda que a pregação eficiente só é possível se inspirada pelo Espírito Santo de Deus - recorra à Ele constantemente. Cristo precisa ser o centro da sua vida e, por conseguinte, da sua pregação. Entenda que é para isto que Deus o chamou, para anunciar a Pessoa e a Obra de Cristo. Fazendo assim, espere pelos resultados. Perceberá que a "loucura da pregação" continua sendo o poder de Deus para salvar os que crêem.

 BIBLIOGRAFIA:
ANGLABA, Paulo R. B. Vox Dei: A Teologia Reformada da Pregação. Fides Reformata, vol IV, 1999, p. 145-168.
RIENECKER, Fritz e ROGERS, Cleon. Chave Linguística do N. T. Grego. Vida Nova.
SPURGEON, Charles H. Lições aos Meus Alunos. vol. 1 p. 4-22
Paulo Rogério Petrizi

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O CREDO APOSTOLICO*

O Credo dos Apóstolos (em latim: Symbolum Apostolorum ou Symbolum Apostolicum), as vezes chamado de Símbolo dos Apóstolos, é uma profissão de fé cristã, um credo ou um símbolo.[1] É amplamente utilizado por muitas Denominações Cristãs para propósitos litúrgicos e catequéticos, mais visivelmente pelas Igrejas litúrgicas de tradição ocidental, incluindo o Rito latino da Igreja Católica, o Rito oriental das Igrejas Ortodoxas Orientais, o Luteranismo, o Anglicanismo e o Presbiterianismo.
ORIGEM
O Credo Apostólico, o mais conhecido dos credos, é atribuído pela tradição aos doze apóstolos.[1] Mas os estudiosos acreditam que ele se desenvolveu a partir de pequenas confissões batismais empregadas nas igrejas dos primeiros séculos. Embora os seus artigos sejam de origem bem antiga, acredita-se atualmente que o credo apostólico só alcançou sua forma definitiva por volta do sexto século,[2] quando são encontrados registros do seu emprego na liturgia oficial da igreja ocidental. De um modo ou de outro, parece evidente sua conexão com outros credos antigos menores; como os seguintes:

Creio em Deus Pai Todo-poderoso, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor. E no Espírito Santo, na santa Igreja, na ressurreição da carne.

Creio em Deus Pai Todo-poderoso. E em Jesus Cristo seu único Filho nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e da virgem Maria; concebido sob o poder de Pôncio Pilatos e sepultado; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao céu e está sentado à mão direita do Pai, de onde há de vir julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo; na santa Igreja; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo.[3]

O Credo Apostólico, assim como os Dez Mandamentos e a Oração Dominical, foi anexado, pela Assembléia de Westminster, ao Catecismo. “Não como se houvesse sido composto pelos apóstolos, ou porque deva ser considerado Escritura canônica, mas por ser um breve resumo da fé cristã, por estar de acordo com a palavra de Deus, e por ser aceito desde a antigüidade pelas igrejas de Cristo.”[4]

TEXTO EM PORTUGUÊS

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

NOTAS
* Extraído de Paulo Anglada, Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das Escrituras (São Paulo: Os Puritanos, 1998), 178-79.
[1] Alguns chegaram a sugerir que cada apóstolo teria contribuído com um artigo.
[2] Schaff, Creeds of Christendom, vol.1, 20. Citado por A. A. Hodge, Outlines of Theology (Edinburgh, & Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1991), 115.
[3] O primeiro desses credos provém, provavelmente, da primeira metade do segundo século. O segundo, conhecido como Credo Romano Antigo, provém da segunda metade do segundo século. Ver O. G. Oliver Jr., “Credo dos Apóstolos,” em Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, vol. 1 (São Paulo: Vida Nova, 1993): 362-63.
[4] Citado por A. A. Hodge, Outlines of Theology, 115.
[5] Do Psalterium Aethelstani. Citado por Frans Leonard Schalkwijk, Coinê: Pequena Gramática do Grego Neotestamentário, 5 ed. (Patrocínio-MG: CEIBEL, 1989), 109.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Líder da Assembleia de Deus, Manoel Ferreira é acusado de usar laranja para abrir faculdade, dar golpe nos sócios e sonegar milhões em impostos

chamada.jpg
NO PAPEL
Trechos do documento no qual o pastor Eduardo Oliveira admite ser laranja do bispo
Manoel Ferreira (acima), da Assembleia de Deus, na Faculdade Evangélica de Brasília

