segunda-feira, 21 de março de 2011

A BÍBLIA E SUAS VERSÕES

Bíblia de Jerusalém, ed. Paulus
Desde a invenção da imprensa, no século XV, por Johannes Gutemberg, muitas versões da Bíblia foram impressas. Na medida em que manuscritos mais antigos foram surgindo (principalmente no século XIX), as Bíblias foram sendo atualizadas na tentativa de produzir uma tradução que expressasse com mais fidelidade o conteúdo dos textos originais. Ao longo do tempo foram sendo publicadas Bíblias para diversos gostos ou correntes teológicas: Versões populares, críticas, com capa colorida, com letras grandes, etc. Atualmente as Bíblias mais conhecidas são as seguintes: 

 1. As primeiras versões impressas em português

A mais antiga tradução completa da Bíblia para o português é obra de João Ferreira de Almeida, cristão protestante de origem judeu-portuguesa. Sua primeira tradução foi publicada em 1753 em três volumes.  A seguir as traduções de Almeida publicadas em um único volume.

1819 – “Versão Antiga” (BAIXE AQUI - PDF)– baseada nos modelos ingleses e holandeses do século XVII (Textus Receptus). A Almeida Corrigida e fiel (Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil) conserva até hoje o Textus Receptus como base para sua tradução.

1898 – Versão Revista e Corrigida (ou revisada) – revisão ortográfica e eliminação de termos obsoletos.

1956 – Versão Revista e Atualizada – utiliza o texto crítico, baseado em manuscritos do século IV (codex Vaticanus e Sinaiticus) descobertos após a primeira tradução de Almeida.

Em 1790 surgiu a versão de Figueiredo, elaborada a partir da Vulgata pelo padre católico Antônio Pereira de Figueiredo. Foi publicada em sete volumes, depois de 18 anos de trabalho. 

2. Edições recentes

1981 – Bíblia de Jerusalém (BJ). Tradução empreendida por exegetas católicos e protestantes e por um grupo de revisores literários. Esta Bíblia possui muitas notas críticas, que, aliás, são muito técnicas para um leitor sem formação teológica. É, sem dúvida, uma das melhores Bíblias de estudo.

1982 – Bíblia Sagrada Vozes Tradução original do texto hebraico/aramaico e grego. Possui introdução aos livros e muitas notas (existe uma excelente versão digital em CD).

1988 – Bíblia na linguagem de hoje (BLH), elaborada pela Sociedade Bíblica do Brasil a partir dos idiomas originais. Apesar da louvável tentativa de tornar o texto bíblico acessível às pessoas menos instruídas, possui alguns anacronismos imperdoáveis, tais como a palavra “despacho” em Dt 18,11 e “médiuns” em 2 Cr 33,6.

1990 – Edição pastoral Paulus - Tradução dos textos originais em linguagem corrente. A preocupação básica, de acordo com a editora, é oferecer um texto acessível ao povo, principalmente às comunidades de base, círculos bíblicos, catequese, escolas, celebrações. As notas críticas possuem a mesma qualidade que as da Bíblia de Jerusalém, com a diferença de serem mais acessíveis àqueles que não possuem formação teológica (também ganhou uma ótima versão em CD).  

2001 – Nova Versão Internacional (NVI) - Publicada pela Editora Vida e pela Sociedade Bíblica Internacional. Tem sido elogiada pela clareza do texto. As críticas mais contundentes a essa versão vem de setores conservadores do meio protestante, por causa da adoção do texto crítico como base para a tradução do Novo Testamento.

1997 – Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB) - Segue a edição francesa tanto nas notas como no texto bíblico, sendo, porém, cotejada com os originais hebraicos, aramaicos e gregos.  

2002 - Bíblia do Peregrino - tradução do grande exegeta espanhol Luís Alonso Schökel, publicada pela Editora Paulus. É a Bíblia com o maior número de notas publicadas no Brasil. A edição brasileira é uma tradução do espanhol.

2007 – Bíblia Almeida Século XXI - As principais críticas a esta versão são excessivo conservadorismo teológico presente nas introduções dos livros e no uso não inclusivo da palavra “homem” para se referir à totalidade da espécie humana (homem e mulher).


Por Jones Mendonça 


Fonte: Numinosun Teologia

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