img2.jpg
É usual no País que Igrejas de diferentes confissões religiosas apoiem a criação e a manutenção de instituições de ensino, como escolas e faculdades. Mas deve ser um serviço voluntário, sem fins lucrativos. O bispo Manoel Ferreira, ex-deputado pelo PR e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus (Conamad), teria invertido essa lógica. Lançando mão de expedientes pouco republicanos, teria recrutado laranjas, assinado contratos de gaveta e se tornado proprietário de um lucrativo negócio: a Faculdade Evangélica de Brasília. Ferreira também teria demitido funcionários sem pagar direitos trabalhistas, sonegado milhões de reais em impostos federais e dado um golpe nos próprios sócios. Um desses sócios, o pastor Donizetti Francisco Pereira, resolveu quebrar o pacto de silêncio imposto por Ferreira em sua Igreja e procurou ISTOÉ para denunciar o caso. “Fui apunhalado pelas costas”, afirma Pereira. Sem dinheiro, impedido de trabalhar e com o nome sujo no SPC e no Serasa, ele tenta há meses contatar o bispo para negociar um acordo. “Não sou a única vítima dele, só que os outros sócios e professores têm medo de represálias”, diz.

Formado em teologia e administração, Donizetti entrou para a Conamad no início da década de 1990. Em 1999, chegou a vice-presidente da Faculdade de Teologia e dava aulas como voluntário. Em 2003, foi convocado a fundar, junto a outros pastores, a Faculdade Evangélica de Brasília Ltda, que só funcionaria dois anos mais tarde. Com a entrada do dinheiro das mensalidades, começaram os desentendimentos entre os sócios. Teriam sido feitas, então, quatro alterações contratuais, sendo que a última estabelecia a divisão societária entre três pessoas: o pastor Eduardo Sampaio de Oliveira, com 20% das cotas, e os empresários Ricardo Luis Pereira e Ronaldo José Pires, dono do Salão do Automóvel de Brasília, ambos com 40%. Entretanto, em 25 de julho de 2007, os sócios realizaram uma assembléia extraordinária que determinou a divisão da sociedade apenas entre dois sócios, Ricardo Pereira (47,5%) e a Conamad (52,5%). A ata da reunião, uma espécie de contrato de gaveta, foi assinada por todos os sócios, inclusive pelo bispo Manoel Ferreira, que passou então a figurar como sócio oculto da empresa.
img.jpg
“Não sou a única vítima dele, só que os outros
sócios e professores  têm medo de represálias”

pastor Donizetti Pereira, que vendeu, mas
não recebeu, suas cotas  por R$ 200 mil

A maracutaia é admitida pelo próprio pastor-laranja Eduardo Sampaio de Oliveira, que virou alvo de dezenas de ações de execução trabalhistas movidas por ex-funcionários contra a Faculdade Evangélica. Para tentar evitar o bloqueio de seus bens, o advogado de Oliveira interpôs na Justiça do Trabalho recurso alegando que seu cliente “nunca foi sócio” da instituição de ensino. “No que pese 20% das cotas da Faculdade Evangélica de Brasília constarem do contrato social, a rigor este percentual nunca lhe pertenceu. A bem da verdade, as cotas são de propriedade da Conamad (Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério Madureira), presidida pelo Bispo Manoel Ferreira”, escreve o advogado Raimundo Pereira, o advogado de Sampaio. O próprio advogado reconhece que a Conamad, por ser entidade religiosa sem fim lucrativo, “não pode figurar como sócia em contrato social de empresa comercial”. E conclui como seu cliente virou laranja do bispo: “Por determinação do bispo Manoel Ferreira, ele foi designado para figurar no contrato, ficando a Conamad na condição de sócia oculta”. Uma verdadeira confissão de culpa.
img1.jpg
Pelo que sugerem os documentos reunidos pelo pastor Donizetti Pereira, a tentativa de dar uma fachada de legalidade para o negócio é apenas um dos muitos pecados do bispo Manoel Ferreira. Após seis anos de existência, a Faculdade Evangélica está afundada em dívidas, é alvo de 140 ações trabalhistas, 18 ações de execução judiciais que superam R$ 1,6 milhão, além de pendências no Serasa e 108 protestos. A faculdade também emitiu nada menos que 89 cheques sem fundo, de valores que variam R$ 45 a R$ 50 mil. “Eu recebi quatro cheques de R$ 50 mil por conta da venda das minhas cotas na sociedade. Quando fui sacar, eles sustaram os cheques”, afirma o pastor Donizetti Ferreira, que retirava mensalmente um pró-labore de R$ 3 mil. Ele conta que, além dos sócios que tomaram calote, há dezenas de professores, demitidos sem receber seus direitos trabalhistas. “Alguns sequer tiveram seus salários depositados no mês em que saíram da Faculdade”, afirma. A par da gestão temerária da instituição, o pastor revela que a Faculdade Evangélica não depositou o FGTS e o INSS dos funcionários, e recentemente foi multada pela Receita Federal em cerca de R$ 2 milhões por sonegação. Consultados por ISTOÉ, o bispo Manoel Ferreira e o pastor Eduardo Sampaio não retornaram o contato. Resta saber que explicação eles darão a seus fiéis e à Justiça.

Notícias Cristãs com informações da IstoÉ
 

Polêmica sobre a vida de Jesus

O escritor português Soham Jñana, de 51 anos, que vive no Brasil há três anos, pretende lançar no segundo semestre desse ano um livro que promete trazer à tona antigas polêmicas sobre a vida de Jesus Cristo. Depois de viver 30 anos na França, onde dedicou a vida à pesquisa sobre o tema, Soham garante ter provas testemunhais ou circunstanciais de que Cristo não nasceu em Nazaré ou mesmo Belém. Ainda segundo ele, Jesus era de uma família de classe média alta e, ao ser crucificado, deixou uma esposa grávida de três meses.

Conforme Soham, o livro busca recontar a história com base nos próprios evangelhos canônicos e também repor as peças que, como explica, faltavam ao quebra-cabeça. “Quero dar um sentido ao enredo distorcido, repleto de cortes e acréscimos realizados ao longo dos anos, por interesses das ortodoxias dominantes”, diz. Soham garantiu que pretende incluir Porto Velho nas cidades que irá visitar a partir de outubro para lançar a obra.
O judaísmo praticado no primeiro século após o surgimento de Cristo é a base da pesquisa do professor. O livro vai se chamar “Jesus, a Semente”, e promete dar início a uma trilogia, com mais de 100 revelações sobre a vida do Messias. Entre elas, a de que Maria teve um segundo marido depois de José.

Revelações inéditas

Desde dezembro, o autor já divulgou 23 das revelações que irá publicar no livro. Até o lançamento da obra, marcada para 12 de outubro, ele promete chegar a 32 revelações, todas ainda inéditas, baseadas em fatos confrontados a partir de pesquisas em textos bíblicos e documentos diversos. “Essas descobertas desmistificam e questionam o discurso estabelecido por muitos historiadores, teólogos e pesquisadores cúmplices, em maior ou menor grau de consciência, do Jesus da fé, que até hoje prevalece sobre o homem Jesus”, afirma.

Reações contrárias

“Quero com isso repor a verdade sobre a vida do Jesus histórico e mostrar sua autêntica mensagem, que se manteve até hoje oculta”, continua Soham. No livro, ele pretende contar em detalhes o que teria ocorrido com Cristo desde sua concepção até a morte, revelando quem era seu pai biológico e por que Jesus só o conheceu um ano antes de ser crucificado. “Vou apontar os motivos e o proveito de quem realmente o denunciou, explicar porque o túmulo estava vazio e onde o corpo de Jesus foi finalmente sepultado”, completa.
Soham garante que, apesar das informações polêmicas que ferem a crença cristã, não tem sido alvo de protesto por parte de lideranças religiosas. Ao contrário, alguns pastores e ex-padres com quem tem conversado chegam a reconhecer, segundo ele, que é possível que haja novos elementos sobre a vida de Cristo, mesmo 2 mil anos após sua existência. Segundo a jornalista Cleonice Rolim, que trabalha na divulgação do livro, as reações contrárias têm ocorrido apenas por parte de quem chamou de “crentes fanáticos”, que postam comentários ofensivos nos blogs ligados a Soham. “Mas há muitas pessoas com a mente aberta que entendem que há manipulações e interesses a serem defendidos”, completa.

TRILOGIA

O livro, que se chamará “Jesus, a Semente”, é o primeiro de uma trilogia e será lançado no dia 12 de outubro. Na sequência, serão lançados “Jesus, a Árvore” e “Jesus, o Fruto”, fechando o trabalho.

Notícias Cristãs com informações do Diário da Amazônia

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...